4 de maio de 2012

Noel Rosa "sambar é chorar de alegria, é sorrir de nostalgia dentro da melodia"



Noel Rosa
Compositor. Cantor. Violonista
 11/12/1910 Rio de Janeiro, RJ 
 4/5/1937 Rio de Janeiro, RJ


Nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, tornando-se anos mais tarde conhecido como o "Poeta da Vila". Morou durante seus vinte e seis anos e meio de vida na mesma casa na rua Teodoro da Silva, que tempos depois seria demolida para a construção de um prédio residencial que leva seu nome. Filho de Manuel Medeiros Rosa, que era gerente de camisaria, e da professora Marta de Azevedo, teve em seu nascimento fratura e afundamento do maxilar provocados pelo fórceps, além de uma pequena paralisia na face direita, que o deixou desfigurado para o resto da vida, apesar das cirurgias sofridas aos seis e doze anos de idade. Quando seu pai foi trabalhar como agrimensor numa fazenda de café, sua mãe abriu uma escola dentro de casa, passando a sustentar os dois filhos, Noel e Hélio, o mais novo, nascido em 1914. 

Já alfabetizado pela mãe, foi matriculado no Colégio Maisonnete quando tinha treze anos, depois foi para o São Bento, onde ficou até 1928, recebendo dos colegas o apelido de Queixinho. Teve paixões por mulheres que se tornaram musas de alguns de seus sambas, como no caso de Ceci, dançarina de um cabaré da Lapa. Para ela, compôs "Dama do Cabaré" e "Último desejo". 

Casou-se com Lindaura, em dezembro de 1934. Na verdade, o casamento ocorreu por pressão da mãe da moça, pois Lindaura tinha apenas 13 anos, dez a menos do que ele. Grávida, ela perderia o filho meses após o casamento. A união com Lindaura não modificou seus hábitos boêmios, que acabariam por comprometer irremediavelmente a sua saúde. No início de 1935, já com os dois pulmões lesionados, viajou com a mulher para se tratar em Belo Horizonte, onde se hospedou na casa de uma tia. Porém, o tratamento durou poucos dias, pois o compositor logo começou a freqüentar os bares e o meio artístico da cidade, apresentando-se até na Rádio Mineira. Ainda em Minas, em maio desse mesmo ano, recebeu a notícia do suicídio do pai, que se enforcou na casa de saúde onde estava internado para tratamento dos nervos. Apresentando algumas melhoras, em setembro retornou ao Rio de Janeiro. Contudo, em fevereiro de 1936, viajou para Nova Friburgo(RJ) por ordens médicas. Mesmo assim se apresentou no cinema local e freqüentava os bares da cidade. Retornou ao Rio bastante adoentado. Por sugestão de amigos e familiares, foi para Barra do Piraí, em abril do mesmo ano, em busca de repouso para tentar curar a tuberculose. Após uma semana, visitou, no dia 1 de maio, a represa de Ribeirão das Lajes e começou a sentir arrepios e a passar mal. Retornou à pensão com febre. Durante a noite sofreu uma grave crise de hemoptise e o médico que o atendeu advertiu que não havia recursos para tratar dele naquela cidade. Na manhã de 2 de maio, voltou ao Rio com Lindaura, às pressas, num táxi, em estado muito grave, do qual não conseguiria se recuperar. Durante dois dias recebeu visitas de muitos amigos, entre os quais Marília Baptista e Orestes Barbosa, que procuraram animá-lo. 

Morreu na noite do dia 04 de maio, enquanto em frente à sua casa comemoravam o aniversário de uma vizinha numa festa em que tocavam suas músicas. Diversas versões sobre sua morte foram publicadas em diferentes jornais e biografias, onde se fez referência até a um ataque cardíaco. Ao seu enterro compareceram muitas personalidades da música e do rádio. À beira de seu túmulo, Ary Barroso fez um discurso emocionado, homenageando o amigo e parceiro. Depois de alguns anos de sua morte, seu nome ficou esquecido durante a década de 1940, até que Aracy de Almeida, em 1950, passou a cantar na famosa boate Vogue, incorporando sambas inéditos dele ao seu repertório. Desde aí, o compositor foi redescoberto e passou a ser homenageado pelo público e por autoridades, como no caso do busto inaugurado na Praça Tobias Barreto e que hoje se encontra na Praça Barão de Drumond, Vila Isabel, e pela comunidade de Vila Isabel, que inaugurou um monumento no Cemitério São Francisco Xavier, onde o compositor foi sepultado, em comemoração ao cinqüentenário do nascimento do sambista. 

