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21 de agosto de 2013

24 anos sem Raul Seixas

        Banner: página Raul Seixas

"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal." 
(Raul Seixas)

Fonte: Jornal do Brasil

Hoje faz 24 que o maluco beleza faleceu, Raul Seixas sofreu uma parada cardíaca, ocorrida durante o sono no Flat Service Residence Aliança, zona central de São Paulo, onde morava.

Cerca de dois mil fãs se despediram atirando flores e cigarros sobre a sepultura ao som de antigos sucessos do roqueiro cantados pela multidão e intercalados por gritos de "Raul não morreu".

Entre os altos e baixos de sua carreira, foi cultuado como lenda por seus admiradores catalogados em seu fã-clube, Raul Rock Clube: www.raulrockclub.com.br 

O cantor e compositor baiano foi formado em Filosofia e Direito e além de ter amplos conhecimentos em latim. Aos doze anos ele formou o conjunto de rock "Os Panteras" na capital baiana. Os Panteras chegaram a gravar um compacto, e um LP, no Rio, em 1969. Foram na contramão da Tropicália e o grupo de Raul não se destacou

Em 1972, durante o 7 Festival Internacional da Canção, o público ouviu "Let me sing" de parceria dele com Nadine, uma mistura de rock com baião.

Em 1973 saiu o compacto "Ouro de Tolo" com 60 mil cópias vendidas e o LP "Krig Há Bandolo". A partir daí, Raul Seixas e seu parceiro Paulo Coelho, atraíram multidões de fãs. Entre um LP e outro Raul Seixas escreveu um livro infantil e pensou em candidatar-se a um cargo político.

Os anos entre 78 e 82 não foram muito produtivo para Raulzito. Em 83 voltou com o disco "Raul" e um livro e no ano seguinte "Metrô Linha 743". E em 1986 lança "Uah Bap Lu lap béin bum" e em 88, "A pedra do Gênesis". Seu último show foi no Canecão em 21 de abril de 1988 em parceria com Marcelo Nova.

Raul Seixas e Marcelo Nova fizeram uma série de 50 shows por todo o país e inúmeras apresentações em emissoras de rádio.

Essa matéria foi publicada no Jornal do Brasil e pode ser acessada nesse link

           Assista o filme sobre a vida do Maluco Beleza

   Raul Seixas - O início, o fim e o meio
    
     (Raul Seixas 28/06/1945 - 21/08/1989)


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16 de agosto de 2013

5 anos sem o poeta do mar, Dorival Caymmi



Fonte: Portal EBC

Dorival Caymmi faleceu em sua casa, aos 94 anos, em 16 de agosto de 2008, no Rio de Janeiro, após enfrentar um câncer renal durante nove anos.

Em homenagem ao poeta do mar, o Portal EBC reuniu em uma página especial trechos do documentário "Um certo Dorival Caymmi", em que ele próprio relata histórias de sua vida que revelam como se formou o cantor e compositor. Para acessar a página, basta clicar aqui (dica: Clique em cima das figuras para acessar as histórias do compositor baiano)

Caymmi deixou como herança , marcada pela espontaneidade de quem cantava o que sentia pelo mundo ao redor. "Cantador não escolhe o seu cantar, canta o mundo que vê", diz uma de suas canções. As letras do compositor retratam o mar e a natureza, os pescadores, o povo negro, sua vida na Bahia e no Rio de Janeiro.

Nascido em 30 de abril de 1914, em uma casa de pessoas "musicais", como ele mesmo descrevia, Caymmi cresceu assistindo aos saraus promovidos pelo pai, Durval Henrique, em que ouvia a mãe, Aurelina, cantar músicas de variados estilos.

Foi ao lado de seu amigo de infância, José Rodrigues de Oliveira, o Zezinho, que Dorival se aventurou pelas ruas de Salvador e teve o primeiro contato com o rádio, cantando na Rádio Clube da Bahia.

Nessa época eles formaram o grupo Três e Meio, com os irmãos Deraldo e Luiz no tambor e pandeiro, respectivamente, Zezinho no cavaquinho e Dorival ao violão. Luiz era o irmão menor de Dorival, por isso o nome do conjunto.

O trio "e meio" se divertia reproduzindo músicas de Noel Rosa e Carmem Miranda, que eram sucesso na época. Mas mesmo fazendo apresentações e recebendo alguns cachês com seu trabalho, Caymmi não enxergava a música como atividade profissional, e resolveu viajar ao Rio de Janeiro para cursar direito.

A capital fluminense foi palco para a descoberta definitiva do artista Dorival Caymmi. Na rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho se impressionou com o jovem baiano recém-chegado à cidade e logo o apresentou à cantora Carmem Miranda - que daria projeção internacional a algumas de suas canções. Em pouco tempo, Dorival passou a integrar a elite dos cantores que faziam sucesso no rádio nos anos 1930 e foi, mais tarde, influência para artistas como João Gilberto, Caetano Veloso e Tom Zé.

Dorival Caymmi se casou com a também cantora Adelaide Tostes, que gostava de ser chamada de Stella e acabou apelidada de Stella Maris (do latim estrela do mar) pelo radialista César Ladeira. Os dois formaram uma família que carrega o talento como herança: os três filhos, Nana, Dori e Danilo Caymmi, também são músicos.

Mesmo com o sucesso, Caymmi permaneceu com suas características de tranquilidade e simplicidade até o fim da vida. Suas canções seguem como um grande legado representante da cultura baiana e da música brasileira.


Essa Matéria foi publicada no Portal EBC e pode ser acessada clicando aqui 

Concepção e textos: Ana Elisa Santana.
  
Ouça a biografia de Dorival Caymmi: 



O Porta EBC fez um hongout para lembrar os cinco anos sem o poeta do mar, assista aqui  


       Dorival, Dori e Nana Caymmi em um estúdio de gravação (acervo Família Caymmi) via Portal EBC

Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi e Tom Jobim

     

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12 de agosto de 2013

Clara Nunes - Um ser de Luz


Se estivesse viva, Clara Nunes completaria 71 anos nesta segunda- feira.  A "mineira guerreira" conheceu o sucesso em 1971, quando lançou um disco homônimo. O álbum trazia elementos de ritmos africanos, reflexo de sua proximidade com as religiões africanas.

Nos anos 70, Clara, Alcione e Beth Carvalho ficaram conhecidas como o "ABC do samba". Em 1975, seu disco "Claridade", que trazia músicas como "Mineira", "Ê Baiana", "O Mar Serenou" e "Juízo Final", vendeu 600 mil cópias e igualou Clara a Roberto Carlos, o grande vendedor de discos na época.

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Clara Nunes), nasceu em Caetanópolis, Paraopeba, (MG), no dia 12/08/1942; Morreu no dia 2 de abril de 1983, aos 39 anos. Ficou em coma por quase um mês após sofrer um choque anafilático durante um cirurgia de varizes. 

Durante o período que esteve em coma, a clínica onde Clara esteva internada, no Rio de Janeiro, quase foi invadida por populares. Os fãs queriam mais informações do que os boletins emitiam e faziam vigílias por sua recuperação. Uma "clara" demonstração do amor que eles tinham pela cantora.

Fonte consultada: Época- Blog Mente Aberta


Homenagem: Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma Homenagem a Clara Nunes"


Foto: Washington Possato


O Teatro Municipal de Niterói recebe na terça-feira, 20 de agosto de 2013, às 19h, a cantora baiana Mariene de Castro, um dos principais nomes da nova geração do samba. Mariene está em turnê por todo o Brasil com o espetáculo "Ser de Luz" em homenagem à obra da saudosa cantora Clara Nunes. O repertório associa inesquecíveis canções na voz de Clara, com os maiores sucessos de Mariene. 

Serviço 

Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma homenagem a Clara Nunes", música 
Data: 20/08/2013 
Horário: 19h 

Duração: 90 minutos 
Ingresso: 60,00  
Classificação: Livre 

Teatro Municipal de Niterói 
Rua XV de Novembro 35, Centro/RJ 
Tel.: (21) 2620-1624


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7 de agosto de 2013

Um Abraçaço para Caetano Veloso! o baiano completa 71 anos hoje


Hoje o cantor e compositor baiano Caetano Veloso completa 71 anos esbanjando energia e em plena atividade.

Em turnê no Brasil com o show de seu CD mais recente, "Abraçaço", Caetano já se prepara para registrar esse show em um DVD que será gravado pelo canal Multishow no dia 16/08/2013.

Confira a biografia e alguns momentos marcantes da carreira do aniversariante do dia:


O baiano Caetano Emanuel Viana Telles Veloso nunca imaginou que, saindo de uma pequena cidade do Recôncavo Baiano, faria tanto sucesso pelo Brasil afora e seria umas das principais expressões da Música Popular Brasileira. Mas foi isso o que aconteceu.

Nascido em 07 de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, a 73 quilômetros de Salvador, Caetano Veloso, como ficou conhecido por todo o país, já sabia, desde pequeno, o que queria ser na vida: com pouco mais de 4 anos de idade, o irmão de Maria Bethânia já compunha A Tua Presença Morena, revelando seus dotes artísticos.

Mas, sua trajetória musical começou, realmente, quando se mudou com a família para Salvador no início dos anos 60. A capital baiana vivia um momento de efervescência cultural e Caetano aproveitou sua paixão pela música e pela bossa nova de João Gilberto e começou a tocar em barzinhos da cidade. Foi em Salvador, também, que Caetano conheceu o parceiro Gilberto Gil. Do fruto dessa amizade surgiram composições como No dia em que eu vim-me embora, Panis et CircensesSão JoãoXangô MeninoHaitiCinema NovoDada, entre outras.

Nesse período, também, conheceu Gal Costa e Tom Zé, futuros componentes da Tropicália. Seu primeiro trabalho musical foi uma trilha sonora para a peça 'O Boca de Ouro', de Nelson Rodrigues. O mesmo diretor, Álvaro Guimarães, também o convidou para, logo em seguida, compor a trilha de 'A exceção e a regra', de Bertolt Brecht. Esses trabalhos influenciaram, definitivamente, o futuro de Caetano, fazendo-o decidir pela vida de cantor-compositor.

A primeira oportunidade como profissional
A carreira profissional de Caetano começou sob a influência da irmã Bethânia, que foi chamada ao Rio para substituir a cantora Nara Leão no show 'Opinião', sucesso em 1965. A pedido do pai Zezinho Veloso, ele acompanhara a irmã. No mesmo ano, Bethânia gravouÉ de Manhã, de Caetano, e a música marcou sua estréia com um compacto simples. O primeiro disco 'Domingo' veio apenas em 1967, no qual cantava ao lado de Gal Costa.

Momentos difíceis do país
O Brasil vivia momentos de repressão por parte do governo militar. Com a liberdade de expressão proibida, os artistas tentavam, a todo custo, quebrar as barreiras da censura. Caetano era um dos revoltados com a situação pela qual passava o país. Junto com Gil, lançou o movimento cultural Tropicalista na tentativa de expressar seu inconformismo. Através do deboche, da irreverência e da improvisação, o tropicalismo revoluciona a MPB, utilizando-se de elementos estrangeiros fundidos com a cultura brasileira (a filosofia antropofágica do modernista Oswald de Andrade) e baseando-se na contracultura. 

O movimento foi lançado no Festival de MPB da TV Record, em 1967, com as músicasAlegria, Alegria, de Caetano, e Domingo no Parque, de Gil, que se tornaram hinos da juventude da época. Em 1968, no auge do movimento, Caetano lançou o álbum Tropicália, junto com Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé.

A parceria com Gilberto Gil estendeu-se da música e foi parar na vida dos dois artistas. O choque de idéias com a ditadura militar ocasionou a prisão dos dois, em São Paulo, e impôs o exílio na Inglaterra, em 1968. Entretanto, a barreira geográfica não impediu que os protestos continuassem e, de Londres, Caetano enviou artigos para o jornal O Pasquim e músicas para diversos intérpretes como Gal Costa, Maria Bethânia, Elis Regina, Erasmo e Roberto Carlos.

A volta para o Brasil

Em 1972, Caetano retornou ao Brasil e passou por um momento de alta criatividade. Até o final dos anos 70, muitos sucessos como TigresaLeãozinhoOdara eSampa foram lançados. O encontro com os antigos companheiros Gal, Bethânia e Gil resultou, em 1976, na formação do grupo Doces Bárbaros. O show excursionou por São Paulo e outras dez cidades brasileiras, revivendo antigos sucessos, e resultando na gravação de um LP. Em 1993, a parceria com Gilberto Gil foi retomada e juntos lançaram o disco 'Tropicália 2'.

Multimídia, Caetano também se arriscou em outras formas de arte. Em 1986 comandou, ao lado de Chico Buarque, o programa de televisão da Rede Globo 'Chico & Caetano', onde cantavam e traziam convidados. Essa experiência na televisão ajudou a quebrar a imagem de que os dois músicos não se davam bem. No cinema, ele dirigiu o filme O Cinema Falado e, como escritor, sua estréia foi Verdade Tropical, no qual faz um relato pessoal sobre os principais aspectos e acontecimentos relacionados ao movimento tropicalista.

A ousadia continua sendo uma marca registrada de Caetano. Prova disso é o CD 'A Foreign Sound', lançado em 2004, com regravações de músicas americanas.


Assista: 
Documentário "Uma noite em 67"

             

        Doces Bárbaros:
           


Caetano Veloso 70 anos



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6 de agosto de 2013

Biografia de Adoniran Barbosa:



"Não posso ficar nem mais um minuto com você/ Sinto muito amor, mas não pode ser/ Moro em Jaçanã/ Se eu perder esse trem/ Que sai agora às onze horas/ Só amanhã de manhã." Se existem brasileiros que não conhecem esses versos do samba "Trem das Onze", eles são certamente muito poucos. Obras como "Trem das Onze", "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto" já se tornaram parte do patrimônio artístico nacional.

As músicas de Adorinan Barbosa conquistaram os paulistanos, em particular, e os brasileiros, em geral, por retratarem o cotidiano das camadas mais simples da população urbana da capital paulista, com erros intencionais de português, que mostram a maneira de falar dos moradores de origem italiana de bairros como a Barra Funda, o Bexiga e o Brás.

Na verdade Adorinan Barbosa era o pseudônimo de João Rubinato. Nesse nome artístico, ele misturava camaradagem e criatividade: Adoniran era o nome de seu melhor amigo e Barbosa, uma homenagem ao cantor Luiz Barbosa.

Sétimo filho de uma família de imigrantes italianos, nascido em Valinhos, Adoniran mudou-se para Jundiaí na infância e aos 14 anos radicou-se em Santo André, na grande São Paulo, tendo que trabalhar para ajudar a família. Como havia abandonado os estudos, foi entregador de marmitas, carregador, encanador, pintor, garçom, metalúrgico e vendedor.

Aos 22 anos, na capital, arrumou emprego numa fábrica de tecidos e participou de programas de calouros no rádio. Compôs seus primeiros sambas, "Minha Vida se Consome", em parceria com Pedrinho Romano, e "Teu Orgulho Acabou", com Viriato dos Santos, em 1933.

No ano seguinte, com a marcha Dona Boa, feita em parceria com J. Aimberê, conquistou o primeiro lugar num concurso carnavalesco promovido pela prefeitura de São Paulo. Em 1941 foi convidado pela Rádio Record para trabalhar como ator cômico, discotecário e locutor.

Lá, conheceu o conjunto Demônios da Garoa, que incentivou Adoniran na ideia de cometer erros gramaticais nas letras das músicas. O grupo gravaria seu primeiro sucesso, "Saudosa Maloca", composto em 1955. Na seqüência viriam "Samba do Arnesto", "As Mariposas", "Abrigo de Vagabundo" e a famosa "Trem das Onze". Uma de suas últimas composições, "Tiro ao Álvaro", foi gravada por Elis Regina em 1980.

Adoniran Barbosa
Compositor e cantor paulista
(*06/08/1910, Valinhos (SP)  + 23 /11/1982, SP)

Veja o "Programa Ensaio" dedicado a Adoniran Barbosa. Apresentação de Fernando Faro/TVCultura:

                  


Assista  também o especial "Por toda minha vida" produzido pela Rede Globo em homenagem ao compositor paulista: 

                       


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26 de julho de 2013

Biografia de Noel Rosa, escrita por Almirante em 1963, ganha nova edição


Escrever biografia no Brasil não é fácil. Mais de um autor já perdeu trabalhos de anos por conta de disputas judiciais com os detentores dos direitos de copyright. Nos meios literários e musicais, a família de Noel Rosa é considerada uma das mais difíceis de ceder aos pedidos dos pesquisadores. É por isso que causou espanto quando uma editora estreante, a Sonora, anunciou o relançamento de No tempo de Noel Rosa, de Almirante, publicado originalmente em 1963.
 
Cantor, compositor e radialista dos tempos dourados do rádio brasileiro, Almirante foi um apaixonado pela obra do Poeta da Vila. Conheceu, também, os detalhes de sua vida íntima, esses que até hoje incomodam os mais recatados: o suicídio de parentes, o acidente no queixo de Noel, a intimidade com as moças de vida fácil da época. Meio século depois, seu livro continua indispensável aos que pretendem conhecer melhor a trajetória de um dos maiores gênios da nossa música popular, autor de clássicos como Palpite infeliz, Feitiço da Vila e Com que roupa.

Fonte: Mimo Art


Relançamento:

No tempo de Noel Rosa, de Almirante (Ed. Sonora)
Preço médio: R$ 40,00
Onde comprar:
Cultura    Saraiva 


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27 de janeiro de 2013

Djavan celebra 64 anos de vida com o pé na estrada



Djavan tem muitos motivos para comemorar. Aos 64 anos, em plena forma, o cantor alagoano segue com a turnê de seu mais recente álbum "Rua dos Amores" e mostra que não ficou ancorado em sucessos antigos da carreira, pelo contrário, está sempre se reinventando e dando sua contribuição pra música popular brasileira.

Djavan Caetano Viana nasceu no dia 27 de janeiro de 1949 em Maceió (AL). Até os 18 anos era jogador de futebol. Entretanto, o destino deu um drible em sua carreira e a bola foi dando lugar a música, fazendo dele um dos grandes ícones da música brasileira, com sucessos no Brasil e no exterior. Já teve canções gravadas e regravadas por grandes nomes da MPB, entre eles: Nana Caymmi, Maria Bethânia, Roberto Carlos e Gal Costa. Recentemente a cantora Rosa Passos gravou um álbum só com músicas de Djavan.
Retrospectiva:
Com 23 anos Dja' chegou ao Rio de Janeiro para tentar a carreira artística. começou trabalhando como Crooner em boates. Pouco tempo depois, foi apresentado a "João Mello" produtor da Som Livre. Contratado pela gravadora, passou a gravar músicas de compositores consagrados para trilhas de novelas da Globo.

Festival Abertura:
Seu talento como compositor foi descoberto em 1975 com o festival abertura. Conquistou o segundo lugar com a música: "Fato Consumado", que virou compacto e abriu as portas para o primeiro LP, em 1976. 

                       


Foto histórica:
Los Angeles, 1982, na gravação do LP Luz. Paulinho Alburquerque, Ronnie Foster (pianista e produtor do disco), Luiz Avelar, Stevie Wonder, Zé Nogueira, Djavan e Monique Gardenberg: 



confira na íntegra a biografia de Djavan, clicando nesse link: "A Voz, o Violão, a Música de Djavan"



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Site de Djavan: www.djavan.com.br 
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16 de agosto de 2012

Navegando nos mares de Dorival Caymmi


                      Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.


Dorival Caymmi. 
 30/4/1914 Salvador, BA         
 16/8/2008 Rio de Janeiro, RJ

Biografia:

Filho de Durval Henrique Caymmi e Aurelina Cândida Caymmi, conhecida por Dona Sinhá. O pai era funcionário público e tocava violão, bandolim e piano. Sua mãe cantava muito bem. Teve três irmãos: Deraldo, Diná e Dinair.

Aos seis anos de idade, começou a freqüentar a Escola de Belas Artes, no Colégio de Dona Adalgisa. Estudou depois no Colégio Batista e, em 1926, concluiu o curso primário no Colégio Olímpio Cruz.
No ano seguinte, matriculou-se no curso ginasial no referido colégio, mas o abandonou no mesmo ano para trabalhar.

Empregou-se no escritório do jornal "O Imparcial", da capital baiana, onde fazia diferentes serviços. Na mesma época, começou a fazer as primeiras pinturas, desenhando tabuletas para lojas comerciais.
Em 1929, o jornal fechou e teve que se dedicar a outros serviços. 

Foi vendedor de cordões para embrulho e de bebidas nacionais. Perdeu o emprego quando, junto com alguns amigos, resolveu experimentar as amostras de bebidas. Nessa época, 1933, começou a compor marchinhas e toadas, como "No sertão", sua primeira composição. No ano seguinte, começou a tomar aulas de violão com seu pai e com seu tio Cici. 

Em 1935, passou num concurso para escrivão da coletora estadual, cargo para o qual nunca foi nomeado. No mesmo ano, começou a cantar por acaso, quando foi visitar a Rádio Clube da Bahia, na companhia do amigo Zezinho. Perguntados por um funcionário da Rádio sobre o que faziam, Zezinho respondeu que cantavam. O funcionário tanto insistiu que Caymmi acabou cantando para surpresa de Zezinho que ficou encantado com sua voz ao microfone. Ainda em 1935, prestou serviço militar no Tiro de Guerra nº 284. 

Em 1937, mudou-se para o Rio de Janeiro, viajando num Ita, um pequeno navio de passageiros, com a intenção de estudar jornalismo e trabalhar com desenho. Conseguiu, através de um parente, publicar alguns desenhos na revista "O Cruzeiro". Recebeu conselhos para seguir a carreira de cantor. Foi apresentado ao diretor da Rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho, que se agradou de sua voz e o contratou por 30 mil réis. Em 1939, conheceu num programa de calouros na Rádio Nacional a sua futura esposa, a cantora Stella Maris, quando ela cantava "Último desejo", de Noel Rosa. 

Em 1940, casou-se com Adelaide Tostes, nome verdadeiro da cantora Stella Maris. O casal teve três filhos: Dinair (Nana, 1941), Dorival (Dori, 1943) e Danilo Cândido (1948), que se tornariam também grandes nomes da música popular brasileira. Em 1943, perdeu sua mãe.
Nesse mesmo ano, passou a frequentar o curso de desenho na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro.

 Em 1953, inaugurou a Praça Dorival Caymmi em Itapoã. Dois anos mais tarde, mudou-se com a família para São Paulo, lá vivendo por cerca de um ano. Caymmi tem seis netos, Stella Teresa, Denise Maria e João Gilberto (filhos de Nana), João Vítor (filho de Dori) e Juliana e Gabriel (filhos de Danilo). 

Em 1968, ganhou do Governo da Bahia uma casa na Praia de Ondina, em reconhecimento a sua importância para a cultura brasileira. Em 1972, foi agraciado no Palácio do Itamaraty (Brasília) com a comenda da Ordem do Rio Branco, em Grau de Oficial. Foi também agraciado com a comenda da Ordem do Mérito da Bahia. 

Em 1984, recebeu, em comemoração ao 70º aniversário, inúmeras homenagens, tais como: a edição de um CD duplo e de um álbum de desenhos patrocinado pela Funarte (Rio de Janeiro); a outorga da comenda da "Ordre des arts et des lettres de France"; a outorga da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (Brasília) e a outorga do título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia (Salvador). Em 1985, inaugurou a Avenida Dorival Caymmi na capital baiana.

 Em 2001, esbanjando jovialidade em seus quase 90 anos, voltou às paradas de sucesso compondo para a televisão. Lutando contra um câncer renal desde 1999, faleceu de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em sua casa no bairro carioca de Copacabana onde estava em internação domiciliar desde dezembro de 2007.

 Seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro com a presença de parentes e amigos, entre os quais inúmeros músicos. Sobre ele assim falou o presidente da República Luis Inácio Lula da Silva: "Ele é um dos fundadores da música popular brasileira, patriarca de uma linhagem de músicos de talento. Suas canções praieiras e seus sambas-canção são patrimônio da cultura nacional. Brilhou e inovou como compositor, músico e cantor. Sua música é uma completa tradução da Bahia".