15 de junho de 2013

24º Prêmio da Música Brasileira

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Na ultima quarta feira, aconteceu, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro a 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira.




O evento, que nessa edição foi apresentado por Zélia Duncan e Adriana Calcanhotto,  homenageou o mestre Antonio Carlos Jobim, e reuniu artistas de vários gêneros musicais e gerações. Uma mistura deliciosa que tem as cores e a cara do Brasil.

O teatro municipal, que já é um cenário inspirador e belo por si, ficou ainda mais esplandecente repleto de estrelas da nossa música. Artistas consagrados como Erasmo Carlos, Luiz Melodia, Pedro Luís, Diogo Nogueira, Roberta Sá, Lenine, Chico César, Luciana Melo, e nomes da nova geração, que vem conquistando, cada vez mais, corações e ouvidos do público da boa música brasileira, tais como Mariene de Castro, João Cavalcanti, Bruna Caram, Luísa Maita, Liz Rosa, Antonia Adnet, Cris Delano e Nina Becker, estão entre os que marcaram presença nessa noite emocionante.                                  
                                                                                                                                                                   
                                                                         
Fotos: Carina Storelly
   
                                                                                   
                                                             

Um evento que homenageia Tom Jobim não poderia ser nada menos que lindo, e pra tudo ficar ainda mais belo,  entre uma categoria e outra, os convidados e indicados foram presenteados com apresentações de alguns dos nossos melhores artistas, cantando e homenageando o maestro.

Nana Caymmi foi a primeira a subir ao palco, cantando "Por causa de você". Em seguida foi a vez da Céu, emprestar todo seu talento para "Insensatez". A moça não estava na sua noite mais inspirada, sem o vigor que costumamos ver da moça.                                                                                                                                           
                                                                  





João Bosco
, emocionou a todos com sua belíssima interpretação de "Dindi", João é o que se pode chamar de "macaco velho", com segurança absoluta e uma propriedade que só pertence aos grandes mestres, ele deu um show cantando essa, que é uma das mais queridas canções da música brasileira.
                                                                             

                                                                                                        

                                                                                                                                                                   
A
Nova Banda, que foi montada por Tom na década de 80, agora, composta por Paulo Jobim, Daniel Jobim, Paula Morelenbaum e Danilo Caymmi, apresentou a aclamada "Wave". E a pesar dos deslizes cometidos por Danilo Caymmi, que errou a letra e chegou a engasgar, a Nova Banda fez uma apresentação gostosa, bem ao estilo Tom Jobim, com direito a violão, piano e flauta. Bem diferente de Maria Gadú, que sempre com seus arranjos bem característicos, emprestou bastante de seu estilo para "Chega de Saudade", esse sambinha delicioso, composto por Tom a mais de meio século, e que foi um verdadeiro divisor de águas na história da música brasileira.


O trio formado por
Leny Andrade, Leila Pinheiro e Tulipa Ruiz fez bonito ao cantar os clássicos da Bossa, "Garota de Ipanema","Desafinado" e "Brigas Nunca Mais". As três estavam a vontade e e bem entrosadas, o que resultou num excelente show.
                                                                                 

                                                           

As encantadoras Mônica Salmaso e Rosa Passos deixaram no público aquele sorriso fácil. Mônica, sempre elegante em seu cantar, foi impecável ao interpretar “Derradeira Primavera”.  Rosa Passos, com a suavidade de sempre, escolheu cantar “Inútil Paisagem" nessa noite.  Ambas possuem lindas vozes e afinação perfeita, posso apostar que Tom teria adorado as apresentações. 

                                                                                 
                                                                                               
O grande espetáculo da noite
, porém, ficou por conta dos portugueses Carminho e António Zambujo. Eles subiram ao palco representando todos os artistas internacionais que gravaram Tom.  Em dueto, cantaram “Sabiá”, canção de Tom em parceria com Chico Buarque de Holanda, que possui uma linda letra. A interpretação dos portugueses, que tem várias parcerias com cantores brasileiros, foi forte e emocionante. Eles levantaram a platéia.
                                                                             

                                                                                     


Pra encerrar a noite, o todo poderoso
Ney Matogrosso emprestou todo o seu charme a canção “Se todos fossem iguais a você”, de autoria de Tom Jobim com seu grande parceiro, Vinícius de Moraes. Ney com toda sua presença e domínio de palco foi a escolha perfeita para o "gran finale".
                                                                                 

Fotos: Carina Storelly
                                                                                 



Os grandes vencedores da noite foram Maria Bethânia,  Cauby Peixoto, Moraes Moreira, Caetano Veloso, João Bosco e Mário Adnet. Levando dois prêmios, cada um.
Bethânia, foi a grande vencedora nas categorias, melhor cantora de mpb e melhor canção, por "carta de amor", em parceria com Paulo César Pinheiro. Uma pena ela não ter ido prestigiar o evento, e receber o prêmio em mãos. Cauby Peixoto levou melhor cantor e melhor álbum popular, por "Minha Serenata" 
O grande Moraes Moreira, abocanhou, o posto de melhor cantor e melhor álbum regional do ano.  Caetano Veloso, além de ganhar como melhor cantor na bizarra categoria, Pop/Rock/ Reggae/HipHop/Funk, também levou o prêmio por melhor projeto visual, pelo trabalho desenvolvido no disco "abraçaço". João Bosco levou a melhor como melhor cantor de mpb e melhor álbum de mpb, com "40 Anos Depois" e Mário Adnet ganhou nas categorias Projeto Especial e Projeto Visual + Arranjador, com o trabalho "Vinicius & Os Maestros"

Pouco houve de surpreendente nessa edição do Prêmio da Música Brasileira, de fato todos os escolhidos foram inquestionáveis. Somente houve expectativas nas categorias melhor cantora de mpb, onde alguns esperavam que Roberta Sá levasse o prêmio em vez de Maria Bethânia. E na categoria melhor cantora de Pop/Rock/ Reggae/HipHop/Funk, onde as cantoras Zélia Duncan, Tulipa Ruiz e Céu, conseguiram deixar confusos os apostadores. No fim Zélia Duncan levou a melhor. Surpresa mesmo ficou por conta da vitória de Rodrigo Campos na categoria revelação. A vitória do jovem de Rodrigo, embora surpreendente, poís todos esperavam que Alice Caymmi levasse essa, foi justíssima, Ele vem fazendo um belo trabalho e conseguiu bastante espaço, promete ainda ser um nome muito ouvido. 

Essa foi a 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira. Uma noite em homenagem a Tom Jobim, cheia de expectativas e torcida. Todos temos nossos favoritos, mas essa festa não é só dos vencedores, essa festa é da música brasileira. Todos nós ganhamos
. Viva a Música Popular Brasileira!
                                                                                       
                                                                               

Fotos: Carina Storelly
                                                                                                                                                


Veja a lista completa de vencedores em: 24º Premio da Música Brasileira - Vencedores



7 de junho de 2013

07/06/2013. 24 anos sem o canto livre de Nara Leão



Hoje faz 24 anos que perdemos uma das vozes mais suaves e significativas que ecoaram no Brasil de 1964 até 1989. 

Foi a musa da bossa nova dos geniais Tom Jobim e Vinicius de Moraes, cantou sambas de morro de compositores do quilate de Cartola e Nelson Cavaquinho, e como não lembrar do "Espetáculo Opinião"?, ao lado de figuras como João do Vale e Zé Keti, Nara Leão deu voz a canções de protesto, brilhou também ao lado de Chico Buarque no segundo festival de música popular brasileira/1966, com a música "A Banda", tendo a mesma vencido o festival. 

 Além disso, Nara aderiu ao movimento tropicalista, liderado por Gil e Caetano, tendo participado do disco-manifesto do movimento: Tropicália ou Panis et Circensis, lançado pela Philips em 1968 e disponível hoje em CD. Ou seja,  além de ter revelado grandes compositores, participou dos principais movimentos de música brasileira na década de sessenta. 

Contradição? traiu todos os movimentos que participou?

Você provavelmente já deve ter ouvido isso por aí, mas o fato é que Nara Leão não se limitava a cantar um estilo ou um movimento, Nara cantava a música que ela acreditava, cantava o que era preciso, e o que ela sentia. Ela não tinha medo do que os outros iam pensar, tudo isso fez de Nara uma das cantoras de maior personalidade na MPB.

                          Veja a  discografia de Nara Leão:   
                                      (fonte: site oficial Nara Leão)
"Sua voz quando ela canta, me lembra um pássaro, mas não um pássaro cantando, lembra um pássaro voando." 
(Ferreira Gullar)


O Pioneirismo de Nara Leão:

Nara foi a primeira cantora a gravar um disco inteiro só com músicas de Roberto e Erasmo Carlos. E isso, numa época que Roberto Carlos sofria um certo preconceito da MPB. Por causa da Jovem Guarda, mutos o viam como brega. Hoje virou cult, todos querem gravar e tocar Roberto, mas naquela época não era bem assim. Desculpem as outras, mas Nara foi a primeira!

Além disso, Nara Leão foi uma das primeiras cantoras a gravar Chico Buarque, no seu quinto disco, "Nara Pede Passagem" de 1966,  Nara gravou 3 canções de Chico, são elas: "Olê, Olá", "Pedro Pedreiro" e "Madalena foi Pro Mar"
   
Nara foi a primeira cantora a gravar um disco no formato CD (Compact disc)
O álbum foi gravado em 1985 no Japão, ao lado de seu amigo e produtor Roberto Menescal, ela gravou um disco com repertório dedicado a Bossa Nova, cujo título é Garota de Ipanema.

Homenagens:
Em janeiro de 2012, a filha de Nara Leão, Isabel Diegues, criou um site em homenagem a mãe e disponibilizou toda a discografia de Nara para audição. Além disso o site contém fotos raras e material de acervo. Para acessar o site de Nara Leão, basta clicar nesse link: Nara Leão  << Clique aqui

Caixa com 13 discos Recupera fase de ouro de Nara Leão
 (Folha de S.Paulo) Por Lucas Nobile. (19/05/2013)


Nascida numa família de classe média, a garota da zona sul impressionou crítica e público ao dar voz a sambistas do morro, como Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé Keti.
Mais de duas décadas depois da morte de Nara (1942-1989), o repertório do período mais significativo da trajetória da cantora, os anos 1960, é relançado em uma caixa com 12 discos de carreira e um duplo com raridades.

Com o título de "Nara Leão - Samba, Festivais e Tropicália", a compilação foi feita por Rodrigo Faour.
Inicialmente, o jornalista e produtor fora convidado para organizar um CD duplo com raridades de Nara.

No repertório, reuniu gravações não incluídas em discos de carreira da cantora, mas em trilhas de filmes como "Quando o Carnaval Chegar", de peças como
"Quincas Berro D'Água" e de registros ao vivo ou em compactos de Sidney Miller e Dulce Nunes, dos quais Nara participou.

"Hoje, um playboyzinho gravar Cartola é comum e bobo. Naquela época não, aqueles compositores estavam esquecidos. A Nara teve ousadia, bom gosto de repertório, critério e ética, que caíram em desuso hoje", diz o produtor.

Faour ampliou a proposta original e agregou ao projeto o relançamento de 12 álbuns, que compreendem um período de cinco anos na carreira de Nara: vão do primeiro LP dela, "Nara" (1964), até o disco "Coisas do Mundo" (1969).

"Bossa, samba de morro, músicas de protesto: a Nara sempre esteve na vanguarda. Fez uma revolução de comportamento", diz o cineasta Cacá Diegues, que dirigiu "Quando o Carnaval Chegar" e foi casado com a cantora por dez anos, de 1967 a 1977.

