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5 de fevereiro de 2014

Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira e Roberta Sá são as atrações da nova edição do projeto Nivea Viva


Depois de Maria Rita interpretar sucessos de sua mãe, Elis Regina, e Vanessa da Mata mostrar canções de Tom Jobim nos últimos dois anos, respectivamente, a nova edição do projeto Nívea vai homenagear o samba, gênero cultuado por Elis e Tom. A incumbência foi dada não a um, mas a quatro cantores: Martinho da Vila, Alcione, Diogo Nogueira e Roberta Sá abraçarão a missão.

O evento antecipa o centenário de primeiro samba, Pelo Telefone (Donga e Mauro de Almeida),registrado em 26 de novembro de 1916, segundo registros da Biblioteca Nacional. A série de shows passará por seis capitais brasileiras, com estreia para convidados marcada para 18 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

 No mês seguinte, desce para Porto Alegre (16/3) e volta ao Rio (23/3). Brasília (6/4) é a terceira parada, seguida de Recife (13/4) e Salvador (27/4). A despedida ocorre em São Paulo, em 25 de maio. Horários e locais ainda não foram divulgados.

No palco, o quarteto formado por diferentes gerações de sambistas reviverá os diversos momentos da história do ritmo musical, em roteiro que passa pela obra de Noel Rosa, Ary Barroso e Ataulfo Alvez, entre outros, pelo trabalho autoral dos quatro intérpretes até chegar às composições contemporâneas.

Monique Gardenberg é responsável pela direção artística do espetáculo-tributo,que tem roteiro do curador e jornalista Hugo Sukman e direção musical de Alceu Maia. Os shows são gratuitos.


    Martinho da Vila, Alcione, a idealizadora do projeto, Monique Gardenberg, e a diretora de marketing da Nivea, Tatiana Ponce. Foto: Nivea Viva o Samba/Divulgação.

     Nívea - Viva o Samba!

                            Fonte: Redação VEJASAOPAULO.COM)

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2 de dezembro de 2013

Dia Nacional do Samba


"Para se falar em SAMBA temos que falar em negro, para se falar em negro temos que contar sua árdua luta através de muitas gerações, erguendo o seu grito contra o preconceito de raça e de cor herança da escravidão." 

(Trecho retirado do livro: Escola de Samba - Árvore Que Esqueceu a Raiz)


Hoje, 02 de dezembro, é o dia da mais expressiva linguagem do povo carioca. O mestre Jairo Severiano fez no breve texto a seguir uma exposição em poucas palavras do que considera de mais importante para o entendimento do fenômeno Samba: 

''Com seu canto vigoroso, rascante, inusitadamente grave e suas cantigas impregnadas de negritude, a neta de escravos Clementina de Jesus é a prova cabal da presença da África na MPB. O casamento dessa presença africana, especialmente rítmica, com harmonias e melodias de inspiração europeia, constitui o aspecto mais fascinante, o âmago, o espírito samba, o mais importante gênero da música popular brasileira.''


Antes de prosseguir, ouçam Clementina cantando o ''canto dos escravos'':



A foto que inicia essa postagem é uma ilustração fiel, mostra Alcebíades Barcelos, um dos fundadores da primeira Escola de Samba do Brasil, a "Deixa Falar", em 1928, juntamente com o grande Ismael Silva, Brancura, Mano Edgar, Nilton Bastos, entre outros. Mais conhecido como Bide, também foi o criador do surdo, mudando o ritmo anteriormente conhecido por ''maxixe''. 

Ouçam essa história mais detalhada no depoimento feito pelo próprio Bide:




Sobre as Escolas, vale ressaltar:

"As Escolas de Samba, começaram seus movimentos dentro de um mesmo período (entre 1923 e 1930). Essas foram: a Deixa Falar (Estácio), Fique-Firme (Favela), Mangueira, Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e outras que começaram como Blocos-Carnavalescos.''

(Escola de Samba - Árvore Que Esqueceu a Raiz, pág. 57).



(Na foto: Paulo da Portela, Heitor dos Prazeres, Gilberto Alves, Bide e Marçal).

Além do Bide, outros grandes nomes daquela época muito contribuíram e fortaleceram a criação daquele ''samba de sambar'', afastado, então, do samba ''amaxixado''. O que aqueles ''malandros do Estácio'' fizeram permaneceria como grande influência para toda uma geração de sambistas.
Paulo, um dos fundadores da Portela.

Paulo Benjamim de Oliveira - ou Paulo da Portela - também é um dos nomes mais importantes da história do samba. Vital para a retirada do preconceito muito comum daquela época com qualquer atividade relacionada ao gênero, tornando-se o primeiro "relações públicas'' do samba, como cita a grande Marilia Trindade Barboza em um documentário sobre ele. 

