15 de agosto de 2012

Música Popular Brasileira perde Altamiro Carrilho.



Em pouco tempo a MPB sentiu a perda de grandes nomes da nossa música, Severino Araújo da Orquestra Tabajara, Magro do MP4 e hoje foi a vez do flautista Altamiro Carilho nos deixar. Confira a biografia desse flautista que tanto contribui pra música popular brasileira. Fonte: ChoroMusic.com

Altamiro Aquino Carrilho nasceu na cidade de Santo Antonio de Pádua (RJ), em 21 de dezembro de 1924. Por influência da família de sua mãe, aos cinco anos de idade brincava com uma flauta de bambu, feita por ele. Aos onze anos, já integrava a Banda Lira Árion, tocando tarol.
Em 1940 mudou-se com a família para Niterói (RJ), onde trabalhava como farmacêutico e à noite estudava música com o amigo e incentivador Joaquim Fernandes, flautista amador.

Altamiro não perdia nenhum programa dos grandes flautistas da época, Dante Santoro e Benedito Lacerda. Com uma flauta de segunda mão, inscreveu-se no programa de calouros de Ari Barroso, conquistando o primeiro lugar. Ainda muito moço, pela sua incrível facilidade de improvisar, com seu estilo muito pessoal e cheio de bossa, foi convidado a integrar conjuntos famosos como os de César Moreno, Canhoto e Rogério Guimarães.

Estreou em disco em 1943, participando da gravação de um 78 rpm de Moreira da Silva, na Odeon. Em 1949, gravou o seu primeiro disco na Star, “Flauteando na Chacrinha”.

Formou seu primeiro conjunto em 1950, para tocar na Rádio Guanabara, onde permaneceu até maio de 1951, quando foi convidado a integrar o Regional do Canhoto, substituindo Benedito Lacerda.
 Em 1955, formou a “Bandinha de Altamiro Carrilho”, e gravou seu maxixe Rio Antigo, que fez grande sucesso, chegando a vender 960.000 cópias em apenas seis meses! De 1956 a 1958 a bandinha ganhou grande prestígio e popularidade com seu programa ‘Em Tempo de Música’, na TV Tupi.

Tornou-se conhecido internacionalmente na década de 60, quando se apresentou em diversos países, dentre eles: Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Egito, México, Estados Unidos e União Soviética. “Um dos maiores e mais afinados solistas do mundo” foi o elogio que Altamiro Carrilho recebeu de Boris Trisno, quando esteve na União Soviética por três meses.

O sucesso no exterior foi tanto que chegou a ficar um ano no México, onde fora passar uma temporada de apenas vinte dias. A partir da década de 70, tornou-se um dos flautistas mais requisitados, como solista e como acompanhante.

Em novembro de 1972 apresentou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro o Concerto em Sol de Mozart, sendo muito elogiado pela crítica especializada.

Foi convidado pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre para participar de um programa de Concertos onde, sob a regência do Maestro Julio Medaglia, executou o Concerto Nº2 em Ré Maior KV 314 de Mozart, tendo a ideia de colocar nas cadências pequenos trechos de músicas de grandes compositores populares brasileiros, tais como Pixinguinha e Ernesto Nazareth. Tal fato causou enorme impacto no público e principalmente nos membros da orquestra, sendo aplaudido de pé durante dez minutos. Em 1987, Altamiro Carrilho acompanhou Elizete Cardoso em sua turnê pelo Japão.

Seu disco “Clássicos em Choro” foi premiado com o Troféu Villa-Lobos, como melhor disco instrumental, tendo recebido também Disco de Ouro pelo seu trabalho “Clássicos em Choros Nº 2”. Ganhou o Prêmio Sharp de 1997 como melhor CD instrumental, com o seu “Flauta Maravilhosa”. 

Recebeu em 1998, das mãos do então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, uma Comenda especial, a Ordem do Mérito Cultural, em reconhecimento ao seu talento e sua incansável luta em prol da Música Brasileira. Ganhou o Titulo de Cidadão Carioca concedido pela Câmara dos Deputados. 

Em 2003, Altamiro recebeu a Comenda da Ordem do Mérito Cultural da Magistratura pelos serviços prestados à cultura brasileira.
Compositor de versatilidade extraordinária, compôs cerca de 200 músicas dos mais variados ritmos e estilos. Com 60 anos de carreira, tem mais de 100 gravações em discos, fitas e CDs.

Faleceu hoje (15/08/2012) no Rio de Janeiro aos 87 anos de câncer ósseo. "Hoje tem choro na terra e Chorinho no céu".

Confira no vídeo o choro "Flor Amorosa" de Joaquim Callado:

                         





14 de agosto de 2012

Revivendo Elis no Falso Brilhante


Um dos espetáculos mais grandiosos da carreira de Elis Regina estreou em 17 de dezembro de 1975, ficando por 14 meses em cartaz no Teatro Bandeirantes, em São Paulo. 

Com um vasto repertório, o show, que tinha o objetivo de contar a vida e a carreira dessa grande cantora, foi responsável também por lançar um compositor cuja canção mais famosa, Como Nossos Pais, ficou eternizada na voz da pimentinha.

Além dessa, outra canção de Belchior foi interpretada no show, Velha Roupa Colorida, que se tornou igualmente famosa, assim como seu compositor. Ambas as músicas, que pertenciam claramente ao estilo de música de protesto predominante na década de 1970, possuem em suas letras situações tão atuais que é como se tivessem sido escritas hoje, inclusive no que diz respeito às críticas sobre modo de vida e governo.

Devido ao grande êxito alcançado pelo show, no ano seguinte Elis Regina lançou o LP Falso Brilhante, que além das duas composições de Belchior, trazia em seu repertório canções não só de outros grandes compositores da época, como João Bosco, Aldir Blanc e Chico Buarque, como também músicas que denunciavam as arbitrariedades cometidas nas ditaduras de outros países, como por exemplo, Gracias a la vida, de Violeta Parra.

Assim como o espetáculo, o LP fez tanto sucesso que até hoje é um dos mais expressivos da história da Música Popular Brasileira, e entre as canções mais famosas estão os clássicos Como Nossos Pais, Fascinação, Tatuagem, Velha Roupa Colorida e Gracias a la vida.        

31 de julho de 2012

Homenagens, Shows e biografia marcam os 30 anos sem Elis Regina




No dia 19 de janeiro de 2012 completou 30 anos que Elis Regina nos deixou, mas apesar da saudade, os fãs tiveram alguns motivos pra comemorar, foram as homenagens organizadas pelos filhos de Elis. Vejam no parágrafo abaixo:


* A cantora Maria Rita saiu em turnê com o projeto "Viva Elis" que teve o apoio da Nívea e circulou por cinco capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre). 




* Exposição multimídia itinerante idealizada por João Marcello Bôscoli, que apresenta a trajetória de Elis através de fotos, entrevistas, ingressos, vídeos de apresentações ao vivo, pôsteres de shows, especiais de televisão, objetos pessoais, revistas e jornais da época. 




* Redescobrir - A cantora Maria Rita vai gravar o show que tem feito em homenagem à Elis. o Registro será lançado em CD e DVD pela Universal Music com o nome de Redescobrir, a turnê segue por diversos estados do país e será registrada em 11/08, no Credicard Hall, em São Paulo.


*Elis Por Eles: Cantores brasileiros vão interpretar sucessos de Elis Regina. (Fonte: Revista Época)


O cantor Pedro Mariano, filho de Elis Regina e do pianista César Camargo Mariano, lança em agosto o projeto Elis por Eles. 14 Vozes masculinas da música brasileira vão interpretar clássicos que foram imortalizados pela pimentinha. Veja na foto abaixo o nome dos artistas convidados para esse projeto, bem como o local onde será realizado o show.


O projeto Elis por Eles, que será registrado para o lançamento de CD e DVD para o selo de Pedro, Nau, será no dia 02 de agosto, no teatro Positivo, em Curitiba, em única apresentação. O projeto de Pedro não tem ligação com o Viva Elis, comandado por seus irmão, João Marcello e Maria Rita, mas soma-se a diversas iniciativas que estão sendo feitas para marcar os 30 anos sem Elis.

