17 de março de 2013

Eternamente Elis!



Uma das maiores cantoras da MPB, Elis Regina faria hoje 68 anos. Apesar de ela não estar mais entre nós, suas músicas atravessam gerações e continuam a ecoar, provando a importância e a força de suas interpretações.

Deixando em seu currículo de 20 anos de carreira, mais de 25 LPs, a gaúcha Elis Regina, foi, indubitavelmente, uma de nossas maiores divas - se não a principal, nos anos 60 e 70. Desde que surgiu na cena musical há 50 anos, com o lançamento  do 78 rpm "Dá Sorte", pela Continental, em maio de 1961, Elis acompanhou a revolução da indústria fonográfica brasileira e foi um de seus pilares.
(Texto de Marcelo Fróes/Janeiro, 2002)

Para homenagear a pimentinha, vamos lembrar de alguns momentos marcantes de sua carreira.

 O divisor de águas, foi quando  ganhou o Primeiro Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Excelsior/SP, durante o mês de abril de 1965 com a música Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes). Assista:

                               

Outro momento especial, foi quando Elis gravou em 1977 um disco com Tom Jobim, o antológico Elis & Tom, veja imagens da gravação desse álbum em Los Angeles:

                      

Em 1975, Elis estreou um espetáculo chamado "Falso Brilhante", com o objetivo de contar sua história, vida e carreira, sem deixar de lado as criticas à ditadura militar brasileira, tudo isso num ambiente circense. O show teve mais de mil e duzentas apresentações, e ficou em cartaz entre o final de 1975 e o início de 1977. Confira no vídeo um trecho do show Falso Brilhante:

                           


Em 1979, participou do Festival de Jazz de Montreux/Suíça. Assista um pouco do que rolou no festival:

                                  


Homenagens:

Nos arquivos do blog, você pode rever algumas homenagens que já foram feitas para lembrar a vida e obra de Elis, para conferir, basta clicar no link abaixo:

Homenagens, shows e biografia marcam os 30 anos sem Elis Regina:

Para finalizar, Maria Rita cantando "Águas de Março"

       
São as águas
de março
fechando o verão
é 
promessa 
de vida 
no teu 
coração


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6 de março de 2013

Ney Matogrosso apresenta seu novo trabalho: "Atento aos Sinais"


Um passo à frente

Em coletiva de imprensa, Ney Matogrosso apresenta seu novo trabalho: "Atento aos Sinais"




    Foto: Bárbara Almeida


    Ele voltou.
   Com 71 anos, 40 de carreira, e após o introvertido Beijo Bandido, Ney Matogrosso volta a assumir seu lado excêntrico, que sempre foi  sua grande marca, desde o início, em 1973, na banda Secos e Molhados. Com iluminação dirigida pelo próprio artista, repertório muito bem escolhido e exuberantes figurinos, seu novo trabalho: "Atento aos Sinais", estreia nesta sexta-feira, em SP.

   Apesar da estreia coincidir com a marca dos 40 anos de carreira, Ney afirma que o trabalho não irá funcionar como comemoração. "É só mais um passo adiante", diz o cantor. É claro, um artista brilhante (em todos os sentidos) como Ney Matogrosso não precisa de datas redondas para reafirmar seu sucesso . Não precisa de cerimônia.

   O lançamento da turnê e a gravação de um disco posteriormente, são patrocinados pelo Natura Musical (que apresentou todos os contemplados no edital 2012 recentemente). É a primeira vez que Ney tem algum projeto patrocinado. Ele afirma não ter problemas em montar um espetáculo com a ajuda de um patrocinador e assume que a situação é financeiramente bastante confortável.

   O show será composto por 19 músicas, mesclando a obra de compositores da nova geração a figuras muito conhecidas na MPB. O time conta com nomes como  Paulinho da Viola, Caetano Veloso, Itamar Assumpção, Criolo, Vitor Ramil e Dani Black.  

   Mesmo que nenhuma das canções seja inédita, Ney acredita que elas terão o valor de novas. "As músicas são quase inéditas. Elas podem ser conhecidas pelas pessoas da região dos compositores, mas pra muita gente elas serão inéditas." O artista acredita que até mesmo as músicas de grandes compositores serão uma grande surpresa para o público. "Eu vou cantar uma música do Paulinho da Viola que as pessoas nem lembram que existe. Vão redescobri-la no meu show.", disse o cantor referindo-se à música "Roendo as Unhas", do compositor carioca.


    Foto: Bárbara Almeida

   Sobre a gravação do CD, Ney confirma que ainda não decidiu o repertório, pois prefere primeiro ver como as músicas funcionarão no palco. "Primeiro cantar, depois ir para estúdio", é o lema do artista.

   A princípio, ele não pretendia convidar os compositores para fazerem participação na gravação do disco, mas depois de dividir o palco com Criolo , mudou de ideia e pretende convidar o rapper paulistano para repetir a dose. "Durante a música, ele ficou me dizendo coisas como: 'Cafajeste! Sujo! Ordinário!' e eu achei legal. Foi excitante!"

   Além de Criolo,  o intérprete já fez participação no show da banda Tono, que também colaborou com uma faixa em "Atento aos Sinais",  e se sentiu muito bem acolhido pelos jovens. "É um público que eu não imaginava atingir, eles foram muito abertos. Acho que é porque eles têm muito interesse pelo Secos e Molhados, e eu sou aquele camarada lá", conta Ney.

   Mesmo relembrando momentos inesquecíveis da sua vida, como os anos 70, que o artista afirma ter sido sua época favorita, o artista assume que não é saudosista. Continua dando seus bons e certeiros "passos adiante".




Ney Matogrosso explica seu novo projeto


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21 de fevereiro de 2013

Promoção em parceria com a Rádio Canal Brasil

Participe da nossa promoção e concorra a esse lindo kit: 

O ano de 2013 está começando pra valer, e a boa notícia é que estamos fazendo uma nova promoção em parceria com a Rádio Canal Brasil. Dessa vez vamos sortear 1 kit contendo os seguintes prêmios:

*CD Zeca Baleiro "O Coração do Homem Bomba"

*CD Seu Jorge "América Brasil ao Vivo"

*DVD "Móveis Coloniais de Acaju ao vivo 2011"

Regulamento:

*Para participar do sorteio será necessário seguir no twitter os perfis:@EuAmoMPB  e    e @CanalBrasilFM dar RT nesse tweet, clique aqui: Clique aqui!

Sorteio:
O sorteio será realizado no dia 27/02/2013 às 22:30hs e o nome do vencedor será divulgado no nosso twitter.


Leia com atenção:
*A promoção é válida somente para território nacional

*A entrega do prêmio será feita via correios

*O sorteio será realizado pelo site Sortei.me

*Só será computado para o sorteio, o retweet (RT) que estiver com o link da promoção
*Caso o ganhador não esteja seguindo um dos perfis citados acima, será automaticamente eliminado do sorteio.

*Não será aceito no sorteio: perfis fakes, sem fotos, ou criados exclusivamente para participar de promoções. Somente perfis pessoais serão considerados.

*Caso a gente não consiga manter contato com o ganhador da promoção em até 48 horas, será feito um novo sorteio. 


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29 de janeiro de 2013

Bezerra da Silva, o porta-voz da favela

Dê o play e comece a ler o post!


Bezerra da Silva nasceu no Recife no ano de 1927, se mudou para o Rio de Janeiro aos 15 anos de idade, fugindo da fome e da falta de perspectiva em sua cidade natal, vivendo lá até 2005, ano de sua morte. Na cidade maravilhosa encontrou trabalho na área da construção civil, não se pagava bem e muitas vezes passava o dia trabalhando sem dinheiro para comer. No Rio também encontrou espaço para criar seus sambas que serviam como uma válvula de escape diante de uma realidade nada fácil.