Assista:
Paulo da Portela - O Seu Nome Não Caiu No Esquecimento




Hoje podemos comemorar e exaltar o nosso SAMBA, mas sabe-se que esse poder veio através de grande luta pela quebra do preconceito com essa manifestação cultural tão bela e genuína. E você deve estar se perguntando o motivo pelo qual dia 2 de dezembro foi escolhido como o Dia Nacional do Samba. Nos dois "links'' a seguir estão as explicações mais conhecidas e a que por fim, alega ser verídica.


Há mais de uma explicação sobre a comemoração desse dia. Essas são acompanhadas por alguns que as confirmam, outros que as questionam e aqueles que as ''desmentem''.




E a versão que garante ser verídica, escrita pelo Márcio Gomes para o Especial Dia Nacional do Samba:



Seja qual for a real explicação, o importante é ter um dia dedicado ao Samba, trazendo-o para o ''centro das atenções'', relembrando o que jamais deveria ser esquecido. Salve Cartola, Noel Rosa, Nélson Cavaquinho, Adoniran Barbosa, Bide, Marçal, Ismael Silva, Chico Santana, Alberto Lonato, Wilson Baptista, Ataulfo Alves, Alcides, Geraldo Pereira, Geraldo Babão, Geraldo Filme, Mano Décio, Nilton Bastos, Herivelto Martins, Francisco Alves, Lupicínio Rodrigues, Manacéa, Candeia, Portela, Mangueira, Império Serrano, Orlando Silva, Carlos Galhardo... Enfim, essa infinidade de compositores, intérpretes, Escolas e sambistas de "primeira" que tanto agregaram à nossa cultura. Que todos sejam sempre lembrados, não só hoje, como toda vez que se falar e ouvir sobre as verdadeiras raízes do Brasil.


Deixo a todos com um belíssimo samba do Manacéa, na voz da maravilhosa Cristina Buarque:



Ouçam mais em: seleção Samba e Choro 


E feliz Dia Nacional do Samba!


(por Joyce Albuquerque)


12 de agosto de 2013

Clara Nunes - Um ser de Luz


Se estivesse viva, Clara Nunes completaria 71 anos nesta segunda- feira.  A "mineira guerreira" conheceu o sucesso em 1971, quando lançou um disco homônimo. O álbum trazia elementos de ritmos africanos, reflexo de sua proximidade com as religiões africanas.

Nos anos 70, Clara, Alcione e Beth Carvalho ficaram conhecidas como o "ABC do samba". Em 1975, seu disco "Claridade", que trazia músicas como "Mineira", "Ê Baiana", "O Mar Serenou" e "Juízo Final", vendeu 600 mil cópias e igualou Clara a Roberto Carlos, o grande vendedor de discos na época.

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Clara Nunes), nasceu em Caetanópolis, Paraopeba, (MG), no dia 12/08/1942; Morreu no dia 2 de abril de 1983, aos 39 anos. Ficou em coma por quase um mês após sofrer um choque anafilático durante um cirurgia de varizes. 

Durante o período que esteve em coma, a clínica onde Clara esteva internada, no Rio de Janeiro, quase foi invadida por populares. Os fãs queriam mais informações do que os boletins emitiam e faziam vigílias por sua recuperação. Uma "clara" demonstração do amor que eles tinham pela cantora.

Fonte consultada: Época- Blog Mente Aberta


Homenagem: Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma Homenagem a Clara Nunes"


Foto: Washington Possato


O Teatro Municipal de Niterói recebe na terça-feira, 20 de agosto de 2013, às 19h, a cantora baiana Mariene de Castro, um dos principais nomes da nova geração do samba. Mariene está em turnê por todo o Brasil com o espetáculo "Ser de Luz" em homenagem à obra da saudosa cantora Clara Nunes. O repertório associa inesquecíveis canções na voz de Clara, com os maiores sucessos de Mariene. 

Serviço 

Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma homenagem a Clara Nunes", música 
Data: 20/08/2013 
Horário: 19h 

Duração: 90 minutos 
Ingresso: 60,00  
Classificação: Livre 

Teatro Municipal de Niterói 
Rua XV de Novembro 35, Centro/RJ 
Tel.: (21) 2620-1624


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6 de agosto de 2013

Biografia de Adoniran Barbosa:



"Não posso ficar nem mais um minuto com você/ Sinto muito amor, mas não pode ser/ Moro em Jaçanã/ Se eu perder esse trem/ Que sai agora às onze horas/ Só amanhã de manhã." Se existem brasileiros que não conhecem esses versos do samba "Trem das Onze", eles são certamente muito poucos. Obras como "Trem das Onze", "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto" já se tornaram parte do patrimônio artístico nacional.

As músicas de Adorinan Barbosa conquistaram os paulistanos, em particular, e os brasileiros, em geral, por retratarem o cotidiano das camadas mais simples da população urbana da capital paulista, com erros intencionais de português, que mostram a maneira de falar dos moradores de origem italiana de bairros como a Barra Funda, o Bexiga e o Brás.

Na verdade Adorinan Barbosa era o pseudônimo de João Rubinato. Nesse nome artístico, ele misturava camaradagem e criatividade: Adoniran era o nome de seu melhor amigo e Barbosa, uma homenagem ao cantor Luiz Barbosa.

Sétimo filho de uma família de imigrantes italianos, nascido em Valinhos, Adoniran mudou-se para Jundiaí na infância e aos 14 anos radicou-se em Santo André, na grande São Paulo, tendo que trabalhar para ajudar a família. Como havia abandonado os estudos, foi entregador de marmitas, carregador, encanador, pintor, garçom, metalúrgico e vendedor.

Aos 22 anos, na capital, arrumou emprego numa fábrica de tecidos e participou de programas de calouros no rádio. Compôs seus primeiros sambas, "Minha Vida se Consome", em parceria com Pedrinho Romano, e "Teu Orgulho Acabou", com Viriato dos Santos, em 1933.

No ano seguinte, com a marcha Dona Boa, feita em parceria com J. Aimberê, conquistou o primeiro lugar num concurso carnavalesco promovido pela prefeitura de São Paulo. Em 1941 foi convidado pela Rádio Record para trabalhar como ator cômico, discotecário e locutor.

Lá, conheceu o conjunto Demônios da Garoa, que incentivou Adoniran na ideia de cometer erros gramaticais nas letras das músicas. O grupo gravaria seu primeiro sucesso, "Saudosa Maloca", composto em 1955. Na seqüência viriam "Samba do Arnesto", "As Mariposas", "Abrigo de Vagabundo" e a famosa "Trem das Onze". Uma de suas últimas composições, "Tiro ao Álvaro", foi gravada por Elis Regina em 1980.

Adoniran Barbosa
Compositor e cantor paulista
(*06/08/1910, Valinhos (SP)  + 23 /11/1982, SP)

Veja o "Programa Ensaio" dedicado a Adoniran Barbosa. Apresentação de Fernando Faro/TVCultura:

                  


Assista  também o especial "Por toda minha vida" produzido pela Rede Globo em homenagem ao compositor paulista: 

                       


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26 de julho de 2013

Biografia de Noel Rosa, escrita por Almirante em 1963, ganha nova edição


Escrever biografia no Brasil não é fácil. Mais de um autor já perdeu trabalhos de anos por conta de disputas judiciais com os detentores dos direitos de copyright. Nos meios literários e musicais, a família de Noel Rosa é considerada uma das mais difíceis de ceder aos pedidos dos pesquisadores. É por isso que causou espanto quando uma editora estreante, a Sonora, anunciou o relançamento de No tempo de Noel Rosa, de Almirante, publicado originalmente em 1963.
 
Cantor, compositor e radialista dos tempos dourados do rádio brasileiro, Almirante foi um apaixonado pela obra do Poeta da Vila. Conheceu, também, os detalhes de sua vida íntima, esses que até hoje incomodam os mais recatados: o suicídio de parentes, o acidente no queixo de Noel, a intimidade com as moças de vida fácil da época. Meio século depois, seu livro continua indispensável aos que pretendem conhecer melhor a trajetória de um dos maiores gênios da nossa música popular, autor de clássicos como Palpite infeliz, Feitiço da Vila e Com que roupa.

Fonte: Mimo Art


Relançamento:

No tempo de Noel Rosa, de Almirante (Ed. Sonora)
Preço médio: R$ 40,00
Onde comprar:
Cultura    Saraiva 


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11 de outubro de 2012

A Elegância e a delicadeza de um gênio do Samba.

"Cartola não existiu, foi um sonho que tivemos"
Nelson Sargento



Poucos nomes na história da MPB conquistaram lugar de tamanho destaque e respeito como Angenor de Oliveira o "Cartola" que se estivesse entre nós estaria completando hoje 104 anos. Amado e admirado por todos nesse e em outros países, sua música não sacia somente o ouvido, mas a mente, o coração e nos enche a alma!

A poesia trasborda com extrema naturalidade e leveza de suas  letras doces e sinceras, Nunca teve pudor ou medo de cantar seus amores, sua principal inspiração eram as mulheres, presentes em quase todas as suas canções, além da vida na comunidade onde ficou famoso e que tanto amava a Mangueira, apesar de não ter vivido lá a vida toda.

 Falar de Cartola sem citar a Mangueira é algo impossível, lá  Participou da formação do Bloco dos Arengueiros, em 1925, que  foi por muito tempo o coração da comunidade, anos depois em 1929  participou da fundação da escola de samba "Estação Primeira de Mangueira", e foi ele quem sugeriu que aquela agremiação tivesse as cores verde e rosa que hoje são conhecidas mundo à fora.

