28 de setembro de 2013

Clube da MPB registra o lançamento de "Disco"

Arnaldo Antunes, na coletiva de lançamento do Disco, na Casa de Francisca- SP


MultiDisco

Downloads, música no modo aleatório do Ipod, milhares de discos disponíveis na internet e muita inspiração nas férias de verão. Assim nasceu o novo trabalho de Arnaldo Antunes, Disco, que tem lançamento previsto para outubro.

Exatamente 20 anos após a sua estreia em carreira solo, com o álbum Nome, o novo Disco surge em um cenário musical completamente diferente. Arnaldo se adequou às transformações e resolveu lançar o trabalho disponibilizando quatro músicas do novo repertório na internet. Basta acessar ao site do artista para ouvir os singles, além de assistir depoimentos exclusivos e o backstage das gravações.

Para Arnaldo, é maravilhoso poder compartilhar seu trabalho e ouvir a opinião dos fãs mesmo antes do álbum lançado na íntegra. Mesmo assim, o artista chama atenção para uma possível banalização do álbum como unidade. “Tenho medo que essa relação do disco como conjunto se perca. A internet é só o meio, é um instrumento, mas tenho medo da velocidade. Fico aflito em ver como as coisas acontecem rápido demais agora.”, revelou Arnaldo, na coletiva de lançamento.

Arnaldo Antunes na Casa de Francisca
Diferentemente do  último álbum de inéditas gravado por Arnaldo há quatro anos (Iê Iê Iê- 2009), o Disco é muito mais diversificado, unindo vários rítmos em uma só obra.

Para garantir essa mistura de sons, as gravações contaram com diversas parceiras, incluindo artistas da nova geração da MPB e . Teve Felipe Cordeiro, Luê e Manuel Cordeiro na canção Ela é Tarja Preta e também Céu e Hyldon participando na faixa Trato. Além dos novos nomes, o trabalho inclui uma parceria com João Donato, em O Fogo.

Sem contar os parceiros de longa data: Marisa Monte e Dadi Carvalho, nas músicas Dizem (Quem me Dera), Sou Volúvel e Querem Mandar. Outro parceiro antigo, Nando Reis, participa na música Sentido.

Mas a grande joia desse novo projeto é uma música gravada há cerca de 5 anos que ficou até agora guardada na gaveta. Trata-se de uma parceria inédita entre Arnaldo Antunes e Caetano Veloso, na música chamada Morro, Amor.

Para completar o time de grandes nomes, o Disco ainda conta com uma versão em português para a música Mama, de Gilberto Gil, gravada pelo artista em 1971, durante o exílio em Londres.

No vídeo, Arnaldo conta sua relação com as músicas de Gil e Caetano:


O lançamento de Disco marca o reencontro do artista com o programa Natura Musical, que já realizou parcerias com Arnaldo na turnê do Iê Iê Iê e nas gravações dos DVDs A Casa É Sua e Pequeno CidadãoAlguns shows da turnê Disco já estão marcados. 

Confira:

Dia 13/10: Concha Acústica (Salvador/BA)
Dia 26/10: Circo Voador (Rio de Janeiro/RJ)
Dias 31/10 1, 6, 7, 8 e 9/11: Sesc Belenzinho (São Paulo/SP)

27 de setembro de 2013

Cavalo - Primeiro Trabalho Solo de Amarante


Rodrigo Amarante foi o integrante do Los Hermanos que mais "rodou" no meio musical, além de ser autor de clássicos que engrandeceram os quatro álbuns da banda, ele também fez parte da Orquestra Imperial, Little Joy e agora já planeja a turnê do seu primeiro trabalho solo: Cavalo. 

Sobre a turnê e suas respectivas datas e cidades: 


Sobre o disco:

Lançado dia 23 de setembro, Cavalo - primeiro álbum solo de Rodrigo Amarante - foi produzido por Noah Georgeson e traz 11 faixas, gravadas no Brasil e também nos EUA. Além disso, há uma refinada mistura entre o português, inglês e francês, idiomas comandados pelo músico e que causam uma diversificada e impecável sonoridade por todo disco. 
As primeiras canções disponibilizadas foram "Maná" e "Tardei", agora todo disco pode ser ouvido e comprado para o "iTunes", em breve também será vendido em CD e vinil. 

Cavalo é a admirável oscilação entre o complexo e o simples. Rodrigo consegue nos remeter de forma bem sutil àquelas antigas composições, porém, sem perder a originalidade. Dessa forma, será sempre uma surpresa para todos qualquer nota musical e letra que já tenham passado por suas mãos.  


Leia agora a carta escrita pelo Rodrigo, onde o mesmo fala sobre seu primeiro disco, sua trajetória e seus sentimentos em relação a toda essa mudança:

I -II -III - 

(Clique para ampliar)


Sem mais rodeios, ouçam agora o álbum tão esperado:






Mais informações: 





Fonte: Blog O Que Essa Banda Tem? 

(por Joyce Albuquerque)

29 de agosto de 2013

Mallu Magalhães completa 21 anos e já se prepara pra cantar no Rock In Rio



A cantora e compositora Mallu Magalhães festeja hoje seus 21 aninhos, mas de velha e louca a moça  não tem nada. Quem acompanha a carreira de Mallu sabe que ela amadureceu e prova isso da melhor maneira possível, com música.  seu álbum mais recente  “Pitanga”  mostra uma Mallu bem diferente daquela que muitos conheceram através das redes sociais.

Recentemente a TV cultura transmitiu o programa Ensaio estrelado por Mallu, confira alguns trechos aqui: 

     
     
Maria Luíza de Arruda Botelho Pereira de Magalhães, ou simplesmente Mallu, nasceu em 29 de agosto de 1992, com três álbuns, emplacou vários sucessos, como “Velha e Louca, Sambinha bom, moreno do cabelo enroladinho, entre outras canções. É filha de uma paisagista com um engenheiro. 

Aos nove anos Mallu ganhou um violão, aos 12 anos, já começou a compor suas primeiras canções, três anos depois, disponibilizou quatro músicas no site "MySpace" e começou a fazer sucesso. A cantora chamou a atenção do público por suas interpretações de músicas do Johnny Cash e de Bob Dylan. Seu álbum de estreia teve a produção de Mário Caldato e foi um sucesso. Foi indicada como revelação em vários prêmios. O segundo trabalho foi produzido por Kassin e marca o amadurecimento musical de Mallu.

Em 2011, chegou ao mercado, “Pitanga", seu terceiro álbum, recheado de boas canções, o disco foi produzido por seu marido, o músico Marcelo Camelo. Ouça o álbum na íntegra clicando nesse link: Pitanga

Rock In Rio: (Matéria publicada no site G1)
"Sinto-me capaz de conduzir esse turbilhão de impulsos com imenso desejo de tudo dar certo", afirma Mallu. Ela canta no dia 20 de setembro no Palco Sunset, ao lado da Banda Ouro Negro, no Rock in Rio 2013. Com 21 anos, ela é a cantora mais nova a fazer show nesta edição do festival. "Acho que minha pouca idade pode trazer essa coragem quase inconsequente para realizar desafios como esse", comenta sobre o encontro com os músicos Mário Adnet e Zé Nogueira. No repertório, estão canções de Moacir Santos, como "Nanã", "April Child" e "What's my name". "Passei a fazer aulas de canto três vezes na semana, especificamente para cantar tão lindas melodias", afirma.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui

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21 de agosto de 2013

24 anos sem Raul Seixas

        Banner: página Raul Seixas

"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal." 
(Raul Seixas)

Fonte: Jornal do Brasil

Hoje faz 24 que o maluco beleza faleceu, Raul Seixas sofreu uma parada cardíaca, ocorrida durante o sono no Flat Service Residence Aliança, zona central de São Paulo, onde morava.

Cerca de dois mil fãs se despediram atirando flores e cigarros sobre a sepultura ao som de antigos sucessos do roqueiro cantados pela multidão e intercalados por gritos de "Raul não morreu".

Entre os altos e baixos de sua carreira, foi cultuado como lenda por seus admiradores catalogados em seu fã-clube, Raul Rock Clube: www.raulrockclub.com.br 

O cantor e compositor baiano foi formado em Filosofia e Direito e além de ter amplos conhecimentos em latim. Aos doze anos ele formou o conjunto de rock "Os Panteras" na capital baiana. Os Panteras chegaram a gravar um compacto, e um LP, no Rio, em 1969. Foram na contramão da Tropicália e o grupo de Raul não se destacou

Em 1972, durante o 7 Festival Internacional da Canção, o público ouviu "Let me sing" de parceria dele com Nadine, uma mistura de rock com baião.

Em 1973 saiu o compacto "Ouro de Tolo" com 60 mil cópias vendidas e o LP "Krig Há Bandolo". A partir daí, Raul Seixas e seu parceiro Paulo Coelho, atraíram multidões de fãs. Entre um LP e outro Raul Seixas escreveu um livro infantil e pensou em candidatar-se a um cargo político.

Os anos entre 78 e 82 não foram muito produtivo para Raulzito. Em 83 voltou com o disco "Raul" e um livro e no ano seguinte "Metrô Linha 743". E em 1986 lança "Uah Bap Lu lap béin bum" e em 88, "A pedra do Gênesis". Seu último show foi no Canecão em 21 de abril de 1988 em parceria com Marcelo Nova.

Raul Seixas e Marcelo Nova fizeram uma série de 50 shows por todo o país e inúmeras apresentações em emissoras de rádio.

Essa matéria foi publicada no Jornal do Brasil e pode ser acessada nesse link

           Assista o filme sobre a vida do Maluco Beleza

   Raul Seixas - O início, o fim e o meio
    
     (Raul Seixas 28/06/1945 - 21/08/1989)


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16 de agosto de 2013

5 anos sem o poeta do mar, Dorival Caymmi



Fonte: Portal EBC

Dorival Caymmi faleceu em sua casa, aos 94 anos, em 16 de agosto de 2008, no Rio de Janeiro, após enfrentar um câncer renal durante nove anos.

Em homenagem ao poeta do mar, o Portal EBC reuniu em uma página especial trechos do documentário "Um certo Dorival Caymmi", em que ele próprio relata histórias de sua vida que revelam como se formou o cantor e compositor. Para acessar a página, basta clicar aqui (dica: Clique em cima das figuras para acessar as histórias do compositor baiano)

Caymmi deixou como herança , marcada pela espontaneidade de quem cantava o que sentia pelo mundo ao redor. "Cantador não escolhe o seu cantar, canta o mundo que vê", diz uma de suas canções. As letras do compositor retratam o mar e a natureza, os pescadores, o povo negro, sua vida na Bahia e no Rio de Janeiro.

Nascido em 30 de abril de 1914, em uma casa de pessoas "musicais", como ele mesmo descrevia, Caymmi cresceu assistindo aos saraus promovidos pelo pai, Durval Henrique, em que ouvia a mãe, Aurelina, cantar músicas de variados estilos.

Foi ao lado de seu amigo de infância, José Rodrigues de Oliveira, o Zezinho, que Dorival se aventurou pelas ruas de Salvador e teve o primeiro contato com o rádio, cantando na Rádio Clube da Bahia.

Nessa época eles formaram o grupo Três e Meio, com os irmãos Deraldo e Luiz no tambor e pandeiro, respectivamente, Zezinho no cavaquinho e Dorival ao violão. Luiz era o irmão menor de Dorival, por isso o nome do conjunto.

O trio "e meio" se divertia reproduzindo músicas de Noel Rosa e Carmem Miranda, que eram sucesso na época. Mas mesmo fazendo apresentações e recebendo alguns cachês com seu trabalho, Caymmi não enxergava a música como atividade profissional, e resolveu viajar ao Rio de Janeiro para cursar direito.

A capital fluminense foi palco para a descoberta definitiva do artista Dorival Caymmi. Na rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho se impressionou com o jovem baiano recém-chegado à cidade e logo o apresentou à cantora Carmem Miranda - que daria projeção internacional a algumas de suas canções. Em pouco tempo, Dorival passou a integrar a elite dos cantores que faziam sucesso no rádio nos anos 1930 e foi, mais tarde, influência para artistas como João Gilberto, Caetano Veloso e Tom Zé.

Dorival Caymmi se casou com a também cantora Adelaide Tostes, que gostava de ser chamada de Stella e acabou apelidada de Stella Maris (do latim estrela do mar) pelo radialista César Ladeira. Os dois formaram uma família que carrega o talento como herança: os três filhos, Nana, Dori e Danilo Caymmi, também são músicos.

Mesmo com o sucesso, Caymmi permaneceu com suas características de tranquilidade e simplicidade até o fim da vida. Suas canções seguem como um grande legado representante da cultura baiana e da música brasileira.


Essa Matéria foi publicada no Portal EBC e pode ser acessada clicando aqui 

Concepção e textos: Ana Elisa Santana.
  
Ouça a biografia de Dorival Caymmi: 



O Porta EBC fez um hongout para lembrar os cinco anos sem o poeta do mar, assista aqui  


       Dorival, Dori e Nana Caymmi em um estúdio de gravação (acervo Família Caymmi) via Portal EBC

Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi e Tom Jobim

     

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