Sua história no mundo da música se inicia através de Jackson do Pandeiro. Em 1950 se torna ritmista da Rádio Clube, onde tocava tamborim, surdo e instrumentos de percussão, mas ele foi mais longe: estudou violão por oito anos e se tornou um dos poucos sambistas, naquela época, que sabia ler uma partitura.

Após muito trabalho e estudo Bezerra consegue lançar seu primeiro compacto, em 1969, o primeiro LP seis anos depois e daí em diante não parou mais. O porta-voz da favela, apelido que não foi dado à toa visto que a grande maioria de suas músicas eram compostas por gente do morro,  retrata em seus sambas a realidade de um povo, muitas vezes, marginalizado.  Ele não poupa esforços ao falar das injustiças sociais, o que fica claro na música “Vítimas da Sociedade”:

"Se vocês estão a fim de prender o ladrão. 
Podem voltar pelo mesmo caminho 
O ladrão está escondido lá embaixo 
Atrás da gravata e do colarinho"

Mesmo vivendo uma realidade cruel, onde muitas vezes não tinha o que comer ou que via amigos serem presos injustamente, o sambista conseguia manter o tom bem humorado presente nas canções que gravava, um bom exemplo aparece na música “Parabéns pra você meu Brasil”:

Roubam até da merenda de crianças carentes, minha Nossa Senhora!
Só não roubam São Jorge porque Ele mora na rua(lua?)

Na música “Se não fosse o samba” ele fala dos muitos momentos em que os moradores do morro eram presos apenas por serem da favela:
E toda vez que descia o meu morro do galo
Eu tomava uma dura
Os homens voavam na minha cintura
Pensando encontrar aquele três oitão
Mas como não achavam
Ficavam mordidos, não dispensavam,
Abriam a caçapa e lá me jogavam
Mais uma vez na tranca dura pra averiguação”

Bezerra da Silva é considerado por muitos como um “artista marginal”, pois desafia o sistema em que vive, denunciando e fazendo críticas sociais a respeito da sociedade brasileira.  Abaixo alguns trechos que exemplificam isso:
“Meu samba é duro na queda
Não é conversa fiada
É uma bandeira de luta
na vida da rapaziada
Sou porta voz de poetas
Que ninguém da chance  assim como eu
Uns vêm da favela, outros da baixada
Com esses talentos o meu samba venceu”

(Meu samba é duro na queda)

“Quem tem muito quer ter mais
E quem não tem mata pra ter
Trocando a paz pela guerra
pensando que vai resolver
Sei que a maré está braba
Mas tem muita gente na maré mansa
Sustentando cachorro a filé mignon
E vendo a fome matando criança”

(Raiva de tudo)
"Se elegeu com votos da favela,
depois mandou nela
metê bala,
isso é que é ser canalha..."
(Verdadeiro Canalha)

"Por que é que o doutor não prende aquele careta

que só faz mutreta e só anda de terno
porém o seu nome não vai pro caderno
ele anda na rua de pomba-rolô
A lei só é implacável pra nós favelados
e protege o golpista
ele tinha que ser o primeiro da listas
e liga nessa doutor!"
(Se liga Doutor)
Muitos dizem por aí que Bezerra era à frente do seu tempo, acredito nisso quando penso em sua coragem em criticar sem papas na língua o que muita gente engolia calado, mas de uma coisa é certa, infelizmente os problemas daquela época continuam fazendo parte do nosso dia a dia, e é por isso que não me canso de ouvir suas músicas. Vejam esse trecho da música “Candidato caô caô” e me digam se não é superatual?!
Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha
Bebeu cachaça
E até bagulho fumou
Jantou no meu barracão
E lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi
É mais um candidato
Às próximas eleições
Falcão, Bezerra e Marcelo D2
Assista um tributo feito a Bezerra da Silva:


E também a apresentação dele no programa Viva Brasil:


Bezerra nunca foi um músico aclamado por todos, é mais do tipo que se ama ou odeia, mas tem um grande e fiel público, além de uma vasta obra, confira a discografia completa do mestre:
·         (2005) O samba malandro de Bezerra da Silva • Sony/BMG • CD
·         (2004) Pega eu • Som Livre • CD
·         (2004) Caminho de luz • Independente • CD
·         (2003) Meu bom juiz • CID • CD
·         (2002) A gíria é a cultura do povo • CD
·         (2000) Bezerra da Silva ao vivo • CID • CD
·         (2000) Malandro é malandro e mané é mané • Gravadora Atração Fonográfica • CD
·         (1999) Eu tô de pé • MCA • CD
·         (1997) Presidente caô caô • BMG Ariola • CD
·         (1997) Bezerra da Silva comprovando a sua versatilidade • Rhythm and Blues • CD
·         (1996) Meu samba é duro na queda • RGE • CD
·         (1995) Bezerra da Silva contra o verdadeiro canalha • RGE • CD
·         (1995) Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró-os três malandros in concert • Sony Music • CD
·         (1992) Presidente caô, caô • CID • CD
·         (1990) Eu não sou santo • RCA Victor • LP
·         (1988) Violência gera violência • RCA Victor • LP
·         (1986) Alô malandragem, maloca o flagrante • RCA Victor • LP
·         (1985) Malandro rifle • RCA Victor • LP
·         (1983) Produto do morro • RCA Victor • LP
·         (1980) Partido-alto nota 10 Volume 3 • LP
·         (1978) Partido-alto nota 10 volume 2 • CID • LP
·         (1977) Partido-alto nota 10 volume 1 • CID • LP
·         (1976) Bezerra da Silva, o rei do coco volume 2 • Tapecar • LP
·         (1975) Bezerra da Silva, o rei do coco volume 1 • Tapecar • LP
·         (1969) Mana, cadê o boi?/Viola testemunha • Copacabana Discos • Compacto simples

27 de janeiro de 2013

Djavan celebra 64 anos de vida com o pé na estrada



Djavan tem muitos motivos para comemorar. Aos 64 anos, em plena forma, o cantor alagoano segue com a turnê de seu mais recente álbum "Rua dos Amores" e mostra que não ficou ancorado em sucessos antigos da carreira, pelo contrário, está sempre se reinventando e dando sua contribuição pra música popular brasileira.

Djavan Caetano Viana nasceu no dia 27 de janeiro de 1949 em Maceió (AL). Até os 18 anos era jogador de futebol. Entretanto, o destino deu um drible em sua carreira e a bola foi dando lugar a música, fazendo dele um dos grandes ícones da música brasileira, com sucessos no Brasil e no exterior. Já teve canções gravadas e regravadas por grandes nomes da MPB, entre eles: Nana Caymmi, Maria Bethânia, Roberto Carlos e Gal Costa. Recentemente a cantora Rosa Passos gravou um álbum só com músicas de Djavan.
Retrospectiva:
Com 23 anos Dja' chegou ao Rio de Janeiro para tentar a carreira artística. começou trabalhando como Crooner em boates. Pouco tempo depois, foi apresentado a "João Mello" produtor da Som Livre. Contratado pela gravadora, passou a gravar músicas de compositores consagrados para trilhas de novelas da Globo.

Festival Abertura:
Seu talento como compositor foi descoberto em 1975 com o festival abertura. Conquistou o segundo lugar com a música: "Fato Consumado", que virou compacto e abriu as portas para o primeiro LP, em 1976. 

                       


Foto histórica:
Los Angeles, 1982, na gravação do LP Luz. Paulinho Alburquerque, Ronnie Foster (pianista e produtor do disco), Luiz Avelar, Stevie Wonder, Zé Nogueira, Djavan e Monique Gardenberg: 



confira na íntegra a biografia de Djavan, clicando nesse link: "A Voz, o Violão, a Música de Djavan"



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Site de Djavan: www.djavan.com.br 
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