Foi lá também que Cartola viveu por anos com um dos grandes amores de sua vida, Deolinda, uma mulher sete anos mais velha, que abandonou um casamento para viver ao seu lado.

Depois disso Angenor mudou-se da Mangueira e mais de uma década depois vivendo já com seu outro grande amor, Dona Zica, abriu com ela o restaurante Zicartola, na Rua da Carioca, Centro do Rio. E o restaurante tornou-se página fundamental para a música popular brasileira, Tornando-se pondo de encontro de grandes sambistas, foi lá que Paulinho da Viola começou a se apresentar para o público.

E vocês sabem de onde veio o apelido "Cartola"?
Ele ganhou o apelido pelo qual ficaria consagrado, de seu amigo que zombando de sua vaidade, pois, para evitar que o cimento caísse nos cabelo, passou a usar um chapéu- de- côco que os colegas diziam ser uma cartolinha, começando assim a chama-lo de "Cartola"
Discografia:






Ao ouvir sua obra, a impressão que fica, docemente acentuada, é que compunha com tanta naturalidade e pureza que as letras parecem ter surgido fáceis, deslizando direto de sua alma para o papel.

Sobre Cartola:
"Cartola não existiu, foi um sonho que tivemos"

Nelson sargento.
A música de Cartola é pura elegância. Ou seja, se elegância e classe pudessem ser medidas em traje inglês formal, à cartola do Cartola só faltariam mesmo a luva e o “smoking”.

Ricardo Cravo Albin


 "A delicadeza visceral de Angenor de Oliveira (e não Agenor, como dizem os descuidados) é patente quer na composição, quer na execução. Como bem me observou Jota Efegê, seu padrinho de casamento, trata-se de um distinto senhor emoldurado pelo Morro da Mangueira. A imagem do malandro não coincide com a sua. A dura experiência de viver como pedreiro, tipógrafo e lavador de carros, desconhecido e trazendo consigo o dom musical, a centelha, não o afetou, não fez dele um homem ácido e revoltado. A fama chegou até sua porta sem ser procurada. O discreto Cartola recebeu-a com cortesia. Os dois conviveram civilizadamente. Ele tem a elegância moral de Pixinguinha, outro a quem a natureza privilegiou com a sensibilidade criativa, e que também soube ser mestre de delicadeza".

Carlos Drummond de Andrade.


Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Visite o site pelo link:

Assista na íntegra o programa Ensaio/1974. Com Cartola e Leci Brandão: 

                  

12 de julho de 2012

Zicartola. Portas Abertas para o Samba





Angenor de Oliveira era um pedreiro que usava um chapéu-coco para se proteger do cimento que caia nas obras. Não demorou muito para um espirituoso colega de trabalho colocar o apelido de Cartola em Angenor. O nome não só pegou como virou referência. Alguns anos depois seria o pedreiro de chapéu-coco que fundaria em 1928 a segunda escola de samba do Rio de Janeiro, a G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira. 

Sua história se confunde com a popularização do samba. Suas primeiras composições desceram o morro nos anos 1930 e ganharam a voz de Francisco Alves, o grande intérprete da época. Mas foi com o restaurante que criou com a mulher Dona Zica em setembro de 1963 que colaborou para que o samba carioca retomasse as rádios e conquistasse a classe média. O restaurante ficava na Rua dos Cariocas, 53, e era um antigo desejo de Dona Zica. Por lá passaram Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Aracy de Almeida, Herminio Bello de Carvalho e Zé Keti, diretor artístico do Zicartola. 

O restaurante também foi frequentado por nomes da bossa nova como Carlos Lyra e Nara Leão, e outras tantas figuras políticas da época. O Zicartola, como relata Elton Medeiros, era um espaço que o Brasil precisava não somente para divulgar a música, mas para discutir a cultura e política do país. Os 20 meses de existência da casa renderam muitas histórias. Uma delas foi o surgimento de um novo nome do samba. O jovem músico Paulo César Baptista de Faria foi levado por Herminio Bello de Carvalho para o Zicartola. O show foi um sucesso e o jornalista Sérgio Cabral resolveu escrever sobre Paulo César em sua coluna no Jornal do Brasil. Com Zé Kéti, o jornalista definiu que Paulo César não era nome de sambista. Nascia Paulinho da Viola. 



Ouça o especial que o "Galeria" produziu sobre o Zicartola, o Templo do Samba, uma homenagem à Cartola, morto no dia 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade. Zicartola


Créditos: Matéria publicada originalmente no site Cultura Brasil
Texto publicado por Danilo M. Martinho.


                                          Cartola e dona Zica: