13 de maio de 2012

Playlist Especial de dia das mães


Fizemos uma Playlist especial para este dia das Mães. Afinal, as mamães também merecem ouvir boa música. Desejamos à todas as mamães um lindo dia e que nós retribuamos todo o amor e carinho que nos foi dado desde o nascimento. Aproveitem!


Toquinho - mamãe


Roberto Carlos - Lady Laura 



Cazuza - Só as mães são felizes


Luiza Possi - Minha mãe


Erasmo Carlos - Filho único


Gal Costa - Mãe 


Cristina Mel - Lágrimas de mãe 


Pato Fú - Mamã Papá


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Tal Mãe, Tal Filha, Mães e filhos de Sucesso na MPB


                                                     
Falar sobre a influência e importância das nossas mães em nossa vida é cair no lugar comum, não é mesmo? Elas estão sempre presentes em nossas lembranças de infância, nosso contexto familiar, nossos gostos e… nossa genética. Nunca parou para pensar nisso? Além da aparência, podemos “herdar” de nossas mães aptidões como uma boa voz, por exemplo – como aconteceu com algumas de nossas cantoras atuais, que seguiram direitinho os passos de suas mães, artistas consagradas. Claro que para isso é preciso também dedicação, estudo e uma pitada de sorte que vem de berço. Listamos algumas das artistas brasileiras que fazem bonito adotando a carreira de suas mães. Você lembra de outros casos tal mãe, tal filha? Conta pra gente!  

Elis Regina & Maria Rita
Maria Rita tinha apenas quatro anos de idade quando sua mãe Elis Regina, considerada a maior cantora brasileira de todos os tempos, faleceu. Fruto do casamento da cantora com o pianista César Camargo Mariano, a filha sempre teve consciência da importância de sua mãe para a Música Popular Brasileira. Tanto, que Maria Rita só lançou sua carreira aos 24 anos, quando percebeu que este era também o seu sonho. “O motivo passou a existir quando percebi que ficaria louca se não cantasse”, diz na biografia postada em seu site.

                           Elis Regina com os filhos, Pedro Mariano, Maria Rita e João marcelo.
                                                
Veja a entrevista abaixo dada por Elis Regina para o programa Mulher, da Rede Globo, em 1979. Nela, Elis faz uma declaração de amor aos filhos, João Marcelo Boscoli, Pedro Mariano e, especialmente à filha Maria Rita: “não sei o que quero pra ela. Queria tanta coisa legal. Que ela ria muito, que ela não fique pesada nunca”.

                     

Neste ano completa-se 30 anos sem a intérprete de canções memoráveis da história da MPB como Águas de Março, O Bêbado e A Equilibrista, Como Nossos Pais – canções que primeira pela vez estão sendo apresentadas ao público, na turnê “Viva Elis”, em tributo à Pimentinha. Uma mudança de data dos shows veio a ser uma bela homenagem: o show programado para cidade do Rio de Janeiro foi adiado para hoje 13 de maio: “Dia Das Mães”

Miúcha e Bebel Gilberto 
Heloísa Maria Buarque de Hollanda, a Miúcha, é um dos grandes nomes da Bossa Nova. Ao lado de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Toquinho, lançou no Canecão um dos mais importantes espetáculos desse movimento musical, que seguiu para apresentações internacionais e deu origem à gravação Tom, Vinícius, Toquinho e Miúcha gravado ao vivo no Canecão (1977)


Bebel Gilberto, fruto do casamento da cantora Miúcha com o músico João Gilberto, segue à risca os passos e as parcerias de sucesso da mãe. Desde os nove anos de idade Bebel já participava de apresentações de Miúcha e de musicais como Pirlimpimpim e Saltimbancos. Profissionalmente, lançou-se em 1986 com um EP que leva seu nome e contou com a parceria de ninguém menos que Cazuza. Em trabalhos mais recentes, Bebel estabeleceu parcerias com produtores do quilate de Mark Ronson (de Amy Winehouse e Lily Allen), Daniel Jobim, Carlinhos Brown, Mario Caldato Jr (de Björk e Jack Johnson), entre outros, que reforçam o caráter internacional de sua carreira, assim como foi a de sua mãe.


                  


Zizi e Luiza Possi
Com certeza você já cantou ou ouviu Asa Morena no karaokê. A música de 1982 famosa na voz de Zizi Possi, é um dos maiores sucessos da cantora, de formação erudita em canto e piano, descendente de italianos e paulista do Brás. Descoberta pelo produtor Roberto Menescal, aos 22 anos lançou o primeiro LP, Flor do Mal (1979), tendo gravado a faixa Pedaço de Mim com Chico Buarque, autor da canção.


Zizi também é sucesso em trilhas de novelas: quem não lembra de Per Amore, música de seu disco homônimo de canções em italiano, que fez sucesso como tema da novela Por Amor, de Manoel Carlos?
A carreira de Luiza Possi, fruto do casamento de Zizi com o produtor musical Líber Gadelha, começou de forma semelhante à da mãe, tendo despontado quando cantou com ela em uma apresentação em 2001 no Programa do Jô. Assim como Zizi, seu trabalho foi parar na trilha sonora de novelas: a faixa Eu Sou Assim, de seu CD de estreia, entrou na trilha de Mulheres Apaixonadas.

                

Ambas já foram indicadas a prêmios importantes da música, especialmente por seus trabalhos mais autorais. Zizi ganhou por duas vezes o Prêmio Sharp (atual Prêmio Tim de Música), em 1991 de Melhor Cantora e Melhor CD de MPB por Sobre Todas as Coisas, e novamente em 1993 de Melhor CD de MPB por Valsa Brasileira, além do Troféu Imprensa de melhor cantora, em 1999. Luiza venceu o prêmio de Melhor Cantora do Prêmio Tim de Música de 2006 e foi indicada em três categorias ao Grammy Latino de 2007 – Melhor Artista Revelação, Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro e Melhor Álbum de Música Popular Brasileira – por Escuta, seu terceiro álbum, que teve o amor como tema central.


Confiram na nossa página no Facebook, um álbum dedicado ao dia das mães, postamos algumas fotos de mães e filhos famosos da MPB: Clique aqui: Feliz Dia Das Mães


Créditos: esse texto foi publicado originalmente no site: Plush Blush por Cinthia Pascueto, e devidamente autorizado pela mesma para postagem nesse blog.


9 de maio de 2012

Ganhe CD e DVD "Prêmio da Música Brasileira"


Olá amigos do Clube da MPB, estamos fazendo uma promoção junto com a equipe do Prêmio da Brasileira. vamos sortear através do nosso Twitter um CD e na nossa página no Facebook um DVD, trata-se do CD e DVD da turnê do 22 Prêmio da Música Brasileira que fez homenagem a Noel Rosa.
 Para GANHAR é muito fácil, veja no exemplo a baixo:

CD: Para Ganhar  o CD você precisa seguir o nosso perfil no 
Twitter e também o perfil doPrêmio da Música Brasileira, e retuitar esse tweet com o link do sorteio: Clique Aqui!

DVD: Para Ganhar o DVD basta Curtir a nossa página no 
Facebook e clicar na ABA de Sorteio conforme aparece sequência das fotos abaixo:


Depois de Curtir a página, é só clicar dentro do círculo verde em quero participar, observe que ao clicar na aba do sorteio você será direcionado direto para a promoção, veja na foto:



Lembrando que uma mesma pessoa pode participar das duas promoções, basta seguir no twitter e curtir a página no Facebook, será sorteado 01 CD e 01 DVD, no dia 31/05/2012.  A entrega do CD e DVD é de responsabilidade do Prêmio da Música Brasileira, que entrará em contato com os ganhadores por email.

Agradecemos a todos que estão participando, Convido vocês pra Curtir! a página do Prêmio da Música Brasileira no Facebook: 
Prêmio da Música Brasileira





Resultado da promoção


Queremos agradecer a todos vocês que participaram da promoção, foi um sucesso! muita gente participou e o resultado você confere na nossa página no Facebook pelo Link: Promoção do DVD e também no twitter: Promoção do CD.


Obrigado!







8 de maio de 2012

Biografia de Billy Blanco




Billy Blanco é o nome artístico de William Blanco de Abrunhosa Trindade, pioneiro na transição entre o samba-canção e a Bossa Nova, cantor e compositor paraense, carioca de coração.

William Blanco Abrunhosa Trindade nasceu em Belém do Pará no dia 8 de maio de 1924. Willian é um arquiteto, músico, compositor e escritor brasileiro, seu samba sincopado que fugia da cadência vigente do estilo passou a chamar a atenção dos cantores da época.

A carreira de compositor deslanchou nos anos 50, quando suas músicas foram gravadas por Dick Farney, Os Cariocas e Dóris Monteiro, além do já mencionados. Na década de 60, Billy participou de festivais e espetáculos, nos quais começaram a vir a público seus sambas em estilo de crítica sócio-comportamental.

Billy gravou sete discos de carreira e o mais recente deles, O Autor e Sua Música, foi lançado em 1996. Em 2002, a Biscoito Fino lançou A Bossa de Billy Blanco.

Atraído pela música desde criança, quando começou a compor tinha o cuidado ao escrever seus sambas, com letras elaboradas, assuntos e composições das canções.

Nos anos de 1940, quando cursava o segundo ano de engenharia, foi para São Paulo, para fazer o curso de arquitetura, ingressou no Mackenzie College em 1946. Foi para o Rio de Janeiro, e estudou na Faculdade de Arquitetura e Belas Artes, em 1948. Graduando-se em 1950, em arquitetura.

Tem um estilo próprio, descrevendo os acontecimentos a sua volta, com humor ou no gênero exaltação, falando de amor e das desilusões; onde seu samba sincopado, que fugia da cadência vigente do estilo , passou a chamar à atenção dos cantores da época. Sua primeira composição foi "Pra Variar" em 1951.

Nos anos 50 e 60 seus sucessos foram gravados por Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina e Hebe Camargo. Seu primeiro sucesso foi Estatutos da Gafieira, na voz de Inesita Barroso - gravação RCA Victor - 1954.

Parceiros
Baden Powell - Samba triste
Tom Jobim - Sinfonia do Rio de Janeiro - Suíte Popular em ritmo de samba - 1960.
João Gilberto - Descendo o morro. A montanha/O morro - onde os dois doutores do asfalto, homenageiam o samba de gente simples e de favela.
Cinquenta e seis parcerias com o violonista Sebastião Tapajós e com outros compositores, num total de quinhentas músicas, sendo que trezentas já gravadas.

Sucessos consagrados
Sinfonia Paulistana, Tereza da praia, O morro, Estatuto da gafieira, Mocinho bonito, Samba triste, Viva meu samba, Samba de morro, Pra variar, Sinfonia do Rio de Janeiro, Canto Livre.

Sinfonia do Rio de Janeiro
É composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960. As canções são Hino ao Sol, Coisas do dia, Matei-me no trabalho, Zona sul, Arpoador, Noites do Rio, A montanha, O morro, Descendo o morro e o Samba do amanhã.

Sinfonia Paulistana
(Retrato de uma cidade)

Foi concluída em 1974. Billy Blanco trabalhou nela durante dez anos. É composta por quinze canções, cantadas por Elza Soares, Pery Ribeiro, Cláudia, Claudette Soares, Nadinho da Ilha, Miltinho, coro do Teatro Municipal de São Paulo. Produção de Aloysio de Oliveira e orquestra regida pelo maestro Chico de Moraes.
As músicas se chamam Louvação de Anchieta, Bartira, Monções, Tema de São Paulo, Capital do tempo, O dinheiro, Coisas da noite, O céu de São Paulo, Amanhecendo, O tempo e a hora, Viva o camelô, Pro esporte, São Paulo jovem, Rua Augusta e Grande São Paulo.
Destacando-se o carimbó épico Monções, e a original fusão bossa-pop em O tempo e a hora.

Canto Livre
Escrito na época da Ditadura Brasileira, Billy Blanco compôs essa música assim que saiu de sua temporada no Forte de Copacabana.

O meu compromisso; com sinceridade; é fazer meu povo; sorrir outra vez; e melhor que isso; só se for verdade; No mais, tanto faz; como tanto fez;

Canta!; Sempre serás feliz quando cantares.; e dentre as coisas pelas quais lutares,; o canto puro e simples não esquece,; numa prisão, na irgreja ou na rua,; uma canção tem força de uma prece,; não haverá no mundo quem destrua,; morre um cantor e o canto permanece.;

Canta!; Mesmo cativo, o pássaro não liga; prendem o seu corpo, não sua cantiga,; seu canto é livre, livre como o vento; e um cantor não para, só morrendo; mas a canção revive sua memória; e ele renasce a caa momento; porque seu canto faz parte da História;

Livros escritos
(em parceria)

MACEDO, Regina Helena - Tirando de Letra e Música - Editora Record - 1996 - 224págs. - ISBN: 8501043397

MACEDO, Regina Helena - Florentino Dias: uma vida dedicada a música - Editora Record - 96 págs. - ISBN: 8501056529

Billy é a linha viva que dividiu (e divide) o samba canção, das vozes altas e letras tristes, da bossa nova. Poeta de um tempo glorioso, mas não perdido ou esquecido como preferem alguns, Billy Blanco está na ativa produzindo (85 anos), o que muitos na casa dos áureos 30 anos não conseguem sequer tentar. Compõe todo dia e quer mais.

