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27 de janeiro de 2013

Djavan celebra 64 anos de vida com o pé na estrada



Djavan tem muitos motivos para comemorar. Aos 64 anos, em plena forma, o cantor alagoano segue com a turnê de seu mais recente álbum "Rua dos Amores" e mostra que não ficou ancorado em sucessos antigos da carreira, pelo contrário, está sempre se reinventando e dando sua contribuição pra música popular brasileira.

Djavan Caetano Viana nasceu no dia 27 de janeiro de 1949 em Maceió (AL). Até os 18 anos era jogador de futebol. Entretanto, o destino deu um drible em sua carreira e a bola foi dando lugar a música, fazendo dele um dos grandes ícones da música brasileira, com sucessos no Brasil e no exterior. Já teve canções gravadas e regravadas por grandes nomes da MPB, entre eles: Nana Caymmi, Maria Bethânia, Roberto Carlos e Gal Costa. Recentemente a cantora Rosa Passos gravou um álbum só com músicas de Djavan.
Retrospectiva:
Com 23 anos Dja' chegou ao Rio de Janeiro para tentar a carreira artística. começou trabalhando como Crooner em boates. Pouco tempo depois, foi apresentado a "João Mello" produtor da Som Livre. Contratado pela gravadora, passou a gravar músicas de compositores consagrados para trilhas de novelas da Globo.

Festival Abertura:
Seu talento como compositor foi descoberto em 1975 com o festival abertura. Conquistou o segundo lugar com a música: "Fato Consumado", que virou compacto e abriu as portas para o primeiro LP, em 1976. 

                       


Foto histórica:
Los Angeles, 1982, na gravação do LP Luz. Paulinho Alburquerque, Ronnie Foster (pianista e produtor do disco), Luiz Avelar, Stevie Wonder, Zé Nogueira, Djavan e Monique Gardenberg: 



confira na íntegra a biografia de Djavan, clicando nesse link: "A Voz, o Violão, a Música de Djavan"



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Site de Djavan: www.djavan.com.br 
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15 de setembro de 2012

Djavan passeia com estilo pela Rua dos Amores


                                                             Foto: Maíra Coelho

Depois de imprimir sua marca em um álbum de regravações (Ária/2010) Djavan lança o seu 21°álbum: "Rua dos Amores". Com 40 anos de carreira e 63 anos de idade, ele está em plena atividade, fez uma linda canção para Maria Bethânia, "Vive", produziu o disco da cantora Mart'nália "Não Tente Compreender" e acabou de produzir seu novo álbum, totalmente autoral, das 13 faixas que compõe o CD, apenas "Vive" não é inédita, pois consta no mais recente disco de Maria Bethânia, "Oásis de Bethânia".
                                                                
O disco é um verdadeiro balé, onde 13 bailarinas passeiam pela Rua dos Amores com a elegância e a sofisticação que já são traços da identidade musical do cantor e compositor alagoano. O Jazz e o Samba se unem para vestir as 13 canções que compõe o álbum, onde o amor é o tema dominante, mas também fala de política em "Pode Esquecer": "Abstinência moral é crime hediondo! aquela onda de caos que sai varrendo o mar dos que tem o poder, pode esquecer (...) Se alguém tiver que arbitrar, só vai poder contar com o delírio de um cantor".
                      Djavan na sede da gravadora Universal Music. Coletiva de imprensa
                           
Rua dos Amores marca a volta da antiga banda do cantor. Havia aproximadamente 15 anos que eles não tocavam juntos. Integram a banda: Paulo Calasans e Carlos Bala, a formação se completa com: Glauton Campello, Marcelo Mariano, Torcuato Mariano, Jessé Sadoc e Marcelo Martins.  O que motivou o retorno dos músicos foi a canção "Boa Noite". "Estava em turnê com "Ária" quando ouvi "Boa Noite" no rádio. Fiquei com saudade do pessoal. Funcionou ainda melhor do que eu imaginava, porque eles me compreendem imediatamente, existe uma leitura rápida do que quero", afirma Djavan.

Djavan ficou quatro anos sem compor, pois precisava se dedicar ao projeto do disco Ária. "Compor é auto-afirmação, você lança suas emoções. Isso me alegra, me põe no mundo, me sentia mal por não estar criando, parecia que estava fazendo só metade do meu  trabalho". Diz Djavan.

Toda as composições do disco e a produção levam a assinatura de Djavan. "Foi uma opção pra cada vez mais mostrar com integridade a ideia musical. Assista um trecho da entrevista do cantor. Fonte: Site Ziriguidum:
                  


Veja a capa e a contra-capa do disco "Rua dos Amores" com as 13 faixas que integram o álbum:


O novo trabalho de Djavan foi inteiramente composto, arranjado e produzido pelo próprio músico. A capa, assinada por Tomás Rangel.

O Projeto Gráfico:

Foi numa tarde de inverno em Araras, região serrana do RJ, que Djavan reuniu sua diretora de arte Mariana Ochs, a figurinista Roberta Stamatto e o fotógrafo Tomás Rangel para realizarem as fotos de divulgação de seu novo álbum. Saiba como foi no vídeo:

         
Acessem o site oficial do cantor Djavan
Fontes consultadas: O Globo/Cultura.  Revista Billboard.  Ziriguidum
Visitem a Comunidade de fãs do Djavan no Facebook: Djafãs

Curiosidades:

O álbum Rua dos Amores está em primeiro lugar no Itunes
Turnê de Rua dos Amores: Djavan está ensaiando com sua banda para realizar a turnê, em breve teremos notícias sobre os próximos show, no site oficial: http://www.djavan.com.br
Onde comprar o CD: Já está disponível nas principais lojas do ramo, ex: Livraria SaraivaLivraria Cultura
No item "Música" do site, você tem acesso a todas as letras e fichas técnicas do disco
O Itunes já está com uma versão "De Luxe", com uma faixa extra: "De Flor em Flor"
No Sonora, você escuta o álbum inteiro em streaming
No G1 você assiste um vídeo com os bastidores da gravação.


10 de outubro de 2011

"A Voz, o Violão, a Música de Djavan"

                            

Biografia

Djavan Caetano Viana nasceu em 27 de Janeiro de 1949, na cidade de  Maceió, estado do Alagoas. Filho de mãe lavadeira, aprendeu a tocar violão sozinho, consultando as revistas de violão vendidas no jornaleiro. Teve como maior influência sua mãe que cantarolava canções de Nelson Gonçalves e Angela Maria.


Djavan e o futebol

Até os 18 anos Djavan ganhava a vida como jogador de futebol, jogava como "Meio de Campo" no CSA (Alagoas). Onde poderia até ter feito carreira profissional, além da bola Djavan também animava os bailes com seu conjunto Luz, Som, Dimensão. (LSD). Mas a paixão pela música falou mais alto e aos 19 anos deixou definitivamente o futebol e passou a dedicar-se apenas à música.


                            O começo da carreira no Rio de Janeiro (1973)



Djavan chegou ao Rio de Janeiro com 23 anos, pra tentar a carreira artística, o detalhe era que ele não conhecia ninguém por lá nem nunca tinha ido ao Rio antes. Começou trabalhando como crooner em boates famosas como:  Number One e 706. Depois de ficar muito tempo "perdido" no Rio, Djavan toma uma atitude que mudaria sua vida, lembrou-se do amigo e conterrâneo Edson Mauro, locutor esportivo da Rádio Globo para pedir que lhe apresentasse alguém da área musical. 

Edson lhe apresentou o radialista e produtor musical Adelzon Alves, este por sua vez disse que a música do Djavan não era necessariamente o tipo de música que ele trabalhava mas que lhe apresentaria um amigo "João Mello" produtor musical da Som Livre.

Djavan é contratado pela Som Livre e passa a gravar trilha de novelas, para as quais grava músicas de compositores consagrados como Dori Caymmi, Toquinho e Vinícius e Paulo e Marcos Valle. Em três anos  Djavan compõe mais de 60 músicas de variados gêneros, uma delas "Fato Consumado" que ficou em segundo lugar no Festival Abertura.



 O divisor de águas na carreira de Djavan

Festival Abertura " promovido pela TV Globo em 1975 foi o divisor de águas na carreira do Alagoano Djavan,  ele conseguiu colocar a música "Fato Consumado" em segundo lugar no festival. Vejam um trecho da música no programa Ensaio da TV Cultura: 




       O primeiro disco:  "A Voz, o Violão, a Música de Djavan"



Em 1976 Djavan grava seu primeiro Disco pela gravadora Som Livre, que incluía uma de suas criações mais consagradas: "Flor-de-Lis" e também a música "Fato Consumado". No ano seguinte Djavan assina contrato com a EMI onde viria a gravar três discos: "Djavan" (1978),  "Alumbramento" (1980) e "Seduzir" (1981). O primeiro nos deu "Serrado" e "Álibi" o segundo "Meu Bem Querer" e "A Rosa" com Chico Buarque e o terceiro "Seduzir" e "Faltando um Pedaço". 


                                     Capa do segundo disco Djavan (1978)


Djavan se consagra como um dos grandes nomes da MPB
                      
Os grandes interpretes da Música Popular Brasileira se rendem as composições de Djavan. Nana Caymmi gravou "Dupla Traição"; Maria Bethânia "Álibi" e Roberto Carlos "A Ilha". Gal Costa fez uma belíssima interpretação de  "Açaí" e "Faltando um Pedaço"; que tornaram-se as mais executadas em todo país. Mas a maior homenagem veio de Caetano Veloso que ao gravar sua versão para música "Sina" retribuiu o verbo "Caetanear" com "Djavanear". 






                Djavan conquista o reconhecimento internacional.








Em 1982 a música Flor de Lis, hit do primeiro, disco torna-se o primeiro sucesso de Djavan no disputado mercado americano na voz da diva Carmen Mcrae com o título de "Upside down". Chega o convite da gravadora CBS, Atual Sony Music e Djavan embarca para Los Angeles para gravar, sob a produção de Ronnie Foster o disco Luz que tem a participação luxuosa de Stevie Wonder tocando harmônica na canção Samurai. 

O álbum é recheado de sucessos como: Sina, Pétala e Açaí. Em 1983 Djavan participou da Gravação do Hit "Superfantástico" do grupo infantil "Turma do Balão Mágico".

Ainda em 1983 Djavan dedica cinco meses da sua carreira ao cinema. "Pra Viver um Grande Amor". Filme de Miguel Faria Jr, no qual Djavan interpreta um poeta-mendigo que se apaixona pela moça rica "Patrícia Pillar". Djavan também produziu e ajudou na composição para trilha sonora junto com Chico Buarque, vejam as músicas que fizeram parte da trilha de Pra Viver um Grande Amor

Em 1984 Djavan grava outro disco em Los Angeles: "Lilás". Seguem-se dois anos de viagens em turnê pelo mundo.

O LP Lilás fez enorme sucesso, a música Lilás foi executada mais de 1300 vezes nas rádios brasileiras no dia de sua estréia, o disco ainda trouxe um outro sucesso radiofônico, "Esquinas".

Ainda na década de 80 gravou os discos "Meu Lado" (1986), "Não é Azul Mar é Mar" (1987) também gravado nos E.U.A em inglês como, Bird of Paradise (1988); e Djavan (1989) com a música Oceano acompanhada pelo violão de Paco de Luccia, foi incluída na trilha da novela Top Model, da TV Globo.


                                                Djavan de 1990 até 2011

Djavan entra na década de noventa dando um "Baile" de musicalidade para "Alivio" dos fãs da boa música, e mostra que a "Ferrugem" não oxidou a criatividade. Em 1992 lançou o disco "Coisa de Acender" músicas como: Se, Boa Noite e Linha do Equador que ele compôs junto com Caetano Veloso são os destaques do álbum. Lançou ainda os discos "Novena" (1994), "Malásia" (1996), e "Bicho Solto" (1998).

           
Djavan Celebra o fim do anos 90 com seu primeiro disco Ao Vivo



Em 1999 Djavan gravou praticamente uma antologia de sua obra, 24 canções divididas em 2 CDs ao vivo, o sucesso se refletiu no número de discos vendidos: "Dois milhões de cópias vendidas" é importante ressaltar que essa informação foi checada e confirmada no próprio site do cantor. 

Nessa fase da carreira Djavan estava tocando com os filhos na banda, Max Viana na guitarra e João Viana na Bateria e ainda tinha a filha Flávia Virgínia fazendo participação especial nos vocais.

O sucesso do disco Ao Vivo foi compartilhado com os fãs durante uma turnê que durou 3 anos e em 2001 Djavan lançou o álbum "Milagreiro" um disco delicioso de se ouvir, uma sonoridade agradável e leve, impossível deixar de falar em algumas músicas como "Farinha" que faz uma homenagem ao povo nordestino, outra música que merece destaque é a faixa que dá nome ao disco "Milagreiro" que é cantada junto com Cassia Eller, essa faixa é de arrepiar, Cássia interpreta a canção com uma intensidade incrível, um dos melhores duetos da MPB.

Em 2004 Djavan inaugura sua própria gravadora a Luanda Records e lança um ótimo disco, o álbum Vaidade, um cd intimista e com arranjos delicados que merecem uma audição bem cuidadosa pra aproveitar todos os detalhes das músicas como o Bandolim do Hamilton de holanda, o clarinete de Lelei e o sax de Marcelo Martins.



Ainda pela sua própria gravadora Djavan viria a lançar mais dois discos, "Na Pista, etc..."(2005) e "Matizes" (2007).

2010 - Djavan lança pela gravadora Biscoito Fino o disco "Ária", álbum em que ele canta a obra de outros autores, mas não é só isso, a banda e a sonoridade do disco tornam o disco muito especial.

Djavan alcança em Ária o máximo da sofisticação e requinte ao dar sua interpretação pessoal a músicas que soam muito natural na voz do cantor como se fossem feitas por ele, essa foi a minha sensação ao escultar esse disco que pra mim é uma obra prima e merece destaque especial na discografia do músico alagoano.



2011 - "Ária ao Vivo". Djavan fez o registro do disco Ária  em CD, DVD e Bluray gravado vivo no Palácio das Artes em Belo Horizonte (MG) nos dias 8 e 9 de abril de 2011. Um presente para os fãs que lotaram o teatro em dois dias de show para celebrar e cantar junto com Djavan que fecha assim um ciclo na carreira e já vislumbra novos ares ao prometer um álbum de inéditas para 2012. 


     Vejam uma amostra do que foi esse show no Palácio das Artes:



Vejam nesse link a Discografia do Djavan

Vocês sabiam que Djavan chegou a ser preso no começo da carreira? Confira essa história no O Som do Vinil.

Fontes consultadas: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, Site oficial do Djavan e arquivo pessoal. A caricatura do Djavan foi tirada da internet e não tinha o nome do autor.


Considerações finais:

Foi um prazer incomensurável fazer esse post sobre o Djavan, não só por se tratar de um ícone da MPB mas por ser o meu maior ídolo, desses que a gente tem todos os discos e vai a todos os shows possíveis, Quem é fã do Dja" sabe como é emocionante vê-lo no palco, é uma sensação unica que só a música proporciona. 


"Se toda hora é hora de dar decisão eu falo agora, no fundo eu julgo o mundo um fato consumado e vou embora, não quero mais de mais a mais me aprofundar nessa história, arreio os meus anseios, perco o veio e vivo de memória".