12 de agosto de 2013

Clara Nunes - Um ser de Luz


Se estivesse viva, Clara Nunes completaria 71 anos nesta segunda- feira.  A "mineira guerreira" conheceu o sucesso em 1971, quando lançou um disco homônimo. O álbum trazia elementos de ritmos africanos, reflexo de sua proximidade com as religiões africanas.

Nos anos 70, Clara, Alcione e Beth Carvalho ficaram conhecidas como o "ABC do samba". Em 1975, seu disco "Claridade", que trazia músicas como "Mineira", "Ê Baiana", "O Mar Serenou" e "Juízo Final", vendeu 600 mil cópias e igualou Clara a Roberto Carlos, o grande vendedor de discos na época.

Clara Francisca Gonçalves Pinheiro (Clara Nunes), nasceu em Caetanópolis, Paraopeba, (MG), no dia 12/08/1942; Morreu no dia 2 de abril de 1983, aos 39 anos. Ficou em coma por quase um mês após sofrer um choque anafilático durante um cirurgia de varizes. 

Durante o período que esteve em coma, a clínica onde Clara esteva internada, no Rio de Janeiro, quase foi invadida por populares. Os fãs queriam mais informações do que os boletins emitiam e faziam vigílias por sua recuperação. Uma "clara" demonstração do amor que eles tinham pela cantora.

Fonte consultada: Época- Blog Mente Aberta


Homenagem: Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma Homenagem a Clara Nunes"


Foto: Washington Possato


O Teatro Municipal de Niterói recebe na terça-feira, 20 de agosto de 2013, às 19h, a cantora baiana Mariene de Castro, um dos principais nomes da nova geração do samba. Mariene está em turnê por todo o Brasil com o espetáculo "Ser de Luz" em homenagem à obra da saudosa cantora Clara Nunes. O repertório associa inesquecíveis canções na voz de Clara, com os maiores sucessos de Mariene. 

Serviço 

Mariene de Castro em "Ser de Luz - Uma homenagem a Clara Nunes", música 
Data: 20/08/2013 
Horário: 19h 

Duração: 90 minutos 
Ingresso: 60,00  
Classificação: Livre 

Teatro Municipal de Niterói 
Rua XV de Novembro 35, Centro/RJ 
Tel.: (21) 2620-1624


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10 de agosto de 2013

CHORANDO NA GAROA – MEMÓRIAS MUSICAIS DE SÃO PAULO


O professor universitário e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral, está lançando o livro Chorando na garoa - Memórias musicais de São Paulo 

Choro, Primeiro gênero urbano nacional, é o assunto destacado neste trabalho pioneiro. Composto por duas partes básicas, o livro traz em seu primeiro momento uma pesquisa bibliográfica narrando o contexto histórico socioeconômico e cultural que envolveu a formação do gênero. De forma didática, inclui verbetes sobre personagens e outros gêneros musicais com quem conviveu à época, isto é, meados do século XIX até os primórdios do século XX, período de seu aparecimento e consolidação no Brasil.

Nesta primeira parte, após os elementos descritos acima, a pesquisa relata também o aparecimento do choro em São Paulo, tema pouco tratado nos livros já existentes sobre o assunto. Levanta seus principais personagens, fatos e eventos históricos. Além disso, possibilita paralelamente uma perspectiva da evolução dos meios de difusão, como discos, rádio e TV, tendo em vista a presença dos chorões nestes meios.

O segundo bloco da obra traz 40 entrevistas com músicos, pesquisadores e personagens participantes das rodas de choro em diversos pontos da cidade. O objetivo dessas memórias, envolvendo diferentes idades, foi coletar depoimentos pessoais sobre suas vidas, carreira, experiências, locais e aspectos do choro de São Paulo, metrópole cosmopolita que abriga influências de todo o país e do mundo.

A publicação é o resultado de quatro anos de pesquisa e totalizou 532 paginas, tendo o prefácio do ilustre produtor e diretor Fernando Faro e pode ser adquirido nesse link: Livraria Cultura 

"Valorizar nossa cultura e apoiar a educação musical nas escolas 
é a contribuição que pretendemos fazer com este nosso esforço." 
                                (José de Almeida Amaral)

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9 de agosto de 2013

Luis Aranha nos convida para um gostoso mergulho na alma humana.

Luis Aranha se prepara para o lançamento de seu primeiro disco, em show a ser realizado no SESC Vila Mariana/SP, nos próximos dias 10 e 24 de agosto, às 13h30, gratuitamente.                                                                                                                                                                                                                                                                                                 


As primeiras lembranças musicais de Luis Aranha misturam as fitas-cassete e LP's de seu pai aos concertos regidos pelo maestro Eleazar de Carvalho que ele, ainda menino, assistiu levado pela escola. Desta forma em casa, na escola e nas longas viagens de carro e de uma maneira muito natural foi apresentado ao universo eclético da música de Chico Buarque, Tom Jobim, Elis Regina, Clara Nunes, Jacob do Bandolim, Caetano Veloso, Frank Sinatra, Michael Jackson, Louis Armstrong, W. A. Mozart, L. van Beethoven e tantos outros. Foi nesta atmosfera musical que o paulistano cresceu empenhado mesmo em jogar bola e subir em árvores.

A adolescência e os amigos lhe trouxeram o rock de Led Zeppelin, Queen, Black Sabbath, Steve Vai, Beatles e com eles a vontade de aprender a tocar guitarra. Com 14 anos começou a fazer aulas e a música foi adquirindo contornos mais definidos e consistentes em sua vida.
Aos 17 anos vieram as primeiras composições, o encantamento pelo violão e, um ano depois, o bacharelado em música na Unicamp, onde teve aulas com alguns dos melhores violonistas do país.

Depois de ser contemplado com o prêmio Myriam Muniz da Funarte 
2006/2007, e indicado em 2011/2012 ao Prêmio Shell por trabalhos realizados no teatro musical, ainda em m 2011 gravou seu primeiro EP e em 2012 lançou o videoclipe “ONDE BATE SOL” ainda com a versão do EP num movimento de gestação e produção do disco homônimo feito somente com composições próprias.
E agora, em 2013, 
o cantor, compositor, violonista e diretor musical lança o seu primeiro disco solo, intitulado “Onde Bate Sol”.

Uma mistura fina, não existe termo para melhor definir o disco de Luis Aranha. C
omposto de 11 faixas, sendo uma faixa bônus.  Amparado pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo através do ProAc e patrocinado pela AMBEV, o disco foi produzido por Rogério Bastos (Tom Zé) e teve arranjos para quarteto de cordas e quinteto de metais feitos por Rodrigo Morte, atual diretor da Orquestra Sinfônica de Campinas. As canções de Luis Aranha transitam por diversos gêneros musicais, mostrando grande influência de mestres da canção brasileira, mas sem deixar de imprimir sua personalidade ao trabalho.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             
O disco é muito bem amarrado,  pode ser entendido em três partes. Começa com a faixa 'Não Peço Socorro', um samba 
clássico que recebeu um riff de guitarra com distorção e nos mostra de saída as referências e fusões que o disco apresentará ao longo de suas faixas. Na sequência, 'Sentado na Soleira' e 'Valsa para um encontro', nos mostram as vertentes rurais e românticas. O prólogo se encerra com 'Mistura Fina' (faixa 4).                                                                                                                                           
Devidamente apresentado, o compositor nos convida a um mergulho pelos caminhos e descaminhos do amor numa espécie de suíte em três movimentos: 'Teu Tempo' (o início), 'Acalanto' (o fim) e 'O Amanhã' (o recomeço).                                                                   
Depois dessa “Travessia”, no sentido roseano da palavra, o caminho começa a se iluminar. É a 
parte “Onde Bate Sol” que começa com 'Tem Canção', seguida pela faixa que dá título ao disco, e termina num final apoteótico com o frevo 'O Amor na Banguela'. A faixa bônus é fruto de uma história contada por uma aluna de 8 anos.                                                                                                                                                                          

A banda que o acompanha é formada pelo baterista e co-produtor do trabalho Rogério Bastos (Tom Zé e Vanessa Bumagny), pelo baixista Edu Malta ( Anaí Rosa, Zé Barbeiro e Celso Pixinga) e pelo guitarrista Zeca Loureiro (Mariana Aydar, Zé Geraldo e Marlui Miranda). O álbum, intitulado "Onde Bate Sol", já está sendo distribuído pela Tratore e chega as lojas ainda em agosto. A distribuição virtual mundial está sendo feita pela Believe Digital, uma das maiores empresas desse segmento.

Com 11 faixas que passeiam por diversos gêneros da música brasileira, arranjos com cordas e metais, Luis Aranha nos convida para um gostoso mergulho na alma humana.