Billy Blanco gosta de manter certas diretrizes em mente na hora de compor. "Ao escrever, pretendo que as canções sejam cantadas por qualquer pessoa em qualquer tempo. Não componho especificamente para uma só voz ou para um só tom. Quero que minhas canções signifiquem algo em qualquer tempo, sem ser saudosista. Música é para unir gerações, contar histórias das velhas para as novas", diz Billy.

"Estava acabando agora mesmo uma canção. E amanhã rasgo, jogo fora e faço tudo de novo. É como ginástica, aeróbica, essas coisas. O compositor, assim como qualquer instrumentista (um violonista, por exemplo), precisa trabalhar todo dia, colocar seu ofício em dia", diz Billy, com simplicidade. Ele também sabe que, para os padrões atuais, seu ritmo de produção é espantoso.

"Eu duvido que exista um compositor na minha idade produzindo do jeito que produzo. Como disse, componho todos os dias, e não é porque tenho que compor para sobreviver. Eu sobrevivo para compor. E faço isso exatamente como fazia há 60 anos. É minha necessidade e meu papel no mundo", diz.


William Blanco de Abrunhosa Trindade
 8/5/1924 Belém, PA 
 7/7/2011 Rio de Janeiro, RJ

                            
Esse texto é parte integrante da biografia de Billy Blanco, postado originalmente no Letras.com.br todas as informações quanto ao crédito do autor da postagem e informações adicionais se encontram disponíveis nesse link: Letras.com.br



7 de maio de 2012

Viva Elis. Viva Maria Rita!







São Paulo, cinco de maio de 2012. Parque da Juventude. Maria Rita emociona um público de 120 mil pessoas.






Tendo como cenário o Parque da Juventude, na zona norte da capital, o quarto show de Maria Rita em homenagem à mãe chegou a São Paulo neste sábado (5), às 15h.

A estreia de Nivea Viva Elis aconteceu no dia 24 de março, em Porto Alegre, local onde Elis nasceu. Além da capital riograndense, a turnê já passou pelas cidades de Recife e Belo Horizonte e será encerrada no dia 13 de maio, Dia das Mães, no Rio de Janeiro.




Ao lado dos músicos Thiago Costa (piano e teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico e elétrico), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), Maria Rita provou que o sangue musical que correu nas veias de sua mãe, é o mesmo que corre em suas veias. Emocionada, a cantora passeia por um repertório consagrado, de canções que marcaram a carreira de Elis.

A diversidade do público presente tornou o ambiente ainda mais bonito e agradável. Fãs de Elis, pertencentes a antigas gerações, os quais tiveram importantes passagens de suas histórias marcadas por canções alegres ou tristes interpretadas por ela, sentiram-se ainda mais emocionados quando Maria Rita entrou em cena explicitando expressões corporais, trejeitos, coreografia e timbre muito próximos aos de sua mãe. Foi como voltar no tempo.

Orgulhosamente, Maria Rita fala da trajetória de sua mãe, não apenas como cantora, mas como cidadã politicamente ativa que foi Elis Regina. “ Ela não era só um rostinho bonito e uma voz afinada, era uma mulher... guerreira!” Diz Maria Rita, emocionada.  

A cantora não conteve as lágrimas ao cantar “Como nossos pais” e “O bêbado e a equilibrista”. Ao final das canções, recebeu aplausos prolongados do público, que conseguiu sentir a beleza de sua emoção, valorizada pela singularidade harmônica de sua interpretação.

Ainda emocionada, agradeceu ao público pela paciência e compreensão a respeito das alterações de data do show.

Maria Rita conseguiu resgatar emoções de um Brasil que após trinta anos, ainda chora lágrimas de saudades de Elis.

O dia lindo e ensolarado contribuiu bastante para que o espetáculo se tornasse ainda mais perfeito. A energia emanada do público trouxe ventos que, para muitos, significavam a presença de Elis.

Onde quer que Elis esteja, deve estar muito orgulhosa de sua filha, que a representou com maestria, através de uma homenagem digna de deixar 120 mil pessoas arrepiadas do início ao fim.

Depois deste show, torna-se indissociável ser fã de mãe e filha.

Maria Rita reviveu Elis... e nós aplaudimos.