21 de agosto de 2013

24 anos sem Raul Seixas

        Banner: página Raul Seixas

"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal." 
(Raul Seixas)

Fonte: Jornal do Brasil

Hoje faz 24 que o maluco beleza faleceu, Raul Seixas sofreu uma parada cardíaca, ocorrida durante o sono no Flat Service Residence Aliança, zona central de São Paulo, onde morava.

Cerca de dois mil fãs se despediram atirando flores e cigarros sobre a sepultura ao som de antigos sucessos do roqueiro cantados pela multidão e intercalados por gritos de "Raul não morreu".

Entre os altos e baixos de sua carreira, foi cultuado como lenda por seus admiradores catalogados em seu fã-clube, Raul Rock Clube: www.raulrockclub.com.br 

O cantor e compositor baiano foi formado em Filosofia e Direito e além de ter amplos conhecimentos em latim. Aos doze anos ele formou o conjunto de rock "Os Panteras" na capital baiana. Os Panteras chegaram a gravar um compacto, e um LP, no Rio, em 1969. Foram na contramão da Tropicália e o grupo de Raul não se destacou

Em 1972, durante o 7 Festival Internacional da Canção, o público ouviu "Let me sing" de parceria dele com Nadine, uma mistura de rock com baião.

Em 1973 saiu o compacto "Ouro de Tolo" com 60 mil cópias vendidas e o LP "Krig Há Bandolo". A partir daí, Raul Seixas e seu parceiro Paulo Coelho, atraíram multidões de fãs. Entre um LP e outro Raul Seixas escreveu um livro infantil e pensou em candidatar-se a um cargo político.

Os anos entre 78 e 82 não foram muito produtivo para Raulzito. Em 83 voltou com o disco "Raul" e um livro e no ano seguinte "Metrô Linha 743". E em 1986 lança "Uah Bap Lu lap béin bum" e em 88, "A pedra do Gênesis". Seu último show foi no Canecão em 21 de abril de 1988 em parceria com Marcelo Nova.

Raul Seixas e Marcelo Nova fizeram uma série de 50 shows por todo o país e inúmeras apresentações em emissoras de rádio.

Essa matéria foi publicada no Jornal do Brasil e pode ser acessada nesse link

           Assista o filme sobre a vida do Maluco Beleza

   Raul Seixas - O início, o fim e o meio
    
     (Raul Seixas 28/06/1945 - 21/08/1989)


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16 de agosto de 2013

5 anos sem o poeta do mar, Dorival Caymmi



Fonte: Portal EBC

Dorival Caymmi faleceu em sua casa, aos 94 anos, em 16 de agosto de 2008, no Rio de Janeiro, após enfrentar um câncer renal durante nove anos.

Em homenagem ao poeta do mar, o Portal EBC reuniu em uma página especial trechos do documentário "Um certo Dorival Caymmi", em que ele próprio relata histórias de sua vida que revelam como se formou o cantor e compositor. Para acessar a página, basta clicar aqui (dica: Clique em cima das figuras para acessar as histórias do compositor baiano)

Caymmi deixou como herança , marcada pela espontaneidade de quem cantava o que sentia pelo mundo ao redor. "Cantador não escolhe o seu cantar, canta o mundo que vê", diz uma de suas canções. As letras do compositor retratam o mar e a natureza, os pescadores, o povo negro, sua vida na Bahia e no Rio de Janeiro.

Nascido em 30 de abril de 1914, em uma casa de pessoas "musicais", como ele mesmo descrevia, Caymmi cresceu assistindo aos saraus promovidos pelo pai, Durval Henrique, em que ouvia a mãe, Aurelina, cantar músicas de variados estilos.

Foi ao lado de seu amigo de infância, José Rodrigues de Oliveira, o Zezinho, que Dorival se aventurou pelas ruas de Salvador e teve o primeiro contato com o rádio, cantando na Rádio Clube da Bahia.

Nessa época eles formaram o grupo Três e Meio, com os irmãos Deraldo e Luiz no tambor e pandeiro, respectivamente, Zezinho no cavaquinho e Dorival ao violão. Luiz era o irmão menor de Dorival, por isso o nome do conjunto.

O trio "e meio" se divertia reproduzindo músicas de Noel Rosa e Carmem Miranda, que eram sucesso na época. Mas mesmo fazendo apresentações e recebendo alguns cachês com seu trabalho, Caymmi não enxergava a música como atividade profissional, e resolveu viajar ao Rio de Janeiro para cursar direito.

A capital fluminense foi palco para a descoberta definitiva do artista Dorival Caymmi. Na rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho se impressionou com o jovem baiano recém-chegado à cidade e logo o apresentou à cantora Carmem Miranda - que daria projeção internacional a algumas de suas canções. Em pouco tempo, Dorival passou a integrar a elite dos cantores que faziam sucesso no rádio nos anos 1930 e foi, mais tarde, influência para artistas como João Gilberto, Caetano Veloso e Tom Zé.

Dorival Caymmi se casou com a também cantora Adelaide Tostes, que gostava de ser chamada de Stella e acabou apelidada de Stella Maris (do latim estrela do mar) pelo radialista César Ladeira. Os dois formaram uma família que carrega o talento como herança: os três filhos, Nana, Dori e Danilo Caymmi, também são músicos.

Mesmo com o sucesso, Caymmi permaneceu com suas características de tranquilidade e simplicidade até o fim da vida. Suas canções seguem como um grande legado representante da cultura baiana e da música brasileira.


Essa Matéria foi publicada no Portal EBC e pode ser acessada clicando aqui 

Concepção e textos: Ana Elisa Santana.
  
Ouça a biografia de Dorival Caymmi: 



O Porta EBC fez um hongout para lembrar os cinco anos sem o poeta do mar, assista aqui  


       Dorival, Dori e Nana Caymmi em um estúdio de gravação (acervo Família Caymmi) via Portal EBC

Vinícius de Moraes, Dorival Caymmi e Tom Jobim

     

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15 de agosto de 2013

Duas mulheres, duas vozes, duas cidades e muita música. O que une as capitais Porto Alegre e Curitiba é exatamente este duo, formado por Dani e Naíra


O Donna Duo -- formado pelas compositoras e intérpretes Daniela Zandonai e Naíra Derbértolis -- acabam de desembarcar no cenário da nova música brasileira e trazem na bagagem um belo cartão de visitas. Trata-se da música "Amor Gramatical", composta por Dani Zandonai.

O clipe  foi gravado nos estúdios da Gramofone Musical com direção de Alvaro Ramos e produção musical de Luis Piazzetta, e contou ainda com a participação luxuosa do trio instrumental Homem Que Diz, formado pelos músicos Eduardo Ramos (bandolim), Jonatan de Moraes (violão 7 cordas) e o percussionista Vinicius Cardoso.

Assista o clipe de Amor Gramatical:


Naíra e Dani além de cantoras, são também compositoras e multi-instrumentistas. Elas prometem trazer novas canções que devem ser incluídas num EP que será lançado em breve. Para ficar informado em primeira mão sobre o trabalho das jovens cantoras, basta curtir a página delas clicando aqui
Ouça mais músicas aqui: soundcloud.com/donnaduo




Crédito das fotos: Jaque Borba
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12 de agosto de 2013

Clara Nunes - Um ser de Luz


Se estivesse viva, Clara Nunes completaria 71 anos nesta segunda- feira.  A "mineira guerreira" conheceu o sucesso em 1971, quando lançou um disco homônimo. O álbum trazia elementos de ritmos africanos, reflexo de sua proximidade com as religiões africanas.

Nos anos 70, Clara, Alcione e Beth Carvalho ficaram conhecidas como o "ABC do samba". Em 1975, seu disco "Claridade", que trazia músicas como "Mineira", "Ê Baiana", "O Mar Serenou" e "Juízo Final", vendeu 600 mil cópias e igualou Clara a Roberto Carlos, o grande vendedor de discos na época.

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Clara Nunes), nasceu em Caetanópolis, Paraopeba, (MG), no dia 12/08/1942; Morreu no dia 2 de abril de 1983, aos 39 anos. Ficou em coma por quase um mês após sofrer um choque anafilático durante um cirurgia de varizes. 

Durante o período que esteve em coma, a clínica onde Clara esteva internada, no Rio de Janeiro, quase foi invadida por populares. Os fãs queriam mais informações do que os boletins emitiam e faziam vigílias por sua recuperação. Uma "clara" demonstração do amor que eles tinham pela cantora.

Fonte consultada: Época- Blog Mente Aberta


Homenagem: Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma Homenagem a Clara Nunes"


Foto: Washington Possato


O Teatro Municipal de Niterói recebe na terça-feira, 20 de agosto de 2013, às 19h, a cantora baiana Mariene de Castro, um dos principais nomes da nova geração do samba. Mariene está em turnê por todo o Brasil com o espetáculo "Ser de Luz" em homenagem à obra da saudosa cantora Clara Nunes. O repertório associa inesquecíveis canções na voz de Clara, com os maiores sucessos de Mariene. 

Serviço 

Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma homenagem a Clara Nunes", música 
Data: 20/08/2013 
Horário: 19h 

Duração: 90 minutos 
Ingresso: 60,00  
Classificação: Livre 

Teatro Municipal de Niterói 
Rua XV de Novembro 35, Centro/RJ 
Tel.: (21) 2620-1624


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10 de agosto de 2013

CHORANDO NA GAROA – MEMÓRIAS MUSICAIS DE SÃO PAULO


O professor universitário e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral, está lançando o livro Chorando na garoa - Memórias musicais de São Paulo 

Choro, Primeiro gênero urbano nacional, é o assunto destacado neste trabalho pioneiro. Composto por duas partes básicas, o livro traz em seu primeiro momento uma pesquisa bibliográfica narrando o contexto histórico socioeconômico e cultural que envolveu a formação do gênero. De forma didática, inclui verbetes sobre personagens e outros gêneros musicais com quem conviveu à época, isto é, meados do século XIX até os primórdios do século XX, período de seu aparecimento e consolidação no Brasil.

Nesta primeira parte, após os elementos descritos acima, a pesquisa relata também o aparecimento do choro em São Paulo, tema pouco tratado nos livros já existentes sobre o assunto. Levanta seus principais personagens, fatos e eventos históricos. Além disso, possibilita paralelamente uma perspectiva da evolução dos meios de difusão, como discos, rádio e TV, tendo em vista a presença dos chorões nestes meios.

O segundo bloco da obra traz 40 entrevistas com músicos, pesquisadores e personagens participantes das rodas de choro em diversos pontos da cidade. O objetivo dessas memórias, envolvendo diferentes idades, foi coletar depoimentos pessoais sobre suas vidas, carreira, experiências, locais e aspectos do choro de São Paulo, metrópole cosmopolita que abriga influências de todo o país e do mundo.

A publicação é o resultado de quatro anos de pesquisa e totalizou 532 paginas, tendo o prefácio do ilustre produtor e diretor Fernando Faro e pode ser adquirido nesse link: Livraria Cultura 

"Valorizar nossa cultura e apoiar a educação musical nas escolas 
é a contribuição que pretendemos fazer com este nosso esforço." 
                                (José de Almeida Amaral)

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