Confira um pouco do trabalho de Luis Aranha:                                                                                                                                                                                                                                                              
                                                                                

                                                                



                                                                                                                                                                                      Siga o Clube da MPB nas redes: Facebook + Twitter + Instagram

7 de agosto de 2013

Um Abraçaço para Caetano Veloso! o baiano completa 71 anos hoje


Hoje o cantor e compositor baiano Caetano Veloso completa 71 anos esbanjando energia e em plena atividade.

Em turnê no Brasil com o show de seu CD mais recente, "Abraçaço", Caetano já se prepara para registrar esse show em um DVD que será gravado pelo canal Multishow no dia 16/08/2013.

Confira a biografia e alguns momentos marcantes da carreira do aniversariante do dia:


O baiano Caetano Emanuel Viana Telles Veloso nunca imaginou que, saindo de uma pequena cidade do Recôncavo Baiano, faria tanto sucesso pelo Brasil afora e seria umas das principais expressões da Música Popular Brasileira. Mas foi isso o que aconteceu.

Nascido em 07 de agosto de 1942, em Santo Amaro da Purificação, a 73 quilômetros de Salvador, Caetano Veloso, como ficou conhecido por todo o país, já sabia, desde pequeno, o que queria ser na vida: com pouco mais de 4 anos de idade, o irmão de Maria Bethânia já compunha A Tua Presença Morena, revelando seus dotes artísticos.

Mas, sua trajetória musical começou, realmente, quando se mudou com a família para Salvador no início dos anos 60. A capital baiana vivia um momento de efervescência cultural e Caetano aproveitou sua paixão pela música e pela bossa nova de João Gilberto e começou a tocar em barzinhos da cidade. Foi em Salvador, também, que Caetano conheceu o parceiro Gilberto Gil. Do fruto dessa amizade surgiram composições como No dia em que eu vim-me embora, Panis et CircensesSão JoãoXangô MeninoHaitiCinema NovoDada, entre outras.

Nesse período, também, conheceu Gal Costa e Tom Zé, futuros componentes da Tropicália. Seu primeiro trabalho musical foi uma trilha sonora para a peça 'O Boca de Ouro', de Nelson Rodrigues. O mesmo diretor, Álvaro Guimarães, também o convidou para, logo em seguida, compor a trilha de 'A exceção e a regra', de Bertolt Brecht. Esses trabalhos influenciaram, definitivamente, o futuro de Caetano, fazendo-o decidir pela vida de cantor-compositor.

A primeira oportunidade como profissional
A carreira profissional de Caetano começou sob a influência da irmã Bethânia, que foi chamada ao Rio para substituir a cantora Nara Leão no show 'Opinião', sucesso em 1965. A pedido do pai Zezinho Veloso, ele acompanhara a irmã. No mesmo ano, Bethânia gravouÉ de Manhã, de Caetano, e a música marcou sua estréia com um compacto simples. O primeiro disco 'Domingo' veio apenas em 1967, no qual cantava ao lado de Gal Costa.

Momentos difíceis do país
O Brasil vivia momentos de repressão por parte do governo militar. Com a liberdade de expressão proibida, os artistas tentavam, a todo custo, quebrar as barreiras da censura. Caetano era um dos revoltados com a situação pela qual passava o país. Junto com Gil, lançou o movimento cultural Tropicalista na tentativa de expressar seu inconformismo. Através do deboche, da irreverência e da improvisação, o tropicalismo revoluciona a MPB, utilizando-se de elementos estrangeiros fundidos com a cultura brasileira (a filosofia antropofágica do modernista Oswald de Andrade) e baseando-se na contracultura. 

O movimento foi lançado no Festival de MPB da TV Record, em 1967, com as músicasAlegria, Alegria, de Caetano, e Domingo no Parque, de Gil, que se tornaram hinos da juventude da época. Em 1968, no auge do movimento, Caetano lançou o álbum Tropicália, junto com Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé.

A parceria com Gilberto Gil estendeu-se da música e foi parar na vida dos dois artistas. O choque de idéias com a ditadura militar ocasionou a prisão dos dois, em São Paulo, e impôs o exílio na Inglaterra, em 1968. Entretanto, a barreira geográfica não impediu que os protestos continuassem e, de Londres, Caetano enviou artigos para o jornal O Pasquim e músicas para diversos intérpretes como Gal Costa, Maria Bethânia, Elis Regina, Erasmo e Roberto Carlos.

A volta para o Brasil

Em 1972, Caetano retornou ao Brasil e passou por um momento de alta criatividade. Até o final dos anos 70, muitos sucessos como TigresaLeãozinhoOdara eSampa foram lançados. O encontro com os antigos companheiros Gal, Bethânia e Gil resultou, em 1976, na formação do grupo Doces Bárbaros. O show excursionou por São Paulo e outras dez cidades brasileiras, revivendo antigos sucessos, e resultando na gravação de um LP. Em 1993, a parceria com Gilberto Gil foi retomada e juntos lançaram o disco 'Tropicália 2'.

Multimídia, Caetano também se arriscou em outras formas de arte. Em 1986 comandou, ao lado de Chico Buarque, o programa de televisão da Rede Globo 'Chico & Caetano', onde cantavam e traziam convidados. Essa experiência na televisão ajudou a quebrar a imagem de que os dois músicos não se davam bem. No cinema, ele dirigiu o filme O Cinema Falado e, como escritor, sua estréia foi Verdade Tropical, no qual faz um relato pessoal sobre os principais aspectos e acontecimentos relacionados ao movimento tropicalista.

A ousadia continua sendo uma marca registrada de Caetano. Prova disso é o CD 'A Foreign Sound', lançado em 2004, com regravações de músicas americanas.


Assista: 
Documentário "Uma noite em 67"

             

        Doces Bárbaros:
           


Caetano Veloso 70 anos



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6 de agosto de 2013

Biografia de Adoniran Barbosa:



"Não posso ficar nem mais um minuto com você/ Sinto muito amor, mas não pode ser/ Moro em Jaçanã/ Se eu perder esse trem/ Que sai agora às onze horas/ Só amanhã de manhã." Se existem brasileiros que não conhecem esses versos do samba "Trem das Onze", eles são certamente muito poucos. Obras como "Trem das Onze", "Saudosa Maloca" e "Samba do Arnesto" já se tornaram parte do patrimônio artístico nacional.

As músicas de Adorinan Barbosa conquistaram os paulistanos, em particular, e os brasileiros, em geral, por retratarem o cotidiano das camadas mais simples da população urbana da capital paulista, com erros intencionais de português, que mostram a maneira de falar dos moradores de origem italiana de bairros como a Barra Funda, o Bexiga e o Brás.

Na verdade Adorinan Barbosa era o pseudônimo de João Rubinato. Nesse nome artístico, ele misturava camaradagem e criatividade: Adoniran era o nome de seu melhor amigo e Barbosa, uma homenagem ao cantor Luiz Barbosa.

Sétimo filho de uma família de imigrantes italianos, nascido em Valinhos, Adoniran mudou-se para Jundiaí na infância e aos 14 anos radicou-se em Santo André, na grande São Paulo, tendo que trabalhar para ajudar a família. Como havia abandonado os estudos, foi entregador de marmitas, carregador, encanador, pintor, garçom, metalúrgico e vendedor.

Aos 22 anos, na capital, arrumou emprego numa fábrica de tecidos e participou de programas de calouros no rádio. Compôs seus primeiros sambas, "Minha Vida se Consome", em parceria com Pedrinho Romano, e "Teu Orgulho Acabou", com Viriato dos Santos, em 1933.

No ano seguinte, com a marcha Dona Boa, feita em parceria com J. Aimberê, conquistou o primeiro lugar num concurso carnavalesco promovido pela prefeitura de São Paulo. Em 1941 foi convidado pela Rádio Record para trabalhar como ator cômico, discotecário e locutor.

Lá, conheceu o conjunto Demônios da Garoa, que incentivou Adoniran na ideia de cometer erros gramaticais nas letras das músicas. O grupo gravaria seu primeiro sucesso, "Saudosa Maloca", composto em 1955. Na seqüência viriam "Samba do Arnesto", "As Mariposas", "Abrigo de Vagabundo" e a famosa "Trem das Onze". Uma de suas últimas composições, "Tiro ao Álvaro", foi gravada por Elis Regina em 1980.

Adoniran Barbosa
Compositor e cantor paulista
(*06/08/1910, Valinhos (SP)  + 23 /11/1982, SP)

Veja o "Programa Ensaio" dedicado a Adoniran Barbosa. Apresentação de Fernando Faro/TVCultura:

                  


Assista  também o especial "Por toda minha vida" produzido pela Rede Globo em homenagem ao compositor paulista: 

                       


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