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7 de maio de 2012

Viva Elis. Viva Maria Rita!







São Paulo, cinco de maio de 2012. Parque da Juventude. Maria Rita emociona um público de 120 mil pessoas.






Tendo como cenário o Parque da Juventude, na zona norte da capital, o quarto show de Maria Rita em homenagem à mãe chegou a São Paulo neste sábado (5), às 15h.

A estreia de Nivea Viva Elis aconteceu no dia 24 de março, em Porto Alegre, local onde Elis nasceu. Além da capital riograndense, a turnê já passou pelas cidades de Recife e Belo Horizonte e será encerrada no dia 13 de maio, Dia das Mães, no Rio de Janeiro.




Ao lado dos músicos Thiago Costa (piano e teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico e elétrico), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), Maria Rita provou que o sangue musical que correu nas veias de sua mãe, é o mesmo que corre em suas veias. Emocionada, a cantora passeia por um repertório consagrado, de canções que marcaram a carreira de Elis.

A diversidade do público presente tornou o ambiente ainda mais bonito e agradável. Fãs de Elis, pertencentes a antigas gerações, os quais tiveram importantes passagens de suas histórias marcadas por canções alegres ou tristes interpretadas por ela, sentiram-se ainda mais emocionados quando Maria Rita entrou em cena explicitando expressões corporais, trejeitos, coreografia e timbre muito próximos aos de sua mãe. Foi como voltar no tempo.

Orgulhosamente, Maria Rita fala da trajetória de sua mãe, não apenas como cantora, mas como cidadã politicamente ativa que foi Elis Regina. “ Ela não era só um rostinho bonito e uma voz afinada, era uma mulher... guerreira!” Diz Maria Rita, emocionada.  

A cantora não conteve as lágrimas ao cantar “Como nossos pais” e “O bêbado e a equilibrista”. Ao final das canções, recebeu aplausos prolongados do público, que conseguiu sentir a beleza de sua emoção, valorizada pela singularidade harmônica de sua interpretação.

Ainda emocionada, agradeceu ao público pela paciência e compreensão a respeito das alterações de data do show.

Maria Rita conseguiu resgatar emoções de um Brasil que após trinta anos, ainda chora lágrimas de saudades de Elis.

O dia lindo e ensolarado contribuiu bastante para que o espetáculo se tornasse ainda mais perfeito. A energia emanada do público trouxe ventos que, para muitos, significavam a presença de Elis.

Onde quer que Elis esteja, deve estar muito orgulhosa de sua filha, que a representou com maestria, através de uma homenagem digna de deixar 120 mil pessoas arrepiadas do início ao fim.

Depois deste show, torna-se indissociável ser fã de mãe e filha.

Maria Rita reviveu Elis... e nós aplaudimos.































4 de março de 2012

Preconceitos e comparações na Música Brasileira



Há quem diga que o mercado fonográfico não está lá grandes coisas, mas uma coisa é fato, não param de surgir novos cantores na música brasileira e cantoras então, todo dia surgem aos montes. Isso é bom ou ruim? Reflitam e tirem suas próprias conclusões, nem sempre a quantidade anda em sintonia com a qualidade, mas há espaço pra todo mundo que queira um lugar ao sol ou melhor no palco e além disso, o mercado tanto pro cantor (a) quanto pro músico ou produtor acaba se ampliando devido a gama de serviços e oportunidades que são gerados por esse crescimento.

Outro ponto que é interessante a gente analisar, é o preconceito que impera hoje na MPB. Se uma cantora é filha de outra que foi um mito na música brasileira... pronto! surge gente de todos os cantos bancando o "profundo conhecedor" nem sempre com a voz afinada mas a língua sempre afiada pra criticar e dizer que este ou aquele artista está querendo pegar carona no sucesso da mãe e insiste em fazer comparações desnecessárias que nada acrescentam. 




Além disso, existe também o preconceito contra quem faz muito sucesso em "pouco tempo", se faz sucesso com músicas na novela da Globo, dizem logo que o artista não tem talento, que é sorte, jogada de gravadora ou arrumam alguém pra fazer comparações. 

Esquecem que pra chegar lá, o artista ralou e cantou por muitos bares da vida, já dizia Milton Nascimento: "Foi nos bailes da vida ou num bar em troca de pão, que muita gente boa pôs o pé na profissão, de tocar um instrumento e de cantar, não importando se quem pagou quis ouvir, foi assim..."


No cenário musical que vivemos, onde a música de massa tem preferência na mídia, deveríamos valorizar mais nossos artistas da MPB. Caetano Veloso é exemplo de generosidade e respeito aos novos talentos, gravou um CD/DVD com Maria Gadú, apesar de muita gente ter preconceito contra o trabalho dela por diversos motivos que não se justificam,. 


Outro exemplo clássico de ignorância e falta de respeito é em relação ao trabalho da cantora Maria Rita. Prestes a subir aos palcos com o show Viva Elis (homenagem a Elis Regina) vez ou outra é atacada nas redes sociais por pessoas que colocam o talento dela em cheque, fazendo comparações com Elis, uma estupidez sem tamanho, diga-se de passagem.               

A todo momento a mídia insiste em bombardear nossos ouvidos com músicas e cantores de qualidade duvidosa, mas como dissemos no começo do texto, todos merecem um lugar ao sol, mesmo que a poesia fique de fora ou que a letra seja apenas um pano de fundo para às "músicas". 

Parafraseando Caetano: 
"E que o Chico Buarque de Hollanda nos resgate e cheque-mate!

Tudo isso reforça o pensamento de que temos que "abrir a cabeça", é preciso valorizar os novos talentos da MPB, vamos procurar ouvir quem tá chegando, sem essa idéia de querer comparar o artista de hoje com os da geração passada. Belchior já dizia na canção imortalizada na voz da pimentinha: "Mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem" (como nossos pais).


Pra fechar essa matéria e exorcizarmos de vez o preconceito, vamos assistir Belchior, cantando com Marcelo Camelo. [À Palo Seco] "E eu quero é que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês"




 "Você pode até dizer que estou por fora ou então que estou inventando mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem!"