Em 1967, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro - que acabara de lançar o elepê "Noel Rosa por Noel Rosa", com o compositor cantando suas próprias músicas - fez também uma grande homenagem ao Poeta da Vila em seus 30 anos de morte, inaugurando exposição comemorativa e juntando os amigos remanescentes em gravação histórica conduzida por R. C. Albin em 4 de maio daquele ano. Em 1987, várias solenidades e eventos lembraram o cinqüentenário de seu falecimento.






Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.

30 de abril de 2012

"É doce Morrer no mar". Navegando pelas ondas tranquilas de Dorival Caymmi


Saiba mais sobre a vida do músico Dorival Caymmi


Dorival Caymmi nasceu em Salvador, em 30 de abril de 1914, filho do funcionário público Durval Henrique Caymmi e de Aurelina Cândida Caymmi, conhecida por Dona Sinhá.

A família Caymmi sempre foi ligada à música, já que seu pai tocava violão, bandolim e piano, e sua mãe gostava de cantar. Além de Caymmi, o casal teve outros três filhos: Deraldo, Diná e Dinair.
Aos seis anos, o menino Caymmi começou a freqüentar a Escola de Belas Artes, no Colégio de Dona Adalgisa. Estudou depois no Colégio Batista e, em 1926, concluiu o curso primário no Colégio Olímpio Cruz, todos na capital baiana. No ano seguinte entrou para o então ginásio, mas abandonou a escola para trabalhar no jornal "O Imparcial". Quando o jornal fechou, em 1929, ele teve que trabalhar como vendedor.


Primeira composição
Em 1933, Caymmi começou a compor marchinhas e toadas, como "No sertão", sua primeira composição. Em 1934, ele começou a ter aulas de violão com seu pai e com seu tio Cici. Em 1935, passou num concurso para escrivão da coletora estadual, cargo para o qual nunca foi nomeado. 

Foi nesse mesmo ano que ele começou a cantar, quando foi junto de seu primo Zezinho à Rádio Clube da Bahia. Também em 1935, ele prestou o serviço militar.

Em 1937, Caymmi resolveu ir tentar a vida no Rio de Janeiro, viajando num Ita, um pequeno navio de passageiros. Ele queria estudar jornalismo e trabalhar com desenho na então capital do país. Ele chegou a publicar seus desenhos na revista "O Cruzeiro".

Stella Maris
Um amigo o apresentou ao diretor da Rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho, que gostou muito da voz grave do jovem Caymmi e resolveu contratá-lo. Em 1939, conheceu num programa de calouros na Rádio Nacional a sua futura mulher, a cantora Stella Maris (cujo nome real é Adelaide Tostes), quando ela cantava "Último desejo", música de Noel Rosa.


Filhos de Dorival Caymmi, Nana Caymmi, Dori Caymmi e Danilo Caymmi, também tornaram-se músicos, com seus pais. Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem

Eles se casaram em 1940 e tiveram três filhos: Dinair (Nana), nascida em 1941, Dorival (Dori), nascido em 1943, e Danilo Cândido, nascido em 1948. Todos eles se tornaram grandes nomes da música popular brasileira. 

Em 1943, Caymmi perdeu sua mãe. Nesse mesmo ano, passou a freqüentar o curso de desenho na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro.
Em 1953, foi inaugurada em sua homenagem a praça Dorival Caymmi, em Itapuã, bairro soteropolitano. Dois anos mais tarde, mudou-se com a família para São Paulo, lá vivendo por cerca de um ano e depois retornou ao Rio. Caymmi tem seis netos, Stella Teresa, Denise Maria e João Gilberto (filhos de Nana), João Vítor (filho de Dori) e Juliana e Gabriel (filhos de Danilo).

Caymmi era amigo de outro baiano famoso: o escritor Jorge Amado, morto em 2001. Como eram parecidos fisicamente, os dois costumavam ser confundidos um com o outro por fãs. Os dois compuseram juntos a música "É Doce Morrer no Mar".

Baianos Jorge Amado e Dorival Caymmi (à dir.) costumavam ser confundidos por fãs.
Zélia Gattai/Fundação Casa de Jorge Amado


Homenagens

Em 1968, ganhou do governo da Bahia uma casa na Praia de Ondina, em reconhecimento a sua importância para a cultura brasileira. Em 1972, foi agraciado no Palácio do Itamaraty (Brasília) com a comenda da Ordem do Rio Branco, em Grau de Oficial. Foi também agraciado com a comenda da Ordem do Mérito da Bahia.

Em 1984, recebeu, em comemoração de seus 70 anos, inúmeras homenagens, tais como: a edição de um CD duplo e de um álbum de desenhos patrocinado pela Funarte (Rio de Janeiro); a outorga da comenda da "Ordem das Artes e das Letras da França"; a outorga da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (Brasília) e a outorga do título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia (Salvador). Em 1985, inaugurou a avenida Dorival Caymmi na capital baiana. Em 2001, com quase 90 anos, Caymmi voltou a compor para a televisão.

O cantor e compositor Dorival Caymmi faleceu no dia 16 de agosto de 2008aos 94 anos, no Rio.
Danilo, Dori, Dorival e Nana Caymmi

                              

Além desse post, fizemos também um álbum de fotos em homenagem a Dorival Caymmi, postamos em nossa página no facebook, para conferir é só acessar esse linkDORIVAL CAYMMI


Matéria originalmente publicada na Folha Ilustrada, no dia 16/08/2008: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada


Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira




22 de abril de 2012

Entrevista com Barbara Marques



 Vejo que você compõe suas canções,o que mais te inspira na hora de compor?
- O que mais me inspira são as coisas que acontecem no dia-a-dia mesmo. Fatos interessantes que acontecem comigo ou com amigos.


Como sua família reagiu ao saber que você escolheu o mundo 
 da música?
 - Graças a Deus eles me apoiaram bastante!! Conto com o incentivo deles em
 todos os momentos.

 Uma vez você disse que gostava de Roberto Carlos,já cantou
 alguma música dele em seu show?
 - Sim, já fiz uma releitura de uma música do Roberto chamada "Você não serve para mim". Foi incrível!!


Roberto Carlos - Você Nao Serve Prá Mim - 1967 by Maristela Raineri








 Antes de ir pro palco,tem alguma mania?
 - Sim, de fazer metodicamente o meu exercício vocal.


 A campanha para seu 2º CD teve bom resultado?
- Está sendo bem legal sim, mas ainda não terminou. Vamos ver daqui um tempo!!!
 Uma música que você gostaria de regravar?
- Cérebro Eletrônico do Gilberto Gil.


 MPB não é um estilo musical que esta sendo tão valorizado como antes,esta
 sendo difícil ganhar conhecimento?
- Tudo que é novo precisa de um tempo para ter estabilidade, é assim
 independente da área que vc atua.



 Uma mensagem para as pessoas que acompanha o seu trabalho:
- Quero agradecer a todos pelo carinho que eles têm comigo e com o meu
 trabalho!! O incentivo do público é uma energia mágica!!! Amo o palco, amo
 estar com o meu público!!!

Veja abaixo um vídeo clipe da cantora:




www.barbaramarques.com


Entrevista original por Divulga Música.

20 de abril de 2012

Roberta Campos mostra seu "Diário de um dia"



Mineira de Caetanópolis, Roberta Campos é um dos novos nomes que aparecem em um time de grandes cantoras da MPB. Ela se recorda de sentir paixão pela música ainda criança, com apenas quatro anos. Por muito tempo esse amor foi alimentado por uma brincadeira de cantar acompanhando os encartes dos discos de seus tios. Aos 11 anos ela ganha seu primeiro violão e sozinha a começa a aprender a tocar.

Logo, Roberta começa a se apresentar em eventos da escola em que estudava.  Com 18 anos ela monta sua primeira banda, Alpha Band, mas ficou nela por pouco tempo.

Em 1999 Roberta largou seu trabalho, estudou canto por oito meses e montou uma nova banda em Sete Lagoas, Pop Troti, com a qual se apresentou em diversas cidades da região durante três anos. Em 2003 ela deixa a banda e em 2004 se muda para São Paulo.

Com mais de 200 músicas compostas ela grava sozinha, em casa, em 2008, seu primeiro CD, “Para Aquelas Perguntas Tortas”, no qual cantou, tocou, compôs e produziu. Postou algumas músicas no MySpace e começou a ganhar fãs. A faixa “Varrendo a Lua” entrou na programação de rádios do segmento. Aos poucos, sua música delicada e cheia de personalidade foi conquistando mais gente.

A música chegou aos ouvidos dos produtores da Deck que chamaram Roberta para gravar um novo álbum, desta vez acompanhada de grandes profissionais e com a participação especial de Nando Reis em “De Janeiro a Janeiro”. “Varrendo a Lua” foi lançado em 2010 e abriu caminho para a carreira de Roberta. Músicas como a que dá o nome ao CD” e “Mundo Inteiro” viraram hits e são cantadas em coro pelo público em cada apresentação. “De Janeiro a Janeiro”, também ficou no Top 10 das rádios do segmento e está na trilha sonora da novela “Rebelde” (Record).

Seja cantando suas próprias canções ou interpretando músicas de outros artistas, a personalidade de Roberta se sobressai. Assim são suas versões de “Vinte Nove” (Legião Urbana), “Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor” (Márcio Borges e Lô Borges) e “José” (de Georges Moustaki, na versão de Nara Leão), esta parte da trilha de “Amor e Revolução”, nova novela do SBT.

Roberta Campos segue em turnê e a repercussão é cada vez melhor. Ela já esteve em Minas Gerais, interior de São Paulo, São Paulo, Paraná, Ceará, Rio Grande do Sul, Brasília, Bahia, Fortaleza, Rio de Janeiro... Durante esse tempo conquistou elogios de músicos ilustres como Marcelo Camelo, Leoni, Ricardo Koctus, Moska, Nando Reis e cantou com Milton Nascimento, Paulinho Moska e Nando Reis.

Em maio de 2012 lança seu novo álbum, DIÁRIO DE UM DIA, com 11 canções, sendo 3 presentes de Frejat, Zélia Duncan em parceria com Leoni e uma canções que Moska fez a pedido de Roberta, chamada “Meu Nome É Saudade De Você”. As outras canções são de autoria da própria Roberta. O disco conta com músicos como, Dunga, Marcos Suzano, Christiaan Oyens, Humberto Barros, Davi Moraes, Fabrizio Iori, Paulinho Moska tocou violão em 2 canções e teve arranjo de cordas de Linconl Olivetti e Otávio de Moraes.

Roberta planeta lançar ainda neste ano o seu primeiro DVD. Pra ficar antenado com as novidades da carreira de Roberta Campos, é só acessar o site oficial da cantora: Roberta Campos, ouça a canção que dá nome ao disco nesse link: Diário de Um Dia



18 de abril de 2012

"Deixa Estar" Saiba mais sobre o novo Sucesso de Luiza Possi


      A cantora Luiza Possi, está com uma nova música de trabalho, O nome da canção é "Deixa Estar" segunda faixa do álbum "Seguir Cantando". uma composição do cantor Tó Brandileone que faz parte do grupo "5 a Seco". A canção já é um grande sucesso da cantora e está sendo executada em várias rádios de todo o Brasil.



     
A canção ganha o ouvinte pela bela melodia da guitarra de Conrado Goys, além disso muitas pessoas se identificam com  a letra, que fala de um amor não correspondido, de alguém que precisa levantar a cabeça, deixar as coisas acontecerem e ir pra "pista da vida, dançando sem parar"


                                 Confira a canção "Deixa Estar"

 

'5 a Seco' é um grupo paulista formado por: Tó Brandileone, Vinicius Calderoni, Pedro Altério, Pedro Viáfora e Léo Bianchini, inclusive Luiza Possi faz parceria, com a maioria desses cantores e violinistas que fazem parte dos novos talentos da MPB.

   Os integrantes de '5 a Seco' são jovens descontraídos e irreverentes, essencialmente cantores e violonistas, se desdobram no palco e tocam, além de seu instrumento de origem, baixo, guitarra, bateria, percussão. O resultado é uma rica gama de timbres e texturas musicais perpassando os arranjos, tudo sempre amarrado por um roteiro de inspiração teatral.

Agora conheça a canção 'Deixe Estar' na voz desse quinteto:


Para conhecer melhor o trabalho do "5 a Seco", Confira a entrevista feita com Vinícius Calderoni para o blog divulga Música: Divulga Música-Entrevistas


Por @RobertaCampos5 - @LLPLPG