17 de março de 2015
Site e livro celebram os "70 anos" de Elis Regina
Se estivesse viva, Elis Regina estaria completando 70 anos no dia de hoje (17 de março). Para marcar a data, está entrando no ar o site oficial da cantora. A página tem muita coisa para os fãs da "Pimentinha", já que traz todo o material que pôde ser visto na exposição "Viva Elis", que passou por algumas cidades brasileiras em 2013.
Ainda é possível ouvir toda a discografia da artista, incluindo compactos e álbuns póstumos e também ver várias fotos e assistir a vídeos, sendo que boa parte desse material jamais foi visto pelo público.
Há também depoimentos inéditos, tanto dela, quanto de pessoas que lhe foram próximas, e uma biografia focada em seu lado artístico para download gratuito, "Viva Elis" do jornalista Allen Guimarães.
Para quem quiser um panorama mais completo de Elis, um outro livro também está sendo lançado. "Nada Será Como Antes", do jornalista Julio Maria chega às livrarias ainda esta semana e promete ser o relato definitivo de sua vida. Em mais de 400 páginas o autor buscou detalhar todas as facetas da cantora, que morreu em janeiro de 1982 aos 36 anos vítima de uma overdose de cocaína.
Mesmo sem ser uma biografia autorizada, os filhos de Elis deram à Maria toda liberdade para escrever sobre todos os assuntos relativos à artista.
Acesse o site oficial em homenagem a Elis Regina: www.elisregina.com.br
Fonte: Site Vagalume
Confira em nosso arquivo uma matéria especial sobre a pimentinha Elis Regina
Clube da MPB nas redes sociais:
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19 de fevereiro de 2015
"Nós de Cabrália" e a música autoral no Rio de Janeiro
"Nós de Cabrália" e a música autoral no Rio de Janeiro
Por Lilian
A primeira vez que ouvi falar do “Nós de Cabrália” foi através das redes
sociais, mais precisamente através de conversas pelo twitter com a Elisa
Fernandes. Elisa é uma das integrantes do coletivo que é formado também por:
Paulinho Thomaz, David Alfredo, Rômulo Ferreira, Tuninho do Rock, Tuca
Oliveira, Daniel Delavusca, Ronaldo Breve e Pedro Sol. Todos compositores e
cantores que frequentavam saraus pelo Rio e buscavam espaço pra mostrar sua
obra.
Como o grupo define em sua página no Facebook: “Os Saraus estão na moda.
Pela cidade maravilhosa os encontros acontecem. Neles, a arte transborda e
tenta achar algum caminho por onde possa continuar
a percorrer, escorrer, formar rios e mares de música, de poesia, de inspiração.”
E desde 2012 o coletivo mostra sua força nos saraus que organiza mensalmente.
Eu via as divulgações do grupo, mas demorei a
me render, em de dezembro de 2014 lá estava eu. Quando se chega perto é possível entender e
ver com olhos bem arregalados que é sim um grupo que multiplica forças e a
música escorre fluida pro todos os lados. Música nova, autoral, ótimos
compositores, acolhida e abraço apertado a quem como eu, também queria
participar da celebração.
No último dia 10 de fevereiro fui ao meu terceiro
sarau do “Nós”. Para apreciar e também pra cantar, trocar, conversar... Nestes
três encontros que presenciei eu observei a mesma energia. Existe um público
fiel ao grupo que está sempre presente, conhece as músicas, canta junto e também
há sempre novos compositores e boas surpresas. São estilos variados, entre os
integrantes e entre os frequentadores compositores, tem música brasileira pra
todo gosto.
As edições de janeiro e fevereiro do Sarau
aconteceram no Beco das Garrafas em Copacabana, palco de grandes nomes e
histórias da nossa música e que agora se renova com propostas como a do
Coletivo.
A noite começa normalmente com todos os
integrantes no palco cantando o “Hino do Nós de Cabrália”, ao mesmo tempo em
que anunciam que há uma lista onde os compositores presentes podem se inscrever
para cantar até 2 composições.
A música autoral tem alí o posto de grande
homenageada. E assim o sarau tem início, antes de abrirem o microfone para os
inscritos, os integrantes do “Nós” mostram suas canções individuais, em
parceria com outros membros, muitos acompanham os colegas com seus
instrumentos. É uma confraternização.
Lembro que na primeira vez que fui ao sarau eu
ficava abismada, pois todos cantavam empolgados aquelas músicas que ainda eram
desconhecidas pra mim e a sensação que me dava era: “como eu não ainda não
conheço isso? E desde então, fui refletindo como é bom ouvir coisas novas, deu
muito mais vontade de compor e mostrar as músicas, sem dúvida eu tive vontade
de produzir mais desde que conheci o “Nós de Cabrália”.
Este também é um ótimo
lugar para cantoras/cantores pesquisarem novo repertório, eu já incluí no meu
show uma canção linda que conheci no sarau e é de composição de 2 membros do
“Nós” Daniel Delavusca e Rômulo Ferreira: “Qual o teu talento”.
A cada mês o Sarau cresce, em público e em
número de inscritos para cantar. No último encontro assim que começaram as
apresentações, foi necessária uma mudança na inscrição, eram muitos
compositores presentes e cada um apresentou apenas uma música, sujeito a uma
próxima rodada para cantar mais.
Eu chego bem no comecinho e mesmo quando penso
em ir embora cedo por ter algum compromisso no dia seguinte, quando vejo já
passou 4 horas de música e eu to alí feliz... É um encontro muito especial!
Se você mora no Rio de Janeiro ou vem passear
por estas bandas, curta a página do coletivo no facebook pra acompanhar a
agenda de eventos: www.facebook.com/nosdecabralia
Mas, já aviso que no próximo domingo dia
22/02/2015 o Nós de Cabrália
apresenta seu show no projeto “MPB no Forte” em Copacabana, o evento começa as
18h e é gratuito.
Eu não vou perder de assistir esses amigos e
colegas tão talentosos! Venha também!
Queridos do “Clube da MPB”, obrigada pelo
espaço para contar um pouquinho sobre este coletivo que eu admiro tanto! Vida
Longa ao Nós de Cabrália! Vida longa ao Clube da MPB!
Até a próxima! Um abraço!
Catarinense morando no Rio, cantora e
compositora de MPB: http://www.lilianoficial.com
Links importantes:
Hino dos Nós de Cabrália:
15 de novembro de 2014
E oficialmente Gabi Buarque lançou o Fiandeira para o mundo
"A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas."
Manoel de Barros
E assim começou o show de lançamento do CD Fiandeira da cantora, letrista e instrumentista Gabi Buarque.
O Clube da MPB esteve no lançamento do segundo disco da cantora e pôde conferir de perto todo o talento que há por trás de sua voz doce e dos gestos delicados.
Voz belíssima e suave, assim como o clima do show. Violão muito bem representado ora por Gabi ora por Lucas Porto e em curtos momentos por ambos, flauta presente durante a maior parte do show e muitíssimo bem dominada pela musicista Carol D'Ávila, que também se mostrou bem íntima do saxofone durante a apresentação. Arranjos feitos sob medida para as letras ricas e dignas de compositores que integram os discos dos grandes nomes da musica popular brasileira.
Para quem curte a tradicional MPB, o trabalho da Gabi Buarque - o Fiandeira, em especial - é mais que recomendado, é exigência de audição.
Para quem nunca ouviu falar da cantora e acha que se trata de principiante, se engana profundamente: Gabi canta profissionalmente desde os 17 anos, em 2011 lançou seu primeiro CD intitulado "Deixo-me Acontecer", trabalho autoral, assim como o Fiandeira - 2014. Fez turnê nacional se apresentando em cidades como Juiz de Fora, Manaus, Salvador, São Paulo e Recife, já participou de diversos festivais e teve seu trabalho reconhecido com os Prêmios de Melhor Intérprete no Festival das Rádios Públicas do Brasil, em 2010 e 2011 e já integrou o Mulheres de Chico, famoso bloco de rua no carnaval do Rio.
No dia 14 de Novembro, um dos dias escolhidos para o lançamento do Fiandeira, a cantora e violonista convidada, Socorro Lira, que dividiu o palco com Gabi em dado momento, contou que fez um tour pelo continente Africano, conheceu o escritor moçambicano Mia Couto, onde ganhou livro e acabou musicando um poema dele e interagiu com a plateia para que todos pudessem cantar um trecho da canção num dialeto local de Moçambique. Belíssimo momento. Diria que foi o ponto alto da convidada, que se despediu do palco com palmas calorosas do público e devolveu o cenário para a anfitriã da noite.
Gabi se mostrou bastante íntima do público e do palco desde a entrada no show, onde começou como quem estivesse fiando os músicos, musicistas e seus respectivos instrumentos, durante a apresentação arriscando passos de Jongo e Samba, fazendo seus espectadores se sentirem mais a vontade.
O show contou com a canção "Samba Rezadeiro" (Gabi Buarque e Roberto Dídio) que traz trechos como "raiou a cantoria na tristeza de um samba rezadeiro, na madeira do meu violão que já foi tronco de cativeiro" que com certeza chama a atenção de quem admira e pesquisa sobre a história e cultura brasileira. (vocês podem conferir a canção no YouTube)
Além dos já mencionados Lucas Porto no violão e Carol D'Ávila nos sopros, no palco estavam Pedro Aune no baixo impecável e Georgia Camara na bateria e percussão. Lucas também assina a direção musical do show.
O cenário simples e intimista caiu como luva com a pedida do Fiandeira, onde no canto do palco havia um ventilador com pelugens vermelhas presas na frente da hélice, que enquanto ventilava dava a impressão de que iam voar e durante a apresentação o fundo do palco intercalava com projeções da sombra da cantora e efeitos digitais, alterados de acordo com a música.
Do figurino, passando pelos arranjos e letras, o comportamento de Gabi no palco e sua segurança já dizem: o Fiandeira está pronto para alçar vôos bem altos.
Quem quiser conferir, o Fiandeira encontra-se disponível no SoundCloud e outras plataformas de streaming.
Fonte: site oficial da Gabi Buarque.
Fotografias capturadas a partir de celular, meramente para ilustração:
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| Participação especialíssima de Hermínio Bello de Carvalho |
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| Gabi Buarque dividindo palco com Socorro Lira e Hermínio Bello de Carvalho |
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| Da esquerda para direita: Georgia Camara, Lucas Porto, Gabi Buarque, Carol D'Ávila e Pedro Aune |
19 de junho de 2014
Shows, livros e filmes celebram os 70 anos de Chico Buarque
"Imagino o artista num
anfiteatro, onde o tempo é a grande estrela. Vejo o tempo obrar a sua arte, tendo o mesmo artista como tela." (Tempo e Artista - Chico Buarque)
Hoje, 19 de junho de 2014, um nomes mais importantes da música brasileira, Chico Buarque, comemora 70 anos de vida e 50 anos de carreira. Para celebrar a data, diversos lançamentos estão agendados para acontecer, confira a matéria do site Virgula:
Os 70 anos de vida e os 50 anos de carreira do cantor Chico Buarque serão comemorados com shows e o lançamento de filmes e livros, mas terá no aniversariante a grande ausência, já que ele passará seu aniversário em Paris, onde decidiu se refugiar para terminar de escrever seu próximo romance.
O músico, conhecido por
sua introversão, preferiu fugir da agitação do Brasil durante a Copa do Mundo e
ficar dois meses na capital francesa para terminar seu quinto livro.
Chico quer entregar os
originais à editora em setembro para que possa ser lançado ainda este ano como
parte das comemorações pelos 70 anos do músico, que tem composições antológicas
em parceria com Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Edu Lobo e Caetano Veloso.
Para que essa ausência
não seja tão sentida, vários músicos programaram nesta semana shows que
revisitam a obra de Chico Buarque, que incluem suas canções mais intimistas, os
sambas e as letras de protesto que compôs durante a ditadura militar. Confira a matéria na íntegra clicando aqui
O site da Folha de S. Paulo publicou 70 curiosidades sobre Chico Buarque, veja aqui
Você também pode acessar posts do nosso arquivo relacionado ao aniversariante do dia, clique nos link para conferir: clique aqui
Para ficar por dentro de tudo que está acontecendo na MPB, siga o nosso perfil no twitter e curta a nossa página no Facebook
Na foto abaixo, a discografia de Chico Buarque:
7 de junho de 2014
Skank lança "Velocia", com canções que reafirmam o estilo da banda
Após um hiato de quase seis anos, o grupo mineiro Skank, acaba de lançar o álbum "Velocia". O disco tem participações de BNegão, Lia Paris e Nando Reis. O ex Titã assina seis faixas do novo trabalho. Confira a matéria que o site "Divirta-se" fez sobre o lançamento:
Fonte: Site
divirta-se.uai.com.br
Nando Reis assina seis parcerias no disco, que tem
participações de BNegão e Lia Paris. Confira:
“O que a gente queria era fugir da
busca obsessiva em fazer algo diferente, porque a qualidade nem
sempre está na inovação. O Skank tem uma assinatura, não dá para mudar isso.
Tem que honrar o lastro, o patrimônio. Não foi o caso de fazer um disco de
forma premeditada, mas simplesmente quando a gente se juntou para tocar, saiu
assim”, resume Samuel a respeito dos 10 meses em que o grupo passou concebendo
seu nono álbum de estúdio, produzido por Dudu Marote (o mesmo capitão dos
álbuns dos “milhões” 'Calango' e 'O samba poconé') e Renato Cipriano,
engenheiro de som que acompanha a banda já há alguns discos.
São 11 faixas, pinçadas de pelo menos 20 gravadas no estúdio da banda, Máquina, no São Bento. Até chegar ao resultado, houve duas escalas luxuosas: as cordas foram gravadas em Abbey Road (onde a banda mixou, por exemplo, 'Siderado', disco que fechou os anos 1990) e a mixagem e masterização foram realizadas, respectivamente, nos estúdios Avatar e Sterling Sound, em Nova York. O disco reafirma a parceria Samuel/Nando Reis. Até então principal letrista do Skank, Chico Amaral assina somente uma canção, 'A noite', enquanto o ex-titã escreveu seis músicas e participou, de maneira efetiva, de três delas (Alexia, Périplo e Galápagos).
“Ele
faz os filhos e
a gente cria, porque as músicas não vão para o show do Nando e sim do Skank.
Quando a gente gravou aquele especial para o canal VH1 (em 2010), enfileiramos
todas as músicas que fizemos juntos ao longo da carreira. O Nando tinha
participação minoritária, fazia duas músicas por disco. Mas, naquele especial,
ele ficou muito entusiasmado, disse que no próximo álbum do Skank queria fazer
todas as letras. Cogitamos até em fazer um disco só meu e dele, mas abortamos o
projeto. Ele estava muito animado, fez quase 10 músicas, ficou uma semana em
BH. E letristas que são músicos, como o Nando e o Chico, têm a métrica certinha
na cabeça”, continua o vocalista.
'Velocia', no entanto, inaugura outras parcerias. Confira a matéria na íntegra clicando aqui <
São 11 faixas, pinçadas de pelo menos 20 gravadas no estúdio da banda, Máquina, no São Bento. Até chegar ao resultado, houve duas escalas luxuosas: as cordas foram gravadas em Abbey Road (onde a banda mixou, por exemplo, 'Siderado', disco que fechou os anos 1990) e a mixagem e masterização foram realizadas, respectivamente, nos estúdios Avatar e Sterling Sound, em Nova York. O disco reafirma a parceria Samuel/Nando Reis. Até então principal letrista do Skank, Chico Amaral assina somente uma canção, 'A noite', enquanto o ex-titã escreveu seis músicas e participou, de maneira efetiva, de três delas (Alexia, Périplo e Galápagos).
'Velocia', no entanto, inaugura outras parcerias. Confira a matéria na íntegra clicando aqui <
Divulgação:
O Skank esteve na rádio Jovem Pan para divulgar o novo álbum, confira o áudio da entrevista
clicando aqui <
Confira também a matéria da revista Rolling Stone sobre Velocia, clique aqui <
Vanessa Freire/divulgação
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