9 de maio de 2012

Ganhe CD e DVD "Prêmio da Música Brasileira"


Olá amigos do Clube da MPB, estamos fazendo uma promoção junto com a equipe do Prêmio da Brasileira. vamos sortear através do nosso Twitter um CD e na nossa página no Facebook um DVD, trata-se do CD e DVD da turnê do 22 Prêmio da Música Brasileira que fez homenagem a Noel Rosa.
 Para GANHAR é muito fácil, veja no exemplo a baixo:

CD: Para Ganhar  o CD você precisa seguir o nosso perfil no 
Twitter e também o perfil doPrêmio da Música Brasileira, e retuitar esse tweet com o link do sorteio: Clique Aqui!

DVD: Para Ganhar o DVD basta Curtir a nossa página no 
Facebook e clicar na ABA de Sorteio conforme aparece sequência das fotos abaixo:


Depois de Curtir a página, é só clicar dentro do círculo verde em quero participar, observe que ao clicar na aba do sorteio você será direcionado direto para a promoção, veja na foto:



Lembrando que uma mesma pessoa pode participar das duas promoções, basta seguir no twitter e curtir a página no Facebook, será sorteado 01 CD e 01 DVD, no dia 31/05/2012.  A entrega do CD e DVD é de responsabilidade do Prêmio da Música Brasileira, que entrará em contato com os ganhadores por email.

Agradecemos a todos que estão participando, Convido vocês pra Curtir! a página do Prêmio da Música Brasileira no Facebook: 
Prêmio da Música Brasileira





Resultado da promoção


Queremos agradecer a todos vocês que participaram da promoção, foi um sucesso! muita gente participou e o resultado você confere na nossa página no Facebook pelo Link: Promoção do DVD e também no twitter: Promoção do CD.


Obrigado!







8 de maio de 2012

Biografia de Billy Blanco




Billy Blanco é o nome artístico de William Blanco de Abrunhosa Trindade, pioneiro na transição entre o samba-canção e a Bossa Nova, cantor e compositor paraense, carioca de coração.

William Blanco Abrunhosa Trindade nasceu em Belém do Pará no dia 8 de maio de 1924. Willian é um arquiteto, músico, compositor e escritor brasileiro, seu samba sincopado que fugia da cadência vigente do estilo passou a chamar a atenção dos cantores da época.

A carreira de compositor deslanchou nos anos 50, quando suas músicas foram gravadas por Dick Farney, Os Cariocas e Dóris Monteiro, além do já mencionados. Na década de 60, Billy participou de festivais e espetáculos, nos quais começaram a vir a público seus sambas em estilo de crítica sócio-comportamental.

Billy gravou sete discos de carreira e o mais recente deles, O Autor e Sua Música, foi lançado em 1996. Em 2002, a Biscoito Fino lançou A Bossa de Billy Blanco.

Atraído pela música desde criança, quando começou a compor tinha o cuidado ao escrever seus sambas, com letras elaboradas, assuntos e composições das canções.

Nos anos de 1940, quando cursava o segundo ano de engenharia, foi para São Paulo, para fazer o curso de arquitetura, ingressou no Mackenzie College em 1946. Foi para o Rio de Janeiro, e estudou na Faculdade de Arquitetura e Belas Artes, em 1948. Graduando-se em 1950, em arquitetura.

Tem um estilo próprio, descrevendo os acontecimentos a sua volta, com humor ou no gênero exaltação, falando de amor e das desilusões; onde seu samba sincopado, que fugia da cadência vigente do estilo , passou a chamar à atenção dos cantores da época. Sua primeira composição foi "Pra Variar" em 1951.

Nos anos 50 e 60 seus sucessos foram gravados por Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina e Hebe Camargo. Seu primeiro sucesso foi Estatutos da Gafieira, na voz de Inesita Barroso - gravação RCA Victor - 1954.

Parceiros
Baden Powell - Samba triste
Tom Jobim - Sinfonia do Rio de Janeiro - Suíte Popular em ritmo de samba - 1960.
João Gilberto - Descendo o morro. A montanha/O morro - onde os dois doutores do asfalto, homenageiam o samba de gente simples e de favela.
Cinquenta e seis parcerias com o violonista Sebastião Tapajós e com outros compositores, num total de quinhentas músicas, sendo que trezentas já gravadas.

Sucessos consagrados
Sinfonia Paulistana, Tereza da praia, O morro, Estatuto da gafieira, Mocinho bonito, Samba triste, Viva meu samba, Samba de morro, Pra variar, Sinfonia do Rio de Janeiro, Canto Livre.

Sinfonia do Rio de Janeiro
É composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960. As canções são Hino ao Sol, Coisas do dia, Matei-me no trabalho, Zona sul, Arpoador, Noites do Rio, A montanha, O morro, Descendo o morro e o Samba do amanhã.

Sinfonia Paulistana
(Retrato de uma cidade)

Foi concluída em 1974. Billy Blanco trabalhou nela durante dez anos. É composta por quinze canções, cantadas por Elza Soares, Pery Ribeiro, Cláudia, Claudette Soares, Nadinho da Ilha, Miltinho, coro do Teatro Municipal de São Paulo. Produção de Aloysio de Oliveira e orquestra regida pelo maestro Chico de Moraes.
As músicas se chamam Louvação de Anchieta, Bartira, Monções, Tema de São Paulo, Capital do tempo, O dinheiro, Coisas da noite, O céu de São Paulo, Amanhecendo, O tempo e a hora, Viva o camelô, Pro esporte, São Paulo jovem, Rua Augusta e Grande São Paulo.
Destacando-se o carimbó épico Monções, e a original fusão bossa-pop em O tempo e a hora.

Canto Livre
Escrito na época da Ditadura Brasileira, Billy Blanco compôs essa música assim que saiu de sua temporada no Forte de Copacabana.

O meu compromisso; com sinceridade; é fazer meu povo; sorrir outra vez; e melhor que isso; só se for verdade; No mais, tanto faz; como tanto fez;

Canta!; Sempre serás feliz quando cantares.; e dentre as coisas pelas quais lutares,; o canto puro e simples não esquece,; numa prisão, na irgreja ou na rua,; uma canção tem força de uma prece,; não haverá no mundo quem destrua,; morre um cantor e o canto permanece.;

Canta!; Mesmo cativo, o pássaro não liga; prendem o seu corpo, não sua cantiga,; seu canto é livre, livre como o vento; e um cantor não para, só morrendo; mas a canção revive sua memória; e ele renasce a caa momento; porque seu canto faz parte da História;

Livros escritos
(em parceria)

MACEDO, Regina Helena - Tirando de Letra e Música - Editora Record - 1996 - 224págs. - ISBN: 8501043397

MACEDO, Regina Helena - Florentino Dias: uma vida dedicada a música - Editora Record - 96 págs. - ISBN: 8501056529

Billy é a linha viva que dividiu (e divide) o samba canção, das vozes altas e letras tristes, da bossa nova. Poeta de um tempo glorioso, mas não perdido ou esquecido como preferem alguns, Billy Blanco está na ativa produzindo (85 anos), o que muitos na casa dos áureos 30 anos não conseguem sequer tentar. Compõe todo dia e quer mais.

Billy Blanco gosta de manter certas diretrizes em mente na hora de compor. "Ao escrever, pretendo que as canções sejam cantadas por qualquer pessoa em qualquer tempo. Não componho especificamente para uma só voz ou para um só tom. Quero que minhas canções signifiquem algo em qualquer tempo, sem ser saudosista. Música é para unir gerações, contar histórias das velhas para as novas", diz Billy.

"Estava acabando agora mesmo uma canção. E amanhã rasgo, jogo fora e faço tudo de novo. É como ginástica, aeróbica, essas coisas. O compositor, assim como qualquer instrumentista (um violonista, por exemplo), precisa trabalhar todo dia, colocar seu ofício em dia", diz Billy, com simplicidade. Ele também sabe que, para os padrões atuais, seu ritmo de produção é espantoso.

"Eu duvido que exista um compositor na minha idade produzindo do jeito que produzo. Como disse, componho todos os dias, e não é porque tenho que compor para sobreviver. Eu sobrevivo para compor. E faço isso exatamente como fazia há 60 anos. É minha necessidade e meu papel no mundo", diz.


William Blanco de Abrunhosa Trindade
 8/5/1924 Belém, PA 
 7/7/2011 Rio de Janeiro, RJ

                            
Esse texto é parte integrante da biografia de Billy Blanco, postado originalmente no Letras.com.br todas as informações quanto ao crédito do autor da postagem e informações adicionais se encontram disponíveis nesse link: Letras.com.br



7 de maio de 2012

Viva Elis. Viva Maria Rita!







São Paulo, cinco de maio de 2012. Parque da Juventude. Maria Rita emociona um público de 120 mil pessoas.






Tendo como cenário o Parque da Juventude, na zona norte da capital, o quarto show de Maria Rita em homenagem à mãe chegou a São Paulo neste sábado (5), às 15h.

A estreia de Nivea Viva Elis aconteceu no dia 24 de março, em Porto Alegre, local onde Elis nasceu. Além da capital riograndense, a turnê já passou pelas cidades de Recife e Belo Horizonte e será encerrada no dia 13 de maio, Dia das Mães, no Rio de Janeiro.




Ao lado dos músicos Thiago Costa (piano e teclado), Sylvinho Mazzucca (baixo acústico e elétrico), Davi Moraes (guitarra) e Cuca Teixeira (bateria), Maria Rita provou que o sangue musical que correu nas veias de sua mãe, é o mesmo que corre em suas veias. Emocionada, a cantora passeia por um repertório consagrado, de canções que marcaram a carreira de Elis.

A diversidade do público presente tornou o ambiente ainda mais bonito e agradável. Fãs de Elis, pertencentes a antigas gerações, os quais tiveram importantes passagens de suas histórias marcadas por canções alegres ou tristes interpretadas por ela, sentiram-se ainda mais emocionados quando Maria Rita entrou em cena explicitando expressões corporais, trejeitos, coreografia e timbre muito próximos aos de sua mãe. Foi como voltar no tempo.

Orgulhosamente, Maria Rita fala da trajetória de sua mãe, não apenas como cantora, mas como cidadã politicamente ativa que foi Elis Regina. “ Ela não era só um rostinho bonito e uma voz afinada, era uma mulher... guerreira!” Diz Maria Rita, emocionada.  

A cantora não conteve as lágrimas ao cantar “Como nossos pais” e “O bêbado e a equilibrista”. Ao final das canções, recebeu aplausos prolongados do público, que conseguiu sentir a beleza de sua emoção, valorizada pela singularidade harmônica de sua interpretação.

Ainda emocionada, agradeceu ao público pela paciência e compreensão a respeito das alterações de data do show.

Maria Rita conseguiu resgatar emoções de um Brasil que após trinta anos, ainda chora lágrimas de saudades de Elis.

O dia lindo e ensolarado contribuiu bastante para que o espetáculo se tornasse ainda mais perfeito. A energia emanada do público trouxe ventos que, para muitos, significavam a presença de Elis.

Onde quer que Elis esteja, deve estar muito orgulhosa de sua filha, que a representou com maestria, através de uma homenagem digna de deixar 120 mil pessoas arrepiadas do início ao fim.

Depois deste show, torna-se indissociável ser fã de mãe e filha.

Maria Rita reviveu Elis... e nós aplaudimos.































4 de maio de 2012

Noel Rosa "sambar é chorar de alegria, é sorrir de nostalgia dentro da melodia"



Noel Rosa
Compositor. Cantor. Violonista
 11/12/1910 Rio de Janeiro, RJ 
 4/5/1937 Rio de Janeiro, RJ


Nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, tornando-se anos mais tarde conhecido como o "Poeta da Vila". Morou durante seus vinte e seis anos e meio de vida na mesma casa na rua Teodoro da Silva, que tempos depois seria demolida para a construção de um prédio residencial que leva seu nome. Filho de Manuel Medeiros Rosa, que era gerente de camisaria, e da professora Marta de Azevedo, teve em seu nascimento fratura e afundamento do maxilar provocados pelo fórceps, além de uma pequena paralisia na face direita, que o deixou desfigurado para o resto da vida, apesar das cirurgias sofridas aos seis e doze anos de idade. Quando seu pai foi trabalhar como agrimensor numa fazenda de café, sua mãe abriu uma escola dentro de casa, passando a sustentar os dois filhos, Noel e Hélio, o mais novo, nascido em 1914. 

Já alfabetizado pela mãe, foi matriculado no Colégio Maisonnete quando tinha treze anos, depois foi para o São Bento, onde ficou até 1928, recebendo dos colegas o apelido de Queixinho. Teve paixões por mulheres que se tornaram musas de alguns de seus sambas, como no caso de Ceci, dançarina de um cabaré da Lapa. Para ela, compôs "Dama do Cabaré" e "Último desejo". 

Casou-se com Lindaura, em dezembro de 1934. Na verdade, o casamento ocorreu por pressão da mãe da moça, pois Lindaura tinha apenas 13 anos, dez a menos do que ele. Grávida, ela perderia o filho meses após o casamento. A união com Lindaura não modificou seus hábitos boêmios, que acabariam por comprometer irremediavelmente a sua saúde. No início de 1935, já com os dois pulmões lesionados, viajou com a mulher para se tratar em Belo Horizonte, onde se hospedou na casa de uma tia. Porém, o tratamento durou poucos dias, pois o compositor logo começou a freqüentar os bares e o meio artístico da cidade, apresentando-se até na Rádio Mineira. Ainda em Minas, em maio desse mesmo ano, recebeu a notícia do suicídio do pai, que se enforcou na casa de saúde onde estava internado para tratamento dos nervos. Apresentando algumas melhoras, em setembro retornou ao Rio de Janeiro. Contudo, em fevereiro de 1936, viajou para Nova Friburgo(RJ) por ordens médicas. Mesmo assim se apresentou no cinema local e freqüentava os bares da cidade. Retornou ao Rio bastante adoentado. Por sugestão de amigos e familiares, foi para Barra do Piraí, em abril do mesmo ano, em busca de repouso para tentar curar a tuberculose. Após uma semana, visitou, no dia 1 de maio, a represa de Ribeirão das Lajes e começou a sentir arrepios e a passar mal. Retornou à pensão com febre. Durante a noite sofreu uma grave crise de hemoptise e o médico que o atendeu advertiu que não havia recursos para tratar dele naquela cidade. Na manhã de 2 de maio, voltou ao Rio com Lindaura, às pressas, num táxi, em estado muito grave, do qual não conseguiria se recuperar. Durante dois dias recebeu visitas de muitos amigos, entre os quais Marília Baptista e Orestes Barbosa, que procuraram animá-lo. 

Morreu na noite do dia 04 de maio, enquanto em frente à sua casa comemoravam o aniversário de uma vizinha numa festa em que tocavam suas músicas. Diversas versões sobre sua morte foram publicadas em diferentes jornais e biografias, onde se fez referência até a um ataque cardíaco. Ao seu enterro compareceram muitas personalidades da música e do rádio. À beira de seu túmulo, Ary Barroso fez um discurso emocionado, homenageando o amigo e parceiro. Depois de alguns anos de sua morte, seu nome ficou esquecido durante a década de 1940, até que Aracy de Almeida, em 1950, passou a cantar na famosa boate Vogue, incorporando sambas inéditos dele ao seu repertório. Desde aí, o compositor foi redescoberto e passou a ser homenageado pelo público e por autoridades, como no caso do busto inaugurado na Praça Tobias Barreto e que hoje se encontra na Praça Barão de Drumond, Vila Isabel, e pela comunidade de Vila Isabel, que inaugurou um monumento no Cemitério São Francisco Xavier, onde o compositor foi sepultado, em comemoração ao cinqüentenário do nascimento do sambista. 

Em 1967, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro - que acabara de lançar o elepê "Noel Rosa por Noel Rosa", com o compositor cantando suas próprias músicas - fez também uma grande homenagem ao Poeta da Vila em seus 30 anos de morte, inaugurando exposição comemorativa e juntando os amigos remanescentes em gravação histórica conduzida por R. C. Albin em 4 de maio daquele ano. Em 1987, várias solenidades e eventos lembraram o cinqüentenário de seu falecimento.






Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

30 de abril de 2012

"É doce Morrer no mar". Navegando pelas ondas tranquilas de Dorival Caymmi


Saiba mais sobre a vida do músico Dorival Caymmi


Dorival Caymmi nasceu em Salvador, em 30 de abril de 1914, filho do funcionário público Durval Henrique Caymmi e de Aurelina Cândida Caymmi, conhecida por Dona Sinhá.

A família Caymmi sempre foi ligada à música, já que seu pai tocava violão, bandolim e piano, e sua mãe gostava de cantar. Além de Caymmi, o casal teve outros três filhos: Deraldo, Diná e Dinair.
Aos seis anos, o menino Caymmi começou a freqüentar a Escola de Belas Artes, no Colégio de Dona Adalgisa. Estudou depois no Colégio Batista e, em 1926, concluiu o curso primário no Colégio Olímpio Cruz, todos na capital baiana. No ano seguinte entrou para o então ginásio, mas abandonou a escola para trabalhar no jornal "O Imparcial". Quando o jornal fechou, em 1929, ele teve que trabalhar como vendedor.


Primeira composição
Em 1933, Caymmi começou a compor marchinhas e toadas, como "No sertão", sua primeira composição. Em 1934, ele começou a ter aulas de violão com seu pai e com seu tio Cici. Em 1935, passou num concurso para escrivão da coletora estadual, cargo para o qual nunca foi nomeado. 

Foi nesse mesmo ano que ele começou a cantar, quando foi junto de seu primo Zezinho à Rádio Clube da Bahia. Também em 1935, ele prestou o serviço militar.

Em 1937, Caymmi resolveu ir tentar a vida no Rio de Janeiro, viajando num Ita, um pequeno navio de passageiros. Ele queria estudar jornalismo e trabalhar com desenho na então capital do país. Ele chegou a publicar seus desenhos na revista "O Cruzeiro".

Stella Maris
Um amigo o apresentou ao diretor da Rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho, que gostou muito da voz grave do jovem Caymmi e resolveu contratá-lo. Em 1939, conheceu num programa de calouros na Rádio Nacional a sua futura mulher, a cantora Stella Maris (cujo nome real é Adelaide Tostes), quando ela cantava "Último desejo", música de Noel Rosa.


Filhos de Dorival Caymmi, Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi, também tornaram-se músicos, com seus pais. Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem

Eles se casaram em 1940 e tiveram três filhos: Dinair (Nana), nascida em 1941, Dorival (Dori), nascido em 1943, e Danilo Cândido, nascido em 1948. Todos eles se tornaram grandes nomes da música popular brasileira. 

Em 1943, Caymmi perdeu sua mãe. Nesse mesmo ano, passou a freqüentar o curso de desenho na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro.
Em 1953, foi inaugurada em sua homenagem a praça Dorival Caymmi, em Itapuã, bairro soteropolitano. Dois anos mais tarde, mudou-se com a família para São Paulo, lá vivendo por cerca de um ano e depois retornou ao Rio. Caymmi tem seis netos, Stella Teresa, Denise Maria e João Gilberto (filhos de Nana), João Vítor (filho de Dori) e Juliana e Gabriel (filhos de Danilo).

Caymmi era amigo de outro baiano famoso: o escritor Jorge Amado, morto em 2001. Como eram parecidos fisicamente, os dois costumavam ser confundidos um com o outro por fãs. Os dois compuseram juntos a música "É Doce Morrer no Mar".

Baianos Jorge Amado e Dorival Caymmi (à dir.) costumavam ser confundidos por fãs.
Zélia Gattai/Fundação Casa de Jorge Amado


Homenagens

Em 1968, ganhou do governo da Bahia uma casa na Praia de Ondina, em reconhecimento a sua importância para a cultura brasileira. Em 1972, foi agraciado no Palácio do Itamaraty (Brasília) com a comenda da Ordem do Rio Branco, em Grau de Oficial. Foi também agraciado com a comenda da Ordem do Mérito da Bahia.

Em 1984, recebeu, em comemoração de seus 70 anos, inúmeras homenagens, tais como: a edição de um CD duplo e de um álbum de desenhos patrocinado pela Funarte (Rio de Janeiro); a outorga da comenda da "Ordem das Artes e das Letras da França"; a outorga da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (Brasília) e a outorga do título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia (Salvador). Em 1985, inaugurou a avenida Dorival Caymmi na capital baiana. Em 2001, com quase 90 anos, Caymmi voltou a compor para a televisão.

O cantor e compositor Dorival Caymmi faleceu no dia 16 de agosto de 2008aos 94 anos, no Rio.
Danilo, Dori, Dorival e Nana Caymmi

                              

Além desse post, fizemos também um álbum de fotos em homenagem a Dorival Caymmi, postamos em nossa página no facebook, para conferir é só acessar esse linkDORIVAL CAYMMI


Matéria originalmente publicada na Folha Ilustrada, no dia 16/08/2008: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada


Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira