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11 de outubro de 2013

Baby do Brasil para o Brasil

Sem pecado e COM juízo, Baby do Brasil volta aos palcos, a convite de seu filho, o guitarrista e também diretor do espetáculo, Pedro Baby.


Ao lado dos músicos Betão Aguiar, Renato Brasa, Carlos Darci, Maico, Ricardo Guerra, Orlando Costa, Pedro Milman e, claro, seu filho Pedro, que também é Baby, a cantora relembra seus tempos de Consuelo com maestria, provando que para ser telúrica basta vestir a alma de roxo, pintar o passado no presente e nomeá-lo de “Baby Sucessos”.  

A diversidade do público é evidente. Essa bonita mistura de gerações leva a crer que mesmo após dez anos longe dos palcos, o legado cósmico de Baby, literalmente, é transcendental, é matrix, é psicodélico.

Quem esperava encontrar uma Baby careta, se surpreendeu. A POPSTORA, como ela mesma se define, arranca gargalhadas da plateia e revela que, quando Pedro a convidou para o projeto, ela demorou a dar a resposta, mas orou e Deus disse: “Eu estou dando a unção de Daniel para entrar na Babilônia e a unção de Ósseas para santificar uma geração.” Compreendendo ou não, o público aplaude e solta um ou outro: amém!

A energia, vitalidade e presença de palco são incontestáveis. A ex Nova Baiana leva o público à loucura. Faz não apenas a menina dançar, mas o menino, a senhora, o senhor, a moça e o rapaz.

A homenagem ao pai de seus filhos não poderia faltar. Baby brinca que fez muitas músicas e muitos filhos com Pepeu. Conta um pouco de sua trajetória ao lado do ex-marido e o menciona carinhosamente.

Após aproximadamente duas horas de show, a carismática Baby que era Consuelo e agora é do Brasil, se despede do público, o qual ovaciona em pé, com os olhos cheios de brilho e a alma lavada de amor e música.

As cortinas se fecham, mas a energia dos presentes continua lá atrás.

Há quem diga que encontros são equações. Matemático demais para o encontro de Baby mãe com Baby filho. Esse, eu prefiro dizer que é poético.

Estávamos com saudade, Baby!

Tudo o que escrevi é verdade, salvo pelas fotos de nossa fotógrafa oficial, Bárbara Almeida, que esteve presente na apresentação do dia 06/10/2013, no Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros - SP. 

Deliciem-se com as imagens: 




































2 de abril de 2013

Carta de Bethânia




Ousada, austera, competente. É nessa ordem que Bethânia atravessa seu Oásis agregado de técnica e emoção.

Aos seus 47 anos de carreira, a cantora concede aos fãs sua nova turnê, Carta de amor, que já viajou por algumas capitais brasileiras privilegiadas.

O espetáculo é baseado em seu novo disco, Oásis de Bethânia. No entanto, velhas canções também ganham novas formas, como “Na primeira manhã”, de Alceu Valença, que aparece em meio a apresentação com nova e deliciosa roupagem.

Bem acompanhada, a estrela principal conta com a competência da banda formada pelo Maestro Wagner Tiso, que assume a regência instrumental do show e ainda comanda o piano, Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (violoncelo).

Em um curto intervalo, são eles quem assumem a cena com total maestria, dando vida instrumental às clássicas Cais e Maria Maria, de Milton Nascimento.

O show é ilustrado pelo cenário de Bia Lessa, a qual dirige com delicadeza e competência o mesmo.

Quem dá a performance de iluminação, deixando a cena musical ainda mais brilhante, é Tomáz Ribas, que faz abranger total sintonia entre cena e cenário.

A emoção do público é clara, sobretudo, quando a baiana de Santo Amaro dedica uma parte de seu show para homenagear a mãe, Dona Canô, falecida há pouco, aos 105 anos.

Para manter os bons costumes, a cantora destila seu fel quando recita trechos poéticos pertinentes ao clima do espetáculo.

Ao fim, para retribuir o público, que se faz presente o tempo todo, ela volta para o bis e traz embrulhada em seda a boa e velha “O que é, o que é” de Gonzaguinha. Essa, sem acompanhamento instrumental. Apenas sua voz, que aquece e transa com a voz do público e torna-se um uníssono repleto de emoção.

É correto afirmar que toda nota que corre em sua garganta, ganha mais valor.

Bethânia, mais uma vez, imortaliza um repertório eclético e muito bem aceito, tanto pelo público, quanto pela crítica especializada, a manter com coerência sua coroa de Abelha Rainha.

A luz fala em sua voz. Nós, os outros, ouvimos. 


                                   
                                       [VÍDEO: Que me leva os meus fantasmas] 




Vejam algumas fotos capturadas pelos fãs Leandro Zecchin e Riziane Otoni 










17 de março de 2013

Eternamente Elis!