                                      (Foto divulgação/Neli Silva Teixeira)



Vejam a matéria completa sobre o show Elis por Eles no site da Revista Época


* Elis Regina ganha nova biografia:  Fonte: Revista Época








Esta é a capa da nova biografia da cantora Elis Regina, (1945-1982). O livro, publicado pela editora Master Books, foi escrito por Allen Guimarães (também curador da mostra de mesmo nome, Viva Elis, que está rodando por cinco capitais brasileiras) e é resultado de uma pesquisa de quase uma década. Ao longe desse tempo, Allen colheu depoimentos de dezenas de artistas e pessoas que conviveram e trabalharam com Elis. Além disso o autor mergulhou em recortes de revistas e jornais para traçar um panorama do que foi a carreira da cantora.


De acordo com o autor, trata-se de uma biografia artistíca, o livro não traz detalhes da vida pessoal de Elis. Os fatos da vida dela que cito servem para costurar ou justificar os erros artísticos, diz Allen.


A narrativa é feita em ordem cronológica. Da cantoria de menina que encantava seus avós, ainda em Porto Alegre, cidade onde nasceu, ao seu derradeiro show, Trem Azul, em 1981, os fatos são ilustrados por depoimentos de artistas que participaram daquele momento ou por entrevistas concedidas por Elis a diversos meios de comunicação da época. Confira o texto completo no site da revista Época


E pra finalizar, não podemos esquecer das duas caixas contendo a discografia de Elis Regina, que compreende os discos lançados pela gravadora Philips entre as décadas de 60 e 70. Além disso saiu uma edição do show ao vivo em Montreaux, (Um Dia) o álbum vem com dois CDs, um disco contendo o  show da tarde e o outro com o show da noite, o detalhe é que o encarte vem com capa alternativa, portanto ao folhear o encarte, existe a opção de deixar a capa original (LP) ou a capa que vem nele.








"Azar... A esperança equilibrista, sabe que o show de todo artista tem que continuar..."





23 de julho de 2012

Joyce encontra João Donato em "Aquarius"



A complementar parceria entre Joyce Moreno e João Donato trouxe – finalmente – ao Brasil o show de lançamento do álbum Aquarius.



O disco chegou recentemente às lojas no Brasil pela gravadora Biscoito Fino, trazendo músicas inéditas e algumas releituras, que segundo a cantora, foram encomendadas pelo Japão.  

A capital privilegiada foi Belo Horizonte, que pôde assistir em primeira mão a tão esperada estreia, que aconteceu no dia 27 de junho, no Grande Teatro do Sesc Palladium.


O repertório passa por ritmos brasileiros diversos, numa mistura de bossa, afoxé, samba, baião e cha-cha-cha.

O ousadíssimo violão de Joyce e o autêntico piano de João Donato vêm muito bem acompanhados nos shows por um time de músicos composto por Jorge Helder (baixo), Tutty Moreno (bateria) e Ricardo Pontes (flauta) – que também participam do CD – e ainda de Aquiles de Moraes (trompete) e Sidinho Moreira (percussão).

O show é ilustrado por um cenário genial, de Vanessa Lopes, que se preocupou em tornar o espetáculo tipicamente brasileiro, combinando as redes penduradas aos jogos de luzes, como se nota na foto abaixo:



A sintonia entre os músicos, os quais possuem uma musicalidade apuradíssima, torna a apresentação ainda mais bonita.


O público se sente íntimo e participa ativa e calorosamente durante todo o show. Um espetáculo à parte é o momento em que Joyce inicia apenas instrumentalmente sua clássica Clareana e a plateia é quem dá o show no vocal, com unissonância e emoção. Como retribuição, o público é presenteado, é claro, com o Bis.



Não é à toa que Joyce e Donato são reconhecidos e valorizados mundialmente. O novo trabalho tem tudo para ser um sucesso!


Outras capitais também podem aguardar pelo espetáculo. A agenda da cantora Joyce, pode ser visualizada em seu site oficial: http://www.joycemoreno.com/

Para quem ainda não conhece, a cantora também possui um Blog, no qual a mesma publica textos sobre os mais diversos assuntos. Deliciosos de ler, inclusive.

Seguem algumas fotos do show capturadas pelo fotógrafo Belo-horizontino, Heron Barbosa:




















19 de julho de 2012

Lançamento da Abril Coleções celebra os 50 anos de carreira de Milton Nascimeto



Ao completar 50 anos de carreira, Milton Nascimento ganha uma discografia à altura de seu talento. A coleção Milton Nascimento, da Abril Coleções, reúne os 20 maiores discos da carreira do cantor e compositor que colocou Minas Gerais no cenário musical brasileiro e mundial. