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21 de agosto de 2017

Caravanas | Chico Buarque



Chico Buarque revelou mais detalhes sobre o 23º disco da carreira, Caravanas, na última quarta-feira, 16. Após soltar o primeiro single do álbum, “Tua Cantiga”, o cantor e compositor divulgou a capa (veja acima), a tracklist e a data de lançamento do trabalho: 25 de agosto.

Caravanas tem nove faixas autorais, sendo sete inéditas. As já conhecidas do repertório de Buarque são “Dueto”, que aparece em Duetos (2002), e “A Moça do Sonho”, que está em Cambaio (2001), LP lançado pelo cantor em parceria com Edu Lobo.

  
        
                                                                                   


Conforme foi publicado no blog do jornalista Mauro Ferreira, no G1, a capa de Caravanas é uma fotografia aérea de Leonardo Aversa e a produção do álbum foi feita “em conta-gotas”: ou seja, Buarque compôs e gravou as faixas uma de cada vez.

Lançado pelo selo Biscoito Fino (que edita os trabalhos musicais de Buarque desde Carioca, de 2006), em CD e digitalmente, Caravanas tem produção de Vinícius França, sendo que o violonista e maestro Luiz Cláudio Ramos – com quem Buarque trabalha há mais de 30 anos – é responsável pela direção musical e arranjos. Também segundo Mauro Ferreira, o novo LP do cantor deve render uma turnê pelo Brasil.

Tracklist de Caravanas

1- “Tua Cantiga” 
2- “Blues pra Bia”
3- “A Moça do Sonho”
4- “Jogo de Bola”
5- “Massarandupió”
6- “Dueto” – com Clara Buarque
7- “Casualmente”
8- “Desaforos”
9- “As Caravanas”

Fonte: Matéria publicada originalmente no site da Revista Rolling Stone Brasil e pode ser acessa clicando nesse  Link <


19 de junho de 2014

Shows, livros e filmes celebram os 70 anos de Chico Buarque




"Imagino o artista num anfiteatro, onde o tempo é a grande estrela. Vejo o tempo obrar a sua arte, tendo o mesmo artista como tela." (Tempo e Artista - Chico Buarque)

Hoje, 19 de junho de 2014, um nomes mais importantes da música brasileira, Chico Buarque, comemora 70 anos de vida e 50 anos de carreira. Para celebrar a data, diversos lançamentos estão agendados para acontecer, confira a matéria do site Virgula:

Os 70 anos de vida e os 50 anos de carreira do cantor Chico Buarque serão comemorados com shows e o lançamento de filmes e livros, mas terá no aniversariante a grande ausência, já que ele passará seu aniversário em Paris, onde decidiu se refugiar para terminar de escrever seu próximo romance.

O músico, conhecido por sua introversão, preferiu fugir da agitação do Brasil durante a Copa do Mundo e ficar dois meses na capital francesa para terminar seu quinto livro.

Chico quer entregar os originais à editora em setembro para que possa ser lançado ainda este ano como parte das comemorações pelos 70 anos do músico, que tem composições antológicas em parceria com Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo e Caetano Veloso.

Para que essa ausência não seja tão sentida, vários músicos programaram nesta semana shows que revisitam a obra de Chico Buarque, que incluem suas canções mais intimistas, os sambas e as letras de protesto que compôs durante a ditadura militar. Confira a matéria na íntegra clicando aqui  

O site da Folha de S. Paulo publicou 70 curiosidades sobre Chico Buarque, veja aqui 

Você também pode acessar posts do nosso arquivo relacionado ao aniversariante do dia, clique nos link para conferir: clique aqui

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Na foto abaixo, a discografia de Chico Buarque:




13 de outubro de 2013

Tem mais Samba a Dois


"Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?"

Faço proveito dessa pergunta para dizer que até onde se sabe não houve atrevimentos de tal "porte". Estudando a história do samba, encontra-se definições, datas e explicações sobre sua origem. No entanto, nem mesmo grandes gênios que fizeram parte do que hoje pesquisamos, daquela "nata da malandragem"* - tais como o grande Paulo da Portela (vital para divulgação e a retirada do preconceito muito comum daquela época com o samba), Ismael Silva (um dos fundadores da primeira escola de samba, "Deixa Falar", 1928), Alcebíades Barcelos (Bide, malandro que criou o surdo, mudando o ritmo anteriormente "amaxixado"), Cartola, Noel Rosa, entre tantos outros dessa lista enorme - ousaram dizer do que ele era feito. Porém, o samba sempre foi algo muito citado nas próprias composições, houve, sim, aqueles que muito já disseram e destacaram nas músicas como ele era importante, entretanto, a magia que esse gênero causa nunca poderá ser explicada e os grandes sambistas da antiga sabiam disso. Talvez esse seja um dos motivos daquela época ter tornado-se um marco para cultura brasileira - claro, além de todo contexto histórico, como sua origem, gêneros anteriores, etc - tudo era feito com cuidado, aqueles compositores se importavam verdadeiramente com o que estava sendo escrito e a melodia que ficava por cima, os sambas não faziam parte de suas vidas, o samba era a vida de cada um, onde, então, ela se refletia. Mas o que aqueles sambistas não sabiam é que estavam muito a frente de seu tempo, desprovidos da tecnologia, essa facilidade para encontrar qualquer coisa e principalmente entregues à escassez de instruções, fizeram algo que em pleno século XXI não pode evoluir; quase de forma generalizada, os sambas contemporâneos e suas atividades são feitas para o comércio, ou/também para um ato mais exibicionista. Enquanto, antigamente, eram feitos nos terreiros, no morro... E sem maiores pretensões. Logo, aí está outro ponto mágico do samba: sua evolução foi feita lá atrás. Por fim e para uma melhor compreensão dos fatos que levaram a crer que o samba e as "Escolas de Samba" tomaram rumos que não eram inerentes aos propósitos iniciais - como quando surgiram - e também para dar uma breve "definição" do que podemos chamar de "samba", deixarei um trecho do livro escrito pelo Mestre Candeia e Isnard. Leiam a "apresentação" de muito valor dada por Sérgio Cabral: 


"O samba é a mais expressiva linguagem musical do povo carioca. Hoje enriquece os donos do mercado musical, enquanto as escolas de samba são utilizadas pelo seu potencial turístico, sugadas pelo que oferecem de supérfluo e desprezadas pelo fundamental. Há tantos interesses em torno do samba e das escolas que fica muito difícil saber onde é a fronteira da manifestação espontânea do povo e a ganância."

Trecho extraído do livro "Escola de Samba: Árvore Que Esqueceu a Raiz


*Referência à música "Homenagem ao Malandro

Samba a Dois: música de Marcelo Camelo e que faz parte do terceiro álbum da banda 
Los Hermanos, Ventura. Além dos geniais trocadilhos feitos no refrão, 

"Me lava a alma, me leva embora..."
"Me lava a alma, me leva agora..."

que fazem referência à Mila Burns - mulher com quem Marcelo já foi casado - quando o mesmo canta "Mi lava a alma, mi leva embora", a canção traz também uma "intertextualidade" com outra de Chico Buarque, "Tem Mais Samba" nos seguintes trechos:

Samba a Dois
(Marcelo Camelo)

Quem me ensinou a te dizer

"Vem que passa o teu sofrer"


"Me laça a alma, me leva agora
Já que um bom samba não tem lugar"






Tem Mais Samba
(Chico Buarque)

"Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora

Samba sem querer
Vem que passa
Teu sofrer

Se todo mundo sambasse

Seria tão fácil viver"

____________________________________________

Ouça agora cada uma delas:

SAMBA A DOIS



Tem Mais Samba
1964

Feita para o musical Balanço de Orfeu, de Luiz Vergueiro.

Chico considera essa canção o marco zero de seu carreira profissional. Foi uma encomenda feita pelo produtor Luiz Vergueiro para o show Balanço de Orfeu, que estreou em 7 de dezembro de 1964 no Teatro Maria Della Costa, em São Paulo.

Em depoimento para o jornalista e escritor Humberto Werneck, Luiz conta que a música funcionaria como uma espécie de moral de história para o conforto entre a Bossa Nova e a Jovem Guarda. A canção seria cantada no final do espetáulo, por todo o elenco, numa mais do que esperada vitória da Bossa Nova.

A primeira sugestão de Chico não satisfez o diretor, e a música só ficou pronta na véspera da estreia. Era "Tem mais samba" - que, além de marco inicial, indicaria "uma constante em seu trabalho: a criação por encomenda [aquela foi a primeira], contra o relógio, mas nunca em prejuízo da beleza e do prazer de criar", segundo Werneck.



Trecho extraído do livro "Chico Buarque - Histórias de Canções", de Wagner Homem, (página 18).




Em uma apresentação no Bem Brasil, Marcelo cantou um dos versos da música "Mania de Você" da Rita Lee no final. Ouçam:

Agora para os mais interessados, deixarei o link para download do Livro "Escola de Samba: Árvore que esqueceu a raiz", mais algumas fontes para o estudo desses que foram tão importantes para a música popular brasileira e que talvez devido a essa importância, inspirou uma das mais belas músicas escritas pelo Marcelo Camelo, da qual ele não hesitou terminar de outra forma a não ser "nem se atreva a me dizer do que é feito o samba".   



Fonte: O Que Essa Banda Tem?




(por Joyce Albuquerque)

19 de junho de 2013

Uma referência da música brasileira, Chico Buarque chega aos 69 anos



Chico Buarque chega hoje aos 69 anos, e em meio aos recentes protestos que estão despertando a juventude pelo país, suas músicas soam cada vez mais atuais. 
Numa época em que não havia internet livre, muito menos redes sociais das quais hoje facilitam todo esse processo de "revolução" inspirada pela população, a música então era uma das armas contra a repressão do regime militar, como  cita José Ramos Tinhorão em um de seus livros:

"Politicamente, a gratuidade da insistência em cutucar o poder militar com a vara curta das canções de protesto determinou a reação das autoridades sob a forma de maior repressão e endurecimento de censura, levando alguns compositores a sair do país, como Chico Buarque de Holanda (...)" 

Pequena História da Música Popular,  p. 237.



Durante a ditadura marcada pela antidemocracia, Chico encontrara uma forma de se expressar. Em suas letras estava presente de forma subentendida tudo aquilo que era sufocado pela censura, por isso nota-se nas obras daquela época a união entre história do Brasil e sua abundante fonte de inspiração, essa última que, anos depois de "Roda-Viva", "Apesar de Você" (entre tantas outras) não se enxerga e não há crenças de que um dia haverá escassez.    

Reconhecido também pela literatura, Chico é de uma importância incontestável. Com sua obra vasta e seu interminável potencial para qualquer área da qual já contribui, tornou-se de fato uma verdadeira lenda viva.   


Na sequência, uma das músicas mais conhecidas de Chico:

Roda-Viva


Nome dado a uma peça escrita pelo Chico.

A música obteve o terceiro lugar no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record (setembro e outubro de 1967).


É sempre válido ressaltar em qualquer relato destinado a admiradores e conhecedores da carreira de Chico Buarque, desde aquela "página infeliz da nossa história"*, que é um desafio e uma ousadia tentar descrever esse mestre. Hoje, uma data memorável, serviu para prestar uma pequena "homenagem", sem muitos detalhes, porém, com o intuito de levar essa lembrança aos que fazem parte de sua enorme porcentagem de fãs, e aos não tão conhecedores, que seja ao menos uma forma de aguçar a curiosidade para esse que foi e é um dos maiores artistas da música brasileira. 

  

Por Joyce Albuquerque


*Referência a música "Vai Passar" (1984).


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16 de maio de 2013

Ana Carolina canta com Chico Buarque em novo CD, #AC



Por Cristiane Tavares:


A cantora Ana Carolina se reencontra com Chico Buarque na faixa “Resposta da Rita”, uma divertida brincadeira com uma das mais emblemáticas  canções do repertório de Chico, “A Rita”, que foi lançada em 1966.

Na Música Ana e Chico intercalam as letras das duas faixas, cantando um após o outro em forma de “pergunta e resposta”. O Samba, composto pela compositora mineira em parceria com Edu Krieger, pertence ao novo álbum de inéditas de Ana Carolina, #AC, que será lançado em junho com distribuição da gravadora Sony Music.

Com músicas inéditas, Ana Carolina traz canções como "Leveza de Valsa", de Ana Carolina com Guinga, a balada "Luz Acesa", da cantora com Antônio Villeroy e já presente na trilha sonora da novela "Flor do Caribe", e Um Sueño Baio El Agua", parceria de Ana com Chiara Civello. 

Confira a letra de “Resposta da Rita”  (Ana Carolina / Edu Krieger) e 
“A Rita” (Chico Buarque)

Não levei o seu sorriso
A Rita levou meu sorriso
Porque sempre tive o meu
No sorriso dela, meu assunto
Se você não tem assunto
Levou junto com ela o que me é de direito
A culpada não sou eu
E Arrancou-me do peito e tem mais
Nada te arranquei do peito
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato,
Você não tem jeito faz drama demais
Que papel
Seu retrato, seu trapo, seu prato,
Uma imagem de São Francisco, e um bom disco de Noel
Devolvo no ato pra mim tanto faz
A Rita matou nosso amor de vingança
Construí meu botequim
Nem herança deixou
Sem pedir nenhum tostão
Não levou um tostão
A imagem de São Francisco
Porque não tinha não
E aquele bom disco estão lá no balcão
Mas causou perdas e danos
Não matei nosso amor de vingança
Levou os meus planos, meus pobres enganos, os meus vinte anos e o meu coração
E deixei como herança um samba também
E além de tudo
Seu violão nunca foi isso tudo
Me deixou mudo, o violão
E se hoje está mudo por mim tudo bem

Ilustração de Zé Otávio, publicada originalmente por Ana Carolina via twitter:


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25 de abril de 2013

"Olhos Nos Olhos", canção de Chico Buarque inspira filme.


"O Abismo Prateado" Filme baseado na celebre canção de Chico Buarque "Olhos nos Olhos".

Amanhã, 26 de abril, estréia "O Abismo Prateado" Filme com direção de Karim Aïnouz que tráz Alessandra Negrini como a protagonista Violeta. Uma dentista que mora em Copacabana com o marido e o filho adolescente, e leva uma vida bem sucedida e feliz. Até o dia em que recebe uma mensagem no celular, deixada pelo marido. Ele diz que está indo embora, e pede que ela não o siga. Daí a diante a heroína começa uma nova jornada, de autodescoberta. 

O filme foi
"livremente" inspirado na canção de Chico. Mais especificamente na primeira estrofe: 


"Quando você me deixou, meu bem
Me disse pra ser feliz e passar bem
Quis morrer de ciúmes. Quase enlouqueci
Mas depois, como era de costume, obedeci..."



Não é a primeira vez que uma canção de Chico Buarque serve de inspiração para a ficção.

Em 2011 a rede Globo exibiu a minissérie "Amor em 4 Atos" Com quatro episódios, cada um inspirado em uma canção do cantor e autor. Respectivamente: "Ela Faz Cinema", "Meu Único Defeito Foi Não Saber te Amar", "Folhetim" e "Vitrines". As criticas à minissérie foram ótimas, nada diferente do que vem acontecendo com "O Abismo Prateado".

O filme já foi contemplado com:

"Melhor diretor" - Festival do Rio;
"Melhor atriz, som e fotografia" - Festival de Havana;
"Seleção Oficial para Toronto Film Festival";
"Quinzaine Des réalizateurs" - Festival de Cannes.


Confiram o Teaser: 


                                   

Ficaram curiosos? 
O cinema brasileiro está produzindo cada vez melhor, e com uma fonte de inspiração dessas, não tem como, não ser uma excelente produção, não é mesmo?
Então não deixe de prestigiar esse filme que promete ser tão lindo quanto a canção.







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9 de outubro de 2012

Novo DVD de Chico Buarque

Novo DVD de Chico Buarque Mostra apresentação de última turnê do cantor
Fonte: UOL

Um registro da última turnê de Chico Buarque, que divulgou o disco “Chico”, será lançado em DVD e Blu-Ray no próximo dia 10 de outubro. Intitulado “Na Carreira”, o lançamento do selo Biscoito Fino mostra uma apresentação na íntegra, com as dez faixas do último disco no repertório e outras 20 canções de diversas fases da carreira do cantor.
 
Com direção de Dora Jobim e Gabriela Gastal, o DVD conta ainda com um making of com entrevistas e os bastidores da gravação realizada em duas noites, em fevereiro deste ano, no Vivo Rio, na capital carioca. O Blu-Ray conta ainda com o documentário inédito “O Dia Voa”, de Bruno Natal, sobre a gravação do último disco.
 
A turnê passou pelo Brasil entre novembro de 2011 e maio de 2012 e foi visto por 150 mil pessoas. O repertório tem músicas pouco executadas nos últimos anos, como “Anos Dourados”, “Desalento” e “Bastidores”, além de participações especiais como a do baterista Wilson das Neves em “Tereza da Praia”. O cenário conta ainda com reproduções de um desenho de Oscar Niemeyer e duas pinturas de Cândido Portinari.

O Canal Brasil vai exibir o show dentro do programa “Faixa Musical” no dia 20 outubro, às 19h, e vídeos com clipes do show e entrevistas inéditas com Chico serão postados diariamente no site 
www.chicobastidores.com.br.

Confira o repertório de “Na Carreira”:

O Velho Francisco
De Volta ao Samba
Desalento
Injuriado
Querido Diário
Rubato
Choro Bandido
Essa Pequena
Tipo um Baião
Se eu Soubesse
Sem Você nº2
Bastidores
Todo o Sentimento
O Meu Amor
Teresinha
Ana de Amsterdam
Anos Dourados
Sob Medida
Nina
Valsa Brasileira
Geni e o Zepelim
Sou Eu
Tereza da Praia
A Violeira
Baioque
Rap de Cálice
Sinhá
Barafunda
Futuros Amantes
Na Carreira
 

*Essa matéria foi postada originalmente no site da UOL

31 de agosto de 2012

Zizi Possi e Mônica Salmaso cantam Chico Buarque

Donas de timbres opostamente complementares, Zizi Possi e Mônica Salmaso dividem o palco para homenagear o compositor brasileiro, Chico Buarque de Holanda. 



                                        [FOTO DIVULGAÇÃO]



O espetáculo teve como cenário a casa de shows Skyline Hall, em Aplphaville – SP, no dia 25 de agosto de 2012. Porém, o mesmo show já foi apreciado em primeira mão pelos baianos, no Teatro Castro Alves, em janeiro deste ano.

De gerações diferentes da música brasileira, Mônica e Zizi têm em comum a qualidade vocal elogiada por músicos e pela crítica especializada. Além de ambas serem devotas ao cancioneiro da MPB, dando vida a todas as letras que interpretam.

O homenageado, Chico Buarque, faz-se bastante presente na história musical tanto de Mônica, quanto de Zizi. É autor de um dos primeiros sucessos de Zizi Possi: Pedaço de Mim, gravada ao lado do compositor para a peça "Ópera do Malandro" em 1978. Mônica, por sua vez, tem sua carreira marcada por canções como A história de Lily Braun, além de ter gravado um CD dedicado integralmente a Chico, em 2007, intitulado Noites de Gala, Samba de Rua. 

Com um canto excepcional, em que a técnica e a emoção estão a serviço do que há de melhor na música brasileira, Mônica abre o show e interpreta brilhantemente canções como Beatriz, A história de Lily Braun, A violeira, Ciranda da bailarina, entre outras, de maneira a segurar a atenção do público, emocioná-lo e conquistar eufóricos aplausos. 



                          



A segunda parte do espetáculo é representada por Zizi e seus músicos, os quais compartilham técnica e emoção da maneira mais fascinante que os olhos e ouvidos dos presentes já puderam ver e ouvir. 

Sua parte é costurada por um repertório que segue em: De todas as maneiras, Valsa Brasileira, Eu te amo, Sobre todas as coisas, O circo místico, Pedaço de mim, Morena dos olhos d’água, Carolina e Lábia.


 




A terceira parte, talvez a mais bela e completa, é o momento no qual as duas dividem o palco para interpretar Sem Fantasia, Tanta Saudade e A banda. 
Bela pela sintonia. Completa pelo contraste vocal. Impecáveis!






A ativa participação do público é presenteada com o Bis, no qual as cantoras fazem juntas a canção: A noite dos mascarados. Ainda em êxtase, a plateia pede mais e é atendida com simpatia e tem o prazer de apreciar novamente Sem fantasia e A banda. 



                             [FOTO: ROSANE PALISSARI]




Merecida homenagem ao mestre Chico Buarque, que se fez sentir para além da alma aconchegado na voz de duas grandes cantoras. Quem esteve presente, já pode afirmar que conhece bem o significado da plenitude musical. 


Seguem algumas fotos amadoras registradas por quem vos escreve: 
























19 de agosto de 2012

Caixa "De Todas As Maneiras" traz registro inédito de Chico Buarque

A gravadora Universal Music acaba de lançar uma caixa com 21 discos de Chico Buarque, gravados entre 1966 e 1986 a caixa conta ainda com um CD triplo "Umas e Outras" são 37 fonogramas avulsos da discografia de Chico, incluindo uma música inédita: "Jorge Maravilha" (Chico Buarque, 1973), P.S: Essa música ficou fora do álbum "Sinal Fechado". Acompanha também a caixa um libreto com textos do jornalista Leonardo Lichote. 

Confira abaixo a lista com os 21 álbuns que compõem a caixa "De Todas as Maneiras: 

1. Chico Buarque de Hollanda (1966) 
2. Chico Buarque de Hollanda Volume 2 (1967) 
3. Chico Buarque de Hollanda Volume 3 (1968) 
4. Chico Buarque de Hollanda Nº 4 (1970) 
5. Construção (1971) 
6. Quando o Carnaval Chegar (com Nara Leão e Maria Bethânia, 1972) 
7. Caetano e Chico Juntos e ao Vivo (com Caetano Veloso, 1972) 
8. Calabar (Chico Canta, 1973) 
9. Sinal Fechado (1974) 
10. Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo (com Maria Bethânia, 1975) 
11. Meus Caros Amigos (1976) 
12. Os Saltimbancos (trilha sonora do musical, 1977) 
13. Chico Buarque (1978) 
14. Ópera do Malandro (trilha do musical, 1979) 
15. Vida (1980) 
16. Almanaque (1981) 
17. Os Saltimbancos Trapalhões (trilha sonora do filme, 1981) 
18. En Español (disco com versões de sucessos em espanhol, 1982) 
19. Chico Buarque (1984) 
20. Malandro (1985) 
21. Ópera do Malandro (trilha sonora do filme, 1986)