Uma das maiores cantoras da MPB, Elis Regina faria hoje 68 anos. Apesar de ela não estar mais entre nós, suas músicas atravessam gerações e continuam a ecoar, provando a importância e a força de suas interpretações.

Deixando em seu currículo de 20 anos de carreira, mais de 25 LPs, a gaúcha Elis Regina, foi, indubitavelmente, uma de nossas maiores divas - se não a principal, nos anos 60 e 70. Desde que surgiu na cena musical há 50 anos, com o lançamento  do 78 rpm "Dá Sorte", pela Continental, em maio de 1961, Elis acompanhou a revolução da indústria fonográfica brasileira e foi um de seus pilares.
(Texto de Marcelo Fróes/Janeiro, 2002)

Para homenagear a pimentinha, vamos lembrar de alguns momentos marcantes de sua carreira.

 O divisor de águas, foi quando  ganhou o Primeiro Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Excelsior/SP, durante o mês de abril de 1965 com a música Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes). Assista:

                               

Outro momento especial, foi quando Elis gravou em 1977 um disco com Tom Jobim, o antológico Elis & Tom, veja imagens da gravação desse álbum em Los Angeles:

                      

Em 1975, Elis estreou um espetáculo chamado "Falso Brilhante", com o objetivo de contar sua história, vida e carreira, sem deixar de lado as criticas à ditadura militar brasileira, tudo isso num ambiente circense. O show teve mais de mil e duzentas apresentações, e ficou em cartaz entre o final de 1975 e o início de 1977. Confira no vídeo um trecho do show Falso Brilhante:

                           


Em 1979, participou do Festival de Jazz de Montreux/Suíça. Assista um pouco do que rolou no festival:

                                  


Homenagens:

Nos arquivos do blog, você pode rever algumas homenagens que já foram feitas para lembrar a vida e obra de Elis, para conferir, basta clicar no link abaixo:

Homenagens, shows e biografia marcam os 30 anos sem Elis Regina:

Para finalizar, Maria Rita cantando "Águas de Março"

       
São as águas
de março
fechando o verão
é 
promessa 
de vida 
no teu 
coração


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27 de janeiro de 2013

Djavan celebra 64 anos de vida com o pé na estrada



Djavan tem muitos motivos para comemorar. Aos 64 anos, em plena forma, o cantor alagoano segue com a turnê de seu mais recente álbum "Rua dos Amores" e mostra que não ficou ancorado em sucessos antigos da carreira, pelo contrário, está sempre se reinventando e dando sua contribuição pra música popular brasileira.

Djavan Caetano Viana nasceu no dia 27 de janeiro de 1949 em Maceió (AL). Até os 18 anos era jogador de futebol. Entretanto, o destino deu um drible em sua carreira e a bola foi dando lugar a música, fazendo dele um dos grandes ícones da música brasileira, com sucessos no Brasil e no exterior. Já teve canções gravadas e regravadas por grandes nomes da MPB, entre eles: Nana Caymmi, Maria Bethânia, Roberto Carlos e Gal Costa. Recentemente a cantora Rosa Passos gravou um álbum só com músicas de Djavan.
Retrospectiva:
Com 23 anos Dja' chegou ao Rio de Janeiro para tentar a carreira artística. começou trabalhando como Crooner em boates. Pouco tempo depois, foi apresentado a "João Mello" produtor da Som Livre. Contratado pela gravadora, passou a gravar músicas de compositores consagrados para trilhas de novelas da Globo.

Festival Abertura:
Seu talento como compositor foi descoberto em 1975 com o festival abertura. Conquistou o segundo lugar com a música: "Fato Consumado", que virou compacto e abriu as portas para o primeiro LP, em 1976. 

                       


Foto histórica:
Los Angeles, 1982, na gravação do LP Luz. Paulinho Alburquerque, Ronnie Foster (pianista e produtor do disco), Luiz Avelar, Stevie Wonder, Zé Nogueira, Djavan e Monique Gardenberg: 



confira na íntegra a biografia de Djavan, clicando nesse link: "A Voz, o Violão, a Música de Djavan"



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Site de Djavan: www.djavan.com.br 
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8 de janeiro de 2013

Gal Costa abre o ano musical em São Paulo


Eleito o melhor show de 2012. Clique aqui: Melhor Show Recanto abre o ano de 2013 na capital paulista e, Gal Costa, muito bem acompanhada de seus músicos, se apresenta por quatro noites seguidas no Teatro de Sesc Vila Mariana. 

Quem esteve presente pôde conferir a qualidade acústica e visual deste Recanto, que foi magistralmente dirigido por Caetano Veloso

         Folhetim (Chico Buarque)



Confiram alguns momentos registrados pela talentosa fotógrafa 
Bárbara Almeida: