3 de novembro de 2012

Roberto Menescal e a jornalista Bruna Fonte lançam “Essa tal de Bossa Nova”





Com prefácio assinado pelo escritor Paulo Coelho e apresentação do jornalista e escritor Nelson Motta, Essa tal Bossa Nova reúne histórias contadas por Roberto Menescal, um dos criadores desse estilo, conhecido e reconhecido mundialmente. Editora Prumo.
 Por Tatiana Dias:

Para escrever o livro “Essa tal de Bossa Nova”, em parceria com Roberto Menescal, a jornalista e fotógrafa Bruna Fonte mergulhou no universo do movimento "made in Brazil" que conquistou o mundo, e entrevistou diversas vezes, durante cinco anos, o compositor que foi consagrado por ter sido um dos criadores da bossa nova. 

Se o primeiro resultado deste trabalho foi um livro com mais enfoque na vida pessoal do artista, o segundo traz as histórias de bastidores da bossa nova e da MPB, gênero que também consagrou Menescal, como produtor, ao lado de grandes nomes da música brasileira. Essa tal de Bossa Nova e outras histórias, lançamento da Editora Prumo, lembra episódios inéditos com Elis Regina, Gal Costa, Caetano Veloso, Fábio Júnior, Tim Maia, Sidney Magal, Alcione, Raul Seixas, entre outros. Além disso, o livro é uma celebração dos 50 anos do histórico show no Carnegie Hall, em Nova York, e do aniversário de Menescal, que completa 75 anos de idade esse mês.

Por mais que se tente não há como evitar, em um livro sobre a bossa nova, que as páginas exalem poesia. Elas estão lá, nas entrelinhas, explicando por que o gênero é ainda tão atual, moderno e admirado nos quatro cantos do mundo. Tanto é que a autora explica: “Para mim, esta é a ‘fórmula’ que fez a bossa nova durar tantos anos: tanto a melodia quanto a letra tocam a alma das pessoas. As músicas falam da beleza, do amor, de sentimentos que são atemporais.”

Na entrevista que segue, Bruna revela o processo de criação da obra, e conta as histórias desconhecidas do público, lembradas durantes suas conversas com Menescal. Justamente aqueles fatos que fazem um contraponto com a poesia, mas que igualmente dão vida e intensidade à atmosfera da época. Menescal narra duas ocasiões em que ele foi interrogado durante a ditadura. Uma ele foi levado ao DOPS e, na outra, ele e o compositor Paulinho Tapajós foram interrogados pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, sob suspeita de estarem tentando sequestrar o avião.

Bruna diz que há também histórias muito interessantes que são pouco ou quase nada conhecidas sobre bastidores de gravações, passagens da amizade de Menescal com Paulo Coelho, e o trabalho com Raul Seixas.

O livro Essa tal de Bossa Nova é seu segundo projeto com o Roberto Menescal, um dos criadores da bossa nova. Por que o seu interesse em escrever sobre o gênero musical?

As músicas da Bossa Nova são muito sinceras, muito verdadeiras. Para mim, esta é a “fórmula” que fez a Bossa Nova durar tantos anos: tanto a melodia quanto a letra tocam a alma das pessoas. As músicas falam da beleza, do amor, de sentimentos que são atemporais. E é por isso que, ainda hoje - mais de cinquenta anos após o seu nascimento – a Bossa Nova continua moderna, atual e admirada nos quatro cantos do mundo. Eu gosto da naturalidade e da sinceridade que cerca as histórias da Bossa Nova, por isso minha admiração pelo movimento.

Mas, além das deliciosas histórias de Bossa Nova, Menescal participou e influenciou diversos gêneros dentro da música brasileira. Então, o que mais me chama a atenção e motivou a escrita destes dois livros com Menescal é justamente essa diversidade sobre a qual a sua vida musical se desenvolveu.
Como foi o processo de construção do livro? Como foi idealizado o projeto?
Há quase cinco anos venho entrevistando o Menescal, e o primeiro resultado deste trabalho foi o nosso livro anterior, que tinha um foco maior na sua vida pessoal (diferentemente do livro Essa tal de Bossa Nova em que ele conta somente passagens sobre a música brasileira).

                                        Roberto Menescal e Bruna Fonte

Durante esses anos, fiz inúmeras entrevistas com Menescal, e mesmo depois do lançamento do primeiro livro, outras belas histórias continuaram vindo à tona em nossas conversas. Daí surgiu a ideia de trazermos essas histórias para um livro que contasse somente suas passagens dentro da Bossa Nova e MPB, para celebrarmos os seus 75 anos e os 50 anos do show no Carnegie Hall.
Há alguma história no livro que o Menescal tenha revelado apenas para você?
Neste livro há diversas histórias desconhecidas do público, entre as quais eu destaco duas ocasiões em que ele foi interrogado durante a ditadura: uma ele foi levado ao DOPS e na outra, ele e o compositor Paulinho Tapajós foram interrogados pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, sob suspeita de estarem tentando sequestrar o avião.
Além disso, há histórias muito interessantes que são pouco – ou quase nada – conhecidas sobre bastidores de gravações, passagens da amizade dele com Paulo Coelho, o trabalho com Raul Seixas.

Como um escritor capta o essencial da personalidade retratada e de sua história (ou do que queira contar)?
Não há outra forma de captar a personalidade de alguém ou entender uma história se você não entrar na história de corpo e alma. É quase como montar um quebra-cabeça onde música, vida pessoal, história e diversos outros fatores da própria história são peças chaves para visualizar os acontecimentos de uma vida. Você não chega ao todo se não entender cada aspecto da vida daquela pessoa.

Nesses quase cinco anos de pesquisas, já perdi as contas de quantos mil discos ouvi e de quantas dezenas de livros que li para conhecer o contexto em que a Bossa Nova nasceu, e que a MPB se desenvolveu. Tudo para, consequentemente, conseguir chegar o mais próximo possível da realidade vivida por Menescal.

Para não ficar somente nas pesquisas, entrevistei Menescal diversas vezes. Ao longo desses anos, pedi para que ele contasse algumas histórias mais de uma vez, e a cada vez que ele contava, surgiam novos detalhes, novas lembranças.
Roberto Menescal completa esse ano 75 anos de idade, e é uma personalidade do meio musical, sempre muito celebrada por cantores famosos como Ivan Lins, Lenine, Caetano Veloso, entre outros da MPB. O livro é também para contar histórias de bastidores desde o célebre show do Carnegie Hall, em NY, há 50 anos?

Sim. Na verdade o Carnegie Hall foi o divisor de águas para todos aqueles que integravam a turma da Bossa Nova, pois a partir dali eles que ainda eram muito amadores foram obrigados a “profissionalizarem” a Bossa Nova. Após o show no Carnegie Hall, os principais compositores da Bossa Nova acabaram ficando nos EUA, então cada um seguiu um rumo diferente. O primeiro de todos a voltar foi o Menescal porque estava com casamento marcado  e como a turma toda estava fora, ele seguiu um caminho mais voltado para a produção.

Logo no início dos anos 70 ele foi convidado pelo André Midani para trabalhar na PolyGram onde passou 15 anos fazendo história ao lado de grandes nomes da música brasileira. Então no livro há passagens com os mais distintos artistas, entre eles: Gal Costa, Caetano Veloso, Fábio Jr., Tim Maia, Chico Buarque, Sidney Magal, Alcione e Raul Seixas.
Compositor da primeira leva da bossa nova, Menescal compôs, com Ronaldo Bôscoli, uma das músicas-ícone da bossa nova: O barquinho, de 1961. Há outra canção importante no conjunto da obra dele, mas que não se tornou tão conhecida do grande público? Qual é?

Há uma música da parceria Menescal/Bôscoli dos anos 60 e que, assim como “O Barquinho” nasceu durante as pescarias que os dois faziam em Cabo Frio na época. Essa música se chama “A Morte de um Deus de Sal”. Ela foi escrita em homenagem a um barqueiro que os acompanhava durante as pescas, e que morreu afogado numa manhã em que saiu sozinho para pescar. Ela é um bom exemplo da leveza com a qual a Bossa Nova conseguia tratar os mais diversos assuntos da vida.

Texto publicado originalmente no Blog da Editora Prumo; por Tatiana Dias e pode ser acessado através desse link: Editora Prumo. Assista o Book Trailer do livro: 

                  

O  livro: "Essa Tal de Bossa Nova" pode ser comprado pelo site da  *Livraria da Folha.

19 de outubro de 2012

A poesia Viva de Vinicius de Moraes


"Que a vida não gosta de esperar, a vida é pra valer, a vida é pra levar, Vinicius, velho, Saravá."


Marcus Vinicius de Melo Moraes, nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913. Já compunha versos ao cursar os estudos secundários em sua cidade natal. Em 1930, ingressou na Faculdade Nacional de Direito, onde conheceu e se ligou a nomes que se destacariam no panorama intelectual e político brasileiro, como Otávio de Faria, SanThiago Dantas e Plínio Doyle. Formou-se em 1933, mesmo ano em que lançou seu primeiro livro de poemas, "O Caminho para a Distância".

Não se dedicou muito tempo à advocacia, ingressando no Ministério da Educação para exercer o cargo de censor cinematográfico. Em 1938, porém, recebeu uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesa na Universidade de Oxford. Ainda na Inglaterra, casou-se por procuração com Beatriz Azevedo de Melo. Voltou ao Brasil em 1939, devido ao início da Segunda Guerra Mundial.

Passou longa temporada em São Paulo e, voltando ao Rio de Janeiro, começou a colaborar na imprensa. Nessa época, já era reconhecido como poeta e desenvolvera amizade com vários nomes importantes de nossas letras, como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.

Em 1943 ingressou na carreira diplomática, seguindo três anos depois para Los Angeles (EUA) como vice-cônsul. Serviu também em Paris, Montevidéu e novamente Paris. Durante esse tempo, publica diversas obras e casa-se pela segunda, terceira e quarta vez. No início da década de 1960, começou a compor em parceria com Carlos Lyra, Pixinguinha e Baden Powell. Também faz shows ao lado de Antonio Carlos Jobim e João Gilberto.

Também exerceu intensa atividade na área de cinema, teatro, poesia e música, Em 1969, foi exonerado do Ministério das Relações Exteriores pelo regime militar e se casou com Cristina Gurjão. No ano seguinte, casou-se com a atriz bahiana Gesse Gessy e iniciou sua parceria com Toquinho, que iria continuar até o fim de sua vida. Com o parceiro, excursiona pelo Brasil e pela Europa.       

                     

Durante a década de 1970, compôs muito, fez vários shows e casou-se ainda mais duas vezes. Em 1979, a convite do então líder sindical Luís Inácio Lula da Silva, faz uma leitura de seus poemas no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. No mesmo ano, na volta de uma viagem à Europa, sofre um derrame à bordo do avião. Morreu aos 67, em 9 de julho de 1980, de edema pulmonar, em sua casa, na companhia de Toquinho e da última mulher, Gilda Queirós Mattoso.

Veja o documentário sobre Vinicius de Moraes, filme completo:

         

"Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores"
Fonte: Educaçãouol.com. br

*Se estivesse vivo, Vinicius de Moraes faria 99 anos hoje. 19/10/2012.

11 de outubro de 2012

Tim Maia e Elis Regina são eleitos como maiores vozes da história da música brasileira

Tim Maia e Elis Regina foram eleitos pela revista "Rolling Stone Brasil" como as principais vozes da história da música brasileira e estampam as duas capas disponíveis para a publicação em outubro.


Fonte: Uol
A edição de outubro da versão brasileira da revista "Rolling Stone" elegeu Tim Maia e Elis Regina como as maiores vozes da história da música brasileira, colocando os dois cantores à frente de uma lista com 100 artistas. Cada um vai estampar uma das duas capas disponíveis para a publicação que chega às bancas na semana que vem.
A lista também contou com nomes como Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Raul Seixas e Clara Nunes. Até mesmo nomes mais recentes na música brasileira como Céu e Tulipa Ruiz foram lembradas por uma equipe de especialistas consultada para a eleger os homenageados.
Cada texto sobre os principais nomes da lista é assinado por outros artistas como Rita Lee, Samuel Rosa e Max de Castro. No caso de Tim Maia, o autor foi o músico Seu Jorge. “O timbre de Tim Maia era muito particular e muito pessoal. De grande extensão, ia do grave ao agudo e era marcante, com o sotaque da música brasileira", escreveu. "Você percebe samba, jovem guarda, forró, tudo fundido dentro dessa particularidade de black music."
Já Elis foi descrita pela própria filha, a artista Maria Rita. “Minha mãe, absurdamente inteligente que era, soube ser repórter do seu tempo, de forma sensível, criativa e corajosa”, relatou. “A sua compreensão das letras permitia sua interpretação ímpar."
 *Essa matéria foi postada originalmente no site da UOL. Confira também a matéria da Rolling Stone Brasil
  


A Elegância e a delicadeza de um gênio do Samba.

"Cartola não existiu, foi um sonho que tivemos"
Nelson Sargento



Poucos nomes na história da MPB conquistaram lugar de tamanho destaque e respeito como Angenor de Oliveira o "Cartola" que se estivesse entre nós estaria completando hoje 104 anos. Amado e admirado por todos nesse e em outros países, sua música não sacia somente o ouvido, mas a mente, o coração e nos enche a alma!

A poesia trasborda com extrema naturalidade e leveza de suas  letras doces e sinceras, Nunca teve pudor ou medo de cantar seus amores, sua principal inspiração eram as mulheres, presentes em quase todas as suas canções, além da vida na comunidade onde ficou famoso e que tanto amava a Mangueira, apesar de não ter vivido lá a vida toda.

 Falar de Cartola sem citar a Mangueira é algo impossível, lá  Participou da formação do Bloco dos Arengueiros, em 1925, que  foi por muito tempo o coração da comunidade, anos depois em 1929  participou da fundação da escola de samba "Estação Primeira de Mangueira", e foi ele quem sugeriu que aquela agremiação tivesse as cores verde e rosa que hoje são conhecidas mundo à fora.

Foi lá também que Cartola viveu por anos com um dos grandes amores de sua vida, Deolinda, uma mulher sete anos mais velha, que abandonou um casamento para viver ao seu lado.

Depois disso Angenor mudou-se da Mangueira e mais de uma década depois vivendo já com seu outro grande amor, Dona Zica, abriu com ela o restaurante Zicartola, na Rua da Carioca, Centro do Rio. E o restaurante tornou-se página fundamental para a música popular brasileira, Tornando-se pondo de encontro de grandes sambistas, foi lá que Paulinho da Viola começou a se apresentar para o público.

E vocês sabem de onde veio o apelido "Cartola"?
Ele ganhou o apelido pelo qual ficaria consagrado, de seu amigo que zombando de sua vaidade, pois, para evitar que o cimento caísse nos cabelo, passou a usar um chapéu- de- côco que os colegas diziam ser uma cartolinha, começando assim a chama-lo de "Cartola"
Discografia:






Ao ouvir sua obra, a impressão que fica, docemente acentuada, é que compunha com tanta naturalidade e pureza que as letras parecem ter surgido fáceis, deslizando direto de sua alma para o papel.

Sobre Cartola:
"Cartola não existiu, foi um sonho que tivemos"

Nelson sargento.
A música de Cartola é pura elegância. Ou seja, se elegância e classe pudessem ser medidas em traje inglês formal, à cartola do Cartola só faltariam mesmo a luva e o “smoking”.

Ricardo Cravo Albin


 "A delicadeza visceral de Angenor de Oliveira (e não Agenor, como dizem os descuidados) é patente quer na composição, quer na execução. Como bem me observou Jota Efegê, seu padrinho de casamento, trata-se de um distinto senhor emoldurado pelo Morro da Mangueira. A imagem do malandro não coincide com a sua. A dura experiência de viver como pedreiro, tipógrafo e lavador de carros, desconhecido e trazendo consigo o dom musical, a centelha, não o afetou, não fez dele um homem ácido e revoltado. A fama chegou até sua porta sem ser procurada. O discreto Cartola recebeu-a com cortesia. Os dois conviveram civilizadamente. Ele tem a elegância moral de Pixinguinha, outro a quem a natureza privilegiou com a sensibilidade criativa, e que também soube ser mestre de delicadeza".

Carlos Drummond de Andrade.


Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Visite o site pelo link:

Assista na íntegra o programa Ensaio/1974. Com Cartola e Leci Brandão: 

                  

10 de outubro de 2012

Veja a capa do novo DVD de Maria Rita. Redescobrir



Primeiro DVD de Maria Rita interpretando a obra da mãe Elis Regina, “Redescobrir” teve a capa divulgada nesta quarta (10), com exclusividade ao UOL 
Fonte: Site UOL
O álbum faz parte do projeto que colocou a cantora de MPB em turnê cantando clássicos de Elis.

Primeiro single do álbum, “Me Deixas Louca” já está tocando nas rádios e faz parte do tema da novela “Salve Jorge”, de Gloria Perez. O álbum será lançado com um DVD pela Universal Music em novembro. O material é baseado nos shows e bastidores da turnê que passou por diversas capitais brasileiras.

Em comunicado emitido pela assessoria de imprensa da cantora, Maria Rita diz que depois de muito tempo de resistência, achou que conseguiu redescobrir e reapresentar a mãe para o público. “O que mais chamou a minha atenção foi que o meu objetivo principal se concretizou. Redescobri-la. Reapresentá-la. Relembrá-la. Sim, os “re-” são necessários porque Elis é (in)consciente coletivo“, comentou.

"Devido ao tamanho dessa emoção e gratidão aos fãs, decidi seguir um pouco mais com a turnê, para que mais pessoas possam participar dessa homenagem à Elis“, completou


Lista de músicas do DVD:

"Imagem"
"Arrastão"
"Como Nossos Pais"
"Vida de Bailarina"
"Bolero de Satã"
"Águas de Março"
"Saudosa Maloca"
"Agora Tá"
"Ladeira da Preguiça"
"Vou Deitar e Rolar"
"Querelas do Brasil"
"O Bêbado e o Equilibrista"
"Menino"
"Onze Fitas"
"Me Deixas Louca"
"Tatuagem"
"Essa Mulher"
"Se Eu Quiser Falar com Deus"
"Zazueira"
"Alô Alô Marciano"
"Aprendendo a Jogar"


         

*Essa matéria foi postada originalmente no site da UOL, e pode ser acessada nesse link: Redescobrir.

*Confira todas as novidades da carreira da cantora Maria Rita através do site oficial: Maria Rita