CD Triplo "Umas e Outras"
CD 1:
1. Noite dos Mascarados (com Elis Regina) - Do LP da trilha do filme “Garota de Ipanema”, 1967
2. Chorinho - Do LP da trilha do filme “Garota de Ipanema”, 1967
3. Praça Clóvis -Do LP de Paulo Vanzolini "Onze Bambas e Uma Capoeira", 1967
4. Samba Erudito - Do LP de Paulo Vanzolini "Onze Bambas e Uma Capoeira", 1967
5. Bom Tempo - De compacto simples, 1968
6. Onde é Que Você Estava? - De compacto duplo, 1969
7. Umas E Outras - De compacto duplo, 1969
8. Benvinda - De compacto duplo, 1969
9. Essa Passou (com Carlos Lyra) - LP de Carlos Lyra "E No Entanto é Preciso Cantar", 1971
10. Lendas e Mistérios da Amazônia - Do LP "Os Maiores Sambas-Enredo de Todos os Tempos", 1971
11. Baioque - Do LP "Phono 73" (Volume 2), 1973
12. Joana Francesa (com Fagner) - Do compacto duplo da trilha do filme "Joana Francesa", 1973

CD 2: 
1. Samba pra Vinícius (com Toquinho) - Do LP "Vinícius e Toquinho", 1974
2. Jorge Maravilha - Faixa Inédita - sobra de estúdio do álbum Sinal Fechado, 1974/2012
 
3. Pesadelo / Quando O Carnaval Chegar / Bom Conselho - Do LP "Banquete dos Mendigos" - 1973/1979
4. Escurinho / Ilmo. Sr. Ciro Monteiro ou Receita pra Virar Casaca de Neném - Do LP "Palco, Corpo e Alma", 1976
5. Flor da Idade - Do LP "Palco Corpo e Alma", 1976
6. Quadrilha (com Francis Hime) - Do compacto simples "Francis Hime e Chico Buarque", 1977
7. João e Maria (com Nara Leão) - Do LP de Nara Leão “Os Meus Amigos São Um Barato”, 1977
8. Maninha (com Miúcha e Tom Jobim)  - Do LP “Miúcha & Antonio Carlos Jobim", 1977
9. Luiza (com Francis Hime) -  Do LP de Francis Hime “Passaredo”, 1977
10. Maravilha (com Francis Hime) - do LP de Francis Hime “Passaredo”, 1977 
11. O Cio da Terra (com Milton Nascimento) - Do compacto simples  “Milton & Chico”, 1977
12. Primeiro de Maio (com Milton Nascimento) - Do compacto simples "Milton & Chico", 1977
CD 3:
1. Bye Bye Brasil -  versão do compacto da trilha do filme “Bye Bye Brasil”, 1979
2. Salve a Torcida - Do LP “Asas da América”, 1979
3. A Rosa (com Sergio Endrigo) - Do LP de Sergio Endrigo “Exclusivamente Brasil”, 1979
4. Linha de Montagem - Do compacto duplo “Show 1º de Maio”, 1980
5. Vence na Vida Quem Diz Sim (com Nara Leão) - Do LP de Nara Leão “Com Açúcar Com Afeto”, 1980
6. Mambembe (com Nara Leão) - Do LP de Nara Leão “Com Açúcar Com Afeto”, 1980
7. Carcará (com João do Valle) - Do LP "João do Valle", 1981
8. O Caderno - Do LP “Casa de Brinquedos”, 1983
9. Na Carreira (com Edu Lobo) - Do LP “O Grande Circo Místico”, 1983
10. Yolanda (com Pablo Milanés) - Do LP de Pablo Milanés “Ao Vivo no Brasil”, 1984
11. Dona Carola - Do LP “Tributo a Nelson Cavaquinho – As Flores em Vida”, 1985
12. Quem Te Viu, Quem Te Vê (com Roberto Ribeiro) - Do LP de Roberto Ribeiro “Corrente de Aço”, 1985
13. Isso Aqui Tá Bom Demais (com Dominguinhos) - Do LP "Dominguinhos", 1985.

Confira também:

Shows, livros e filmes celebram os 70 anos de Chico Buarque: clique aqui