NARA LEÃO - SAMBA, FESTIVAIS E TROPICÁLIA
ARTISTA Nara Leão
GRAVADORA Universal Music
QUANTO R$ 235, em média

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                Veja abaixo uma galeria de fotos. (fonte: Site oficial de Nara Leão)

                 Nara Leão e Chacrinha:
     Nara leão com os filhos Francisco e Isabel Diegues:
      Nara Leão e Chico Buarque:



Quer se aprofundar na biografia de Nara Leão? Para acessar uma matéria que conta um pouco mais da trajetória de Nara Leão, basta clicar nesse link e navegar pelo nosso arquivoNara Leão, uma cantora de Opinião <<< Clique aqui 

4 de junho de 2013

2013. O ano das homenagens na MPB



O ano está apenas chegando na metade, e já podemos dizer que  2013 vai ficar marcado pelas homenagens. Fizemos uma pesquisa do que já foi feito até agora e vamos citar algumas aqui.

Prêmio da Música Brasileira homenageia Tom Jombim:

O maestro Tom Jobim será o grande homenageado do Prêmio da Música Brasileira neste ano. Tom foi o escolhido pelos organizadores pelo fato de 2013 marcar os 50 anos do lançamento de seu 1º álbum solo,The Composer of Desafinado: Plays.

Pelo mesmo motivo, Tom foi eleito para ser celebrado no projeto "Nívea Viva Tom Jobim", que traz a cantora Vanessa da Mata interpretando as canções do compositor carioca.

Além de destacar as melhores iniciativas da música brasileira, o prêmio presta, a cada ano, uma homenagem a um grande nome da música. O primeiro foi Vinicius de Moraes. Depois, vieram nomes como Elis Regina, Clara Nunes, Maysa, Elizeth Cardoso, Milton Nascimento, Angela Maria e Cauby Peixoto, Dominguinhos, Lulu Santos e João Bosco.

A premiação, que chega a sua 24ª edição, foi criada em 1988 pelo empresário José Maurício Machline. Originalmente chamado de Prêmio Sharp, a iniciativa tem, há quatro anos, o patrocínio da Vale. (Blog Mente Aberta/Época)
Nívea Viva Tom Jobim:


Vanessa da Mata iniciou no mês de Abril a turnê promovida pela Nívea, batizada de "Nívea Viva Tom Jobim"  a turnê começou no dia 09 de abril no Rio de Janeiro para convidados e imprensa,  as outras cidades que receberam os shows são: Recife, Salvador, Brasília, São Paulo e Porto Alegre, e novamente Rio de Janeiro com o show de encerramento. (Todos os shows são gratuitos). Para saber mais informações, clique aqui <<


Teresa Cristina canta Roberto Carlos
A cantora Teresa Cristina habituada a trilhar o caminho da lapa, deu carona ao grupo de rock "Os outros" e se aventurou com elegância  pelas curvas da "Estrada de Santos", mas isso são apenas detalhes. Se você ainda não ouviu, fica a dica. Um tributo à altura do rei. Confira a capa e as faixas presentes no álbum:


Faixas do CD:

1. Ilegal, Imoral ou Engorda
2. A Janela
3. Como 2 e 2
4. Proposta
5. O Moço Velho
6. Do Outro Lado da Cidade
7. O Portão
8. Você Não Serve Pra Mim
9. Quando
10. Nada Vai Me Convencer
11. Cama e Mesa
12. I Love You
13. As Curvas da Estrada de Santos
14. Despedida


 Lulu canta e toca Roberto & Erasmo
 Lulu Santos, ícone da geração Pop Rock que se estabeleceu no começo dos anos 80 e referência máxima na música brasileira, o artista não para de se reinventar, Lulu acabou de gravar um álbum inteiramente dedicado a dupla Roberto e Erasmo. Com sensibilidade apurada o cantor deu vida a 13 canções do repertório da dupla Roberto e Erasmo. Nem precisa falar muito, o trabalho tem o padrão de qualidade Lulu Santos.

Vale lembrar que Roberto já foi tachado de brega e hoje sua obra vem ganhando estatus de cult, sendo reverenciada por grandes nomes da MPB, inclusive pelas novas gerações, que estão redescobrindo as canções do rei.


Faixas do CD:

1. As Curvas da Estrada de Santos 
2. Minha Fama de Mau 
3. Se Você Pensa 
4. Influência do Blues (Vinheta) 
5. Sou Uma Criança, Não Entendo Nada 
6. Como É Grande o Meu Amor Por Você 
7. Sentado À Beira do Caminho 
8. Não Vou Ficar 
9. Festa de Arromba 
10. Quando  
11. Você Não Serve Pra Mim 
12. Eu Te Darei o Céu 
13. É Preciso Saber Viver 
14. Emoções 
15. Boogaloop (Vinheta) 


Rosa Passos canta músicas de Djavan no CD "Samba Dobrado"

A baiana Rosa Passos gravou recentemente um álbum com canções do cantor Djavan, "Samba Dobrado"
O álbum reúne 12 músicas gravadas por Djavan entre 1975 e 1992, além da inédita "Doce Menestrel" composta por Rosa e Fernando de Oliveira em homenagem ao compositor alagoano. 










1. Pedro Brasil (Djavan, 1981)
2. Linha do Equador (Djavan e Caetano Veloso, 1992)
3. Maçã (Djavan, 1987)
4. Faltando um pedaço (Djavan, 1981)
5. Capim (Djavan, 1982)
6. Pétala (Djavan, 1982)
7. Lei (Djavan, 1986)
8. Pára raio (Djavan, 1976)
9. Cigano (Djavan, 1989)
10. Samba dobrado (Djavan, 1978)
11. Fato consumado (Djavan, 1975)
12. Serrado (Djavan, 1978)
13. Doce menestrel (Rosa Passos e Fernando de Oliveira, 2013)

Renato Russo é homenageado em "Somos Tão Jovens"

O longa do diretor Antonio Carlos da Fontoura conta a história dos primeiros anos de carreira de Renato Russo. Em 1973, ele se muda para Brasília com a família. Obrigado a permanecer em casa por conta de uma doença, aos poucos passa a se interessar por música. Quando melhora dos problemas de saúde, funda a banda Aborto Elétrico e, posteriormente, a Legião Urbana.

 No filme, Renato revive suas inquietações musicais, existenciais, políticas, poéticas e amorosas e dá a chave para a compreensão de algumas das célebres músicas que compôs no período, como “Ainda é cedo”,
 “Tédio (com um T bem grande pra você)”, “Eduardo e Monica”, “Veraneio vascaína”, “Que país é este?”, “Faroeste caboclo”, entre outras. 




Martinho da Vila é homenageado com Sambabook

Depois de estrear homenageando João Nogueira, agora é a vez de Martinho da Vila (75 anos)  receber as suas "Flores em Vida".  O projeto foi registrado em CD/DVD e Blu-ray e recebeu intérpretes que vão de Paulinho da Viola a Pitty, de Ney Matogrosso a Casuarina. E no livro “Discobiografia” (Casa da Palavra) — parte do “Sambabook”, que inclui ainda um fichário com 60 partituras e um aplicativo para celulares e tablets, percebe-se que mais que um “sambista”, “autor sofisticado” ou “partideiro devagar”, há um artista que o tempo todo reflete sobre sua obra e sobre onde quer chegar.
Leia mais em: O Globo/Cultura



Milton Nascimento

Musical passeia por 50 canções do artista mineiro:




 Homenagem aos 50 anos de carreira e 70 de vida de Milton Nascimento, o musical em nada se parece com as superproduções costumeiras de Charles Müller e Cláudio Botelho, dupla responsável pelo renascimento do gênero no país.

"Nada Será como Antes... " é um espetáculo intimista protagonizado por Cláudio Lins, filho de Ivan Lins, Pedro Sol, Estrela Blanco entre outros 11 artistas que cantam e tocam instrumentos. A ação se passa dentro de uma casa mineira, reduto criativo de um grupo de jovens artistas. "Eles formam uma espécie de um clube da esquina que ficou esquecido no interior", resume Müller.

O musical dispensa efeitos especiais, figurinos e coreografias estonteantes, além de uma dramaturgia convencional para centrar-se na obra de Milton Nascimento.

Sem qualquer diálogo, as letras das músicas se transformam na dramaturgia do musical, que foi dividido em quatro blocos, cada um simbolizando uma estação do ano.
Músicas como "A Cigarra" e "Um Girassol da Cor de seu Cabelo" evocam a primavera, iluminando a faceta criativa de Milton Nascimento.

Composições solares como "Bola de Meia, Bola de Gude" compõem o verão. "Caçador de Mim" e "Encontros e Despedidas" dão um clima outonal à cena, representando a época em que a carreira de Milton começa a ser influenciada pela ditadura política. O inverno é retratado por canções que marcam a fase mais negra dos militares. "É como se cada música fosse uma peça, com começo meio em fim e sem ligação explícita com a seguinte. São várias histórias dentro de uma mesma história", explica Charles.

(Fonte: Folha de São Paulo/GABRIELA MELLÃO)

MILTON NASCIMENTO - NADA SERÁ COMO ANTES - O MUSICAL
ONDE Teatro GEO (r. Coropés, 88, tel. 0/xx/11/4003-9949)
QUANDO sextas, às 21h30, sábados, às 18h e 21h, e domingos, às 18h; até 26/5
QUANTO de R$ 50 a R$ 150
CLASSIFICAÇÃO 12 anos


Elis Regina
O espetáculo "Elis - O Musical" vai estrear em outubro com direção de Dennis Carvalho, que, atualmente, dirige a nova novela da TV Globo, "Sangue Bom".

A informação foi divulgada no site da Aventura Entretenimento, responsável pela produção. O texto será de Nelson Motta, que foi namorado da cantora.
O musical mostrará detalhes da vida e da carreira de Elis Regina, uma das maiores intérpretes brasileiras e mãe da também cantora Maria Rita.

Outras informações sobre data e local de estreia serão divulgadas em breve.
(Fonte: Folha de S. Paulo/Guia Folha) texto publicado no dia 07/05/2013.

O poeta está vivo. 



Ídolo do rock brasileiro, o músico Cazuza, morto em 1990, será revivido no Rock in Rio através de um holograma. 

a primeira noite do Rock in Rio 2013 (13 de setembro), trará uma homenagem a Cazuza, um show intitulado "o poeta está vivo". O tributo, com curadoria de Frejat, terá participações de Ney Matogrosso e Bebel Gilberto, que tinham relação pessoal com Cazuza, além de Maria Gadú, Rogério Flausino e Paulo Miklos, artistas da nova geração que "dialogam com ele", segundo Frejat.

Cazuza foi uma das atrações da primeira edição do festival, em 1985, quando ainda se apresentava com Frejat e o grupo Barão Vermelho. 


+ Homenagens:
Segundo informações da Sete Arte Produções, haverá ainda uma turnê, que estava prevista para começar em abril, mas foi adiada para novembro, para se adequar à agenda de eventos em homenagem ao artista. Estão previstos um show em São Paulo, dois no Rio, um em Belo Horizonte e um em Brasília.

O desenvolvimento do holograma, que será baseado em fotos e vídeos de arquivo de Cazuza, é realizado pela empresa francesa 4Dmotion. O processo técnico, que deve durar seis meses, está em sua segunda fase (veja abaixo).
Na primeira, que levou dois meses, foi feita uma pesquisa sobre figurino, expressões faciais, gestos e trejeitos.

As imagens utilizadas para o projeto foram feitas principalmente nos anos de 1986 e 1987 -os idealizadores optaram pelo período pré-doença de Cazuza, que morreu em decorrência do vírus da Aids, para evitar a lembrança do artista debilitado.

Ao vivo, uma banda formada por ex-parceiros, entre eles Israel, Leoni e Rogério Meanda, deve "acompanhar" o ídolo do rock brasileiro. O público poderá relembrar 23 canções durante 90 minutos de espetáculo.
fonte: Folha de S.Paulo

Entenda o desenvolvimento do holograma do músico:




Fonte: Editoria de Arte/Folhapress

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16 de maio de 2013

Ana Carolina canta com Chico Buarque em novo CD, #AC



Por Cristiane Tavares:


A cantora Ana Carolina se reencontra com Chico Buarque na faixa “Resposta da Rita”, uma divertida brincadeira com uma das mais emblemáticas  canções do repertório de Chico, “A Rita”, que foi lançada em 1966.

Na Música Ana e Chico intercalam as letras das duas faixas, cantando um após o outro em forma de “pergunta e resposta”. O Samba, composto pela compositora mineira em parceria com Edu Krieger, pertence ao novo álbum de inéditas de Ana Carolina, #AC, que será lançado em junho com distribuição da gravadora Sony Music.

Com músicas inéditas, Ana Carolina traz canções como "Leveza de Valsa", de Ana Carolina com Guinga, a balada "Luz Acesa", da cantora com Antônio Villeroy e já presente na trilha sonora da novela "Flor do Caribe", e Um Sueño Baio El Agua", parceria de Ana com Chiara Civello. 

Confira a letra de “Resposta da Rita”  (Ana Carolina / Edu Krieger) e 
“A Rita” (Chico Buarque)

Não levei o seu sorriso
A Rita levou meu sorriso
Porque sempre tive o meu
No sorriso dela, meu assunto
Se você não tem assunto
Levou junto com ela o que me é de direito
A culpada não sou eu
E Arrancou-me do peito e tem mais
Nada te arranquei do peito
Levou seu retrato, seu trapo, seu prato,
Você não tem jeito faz drama demais
Que papel
Seu retrato, seu trapo, seu prato,
Uma imagem de São Francisco, e um bom disco de Noel
Devolvo no ato pra mim tanto faz
A Rita matou nosso amor de vingança
Construí meu botequim
Nem herança deixou
Sem pedir nenhum tostão
Não levou um tostão
A imagem de São Francisco
Porque não tinha não
E aquele bom disco estão lá no balcão
Mas causou perdas e danos
Não matei nosso amor de vingança
Levou os meus planos, meus pobres enganos, os meus vinte anos e o meu coração
E deixei como herança um samba também
E além de tudo
Seu violão nunca foi isso tudo
Me deixou mudo, o violão
E se hoje está mudo por mim tudo bem

Ilustração de Zé Otávio, publicada originalmente por Ana Carolina via twitter:


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14 de maio de 2013

Siba - turnê ''Avante''


Siba e banda



O rei da mistura


No último sábado, dia 11 de maio, o pernambucano Siba subiu ao palco da praça Victor Civita para apresentar e inaugurar uma temporada de shows de seu último disco, "Avante", lançado no ano passado. A turnê iniciada em São Paulo tem o apoio do Natura Musical, que desde 2005 tem incentivado a difusão da música brasileira através de editais públicos e seleção direta. A agenda dos próximos shows da turnê Avante pode ser conferida no site do artista.
Há pouco mais de um ano,  Siba lançava este que é seu primeiro álbum solo. Anteriormente, o músico já havia se destacado no cenário cultural brasileiro como integrante de uma das bandas ícone do manguebeat, Mestre Ambrósio, e também já hava conduzido um projeto mais voltado à música regional do interior de Pernambuco com a banda Siba e a Fluoresta. Com elementos de ambas as fases do músico, Avante pode ser considerado como a síntese de todas as influências carregadas por Siba até hoje.

Siba e mestre Nico, integrante da banda
Isso porque, depois de uma temporada adentrando nos costumes do maracatu rural típico do interior pernambucano, o artista volta a habitar o universo mais pop, com o uso das guitarras nas composições. E essa volta não aconteceu sem sacrifícios. 
Em entrevista ao Clube da MPB, Siba nos conta o desafio de dominar o instrumento: "Eu não me considero um instrumentista, sou um trovador. Para mim, é muito difícil dominar a técnica. Por isso, é sempre um desafio."
No entanto,  ao invés de se dar por vencido, o artista usa das dificuldades em favor da inspiração, da criatividade e reconhece que é melhor assim. "Se eu dominasse completamente a forma de tocar, talvez eu não tivesse tanto interesse em continuar tocando. Mesmo um ano depois de lançar o disco, ás vezes eu erro, mas aí eu improviso e fica tudo certo!"
Assim, superando desafios, expressando a herança cultural agregada nos anos de experiência e ainda misturando o regionalismo com o tom universal da guitarra, Siba mostra o poder que a música tem de harmonizar elementos distintos além de se reinventar a cada instante . Avante, Siba!


Siba durante o show de 11 de maio, na praça Victor Civita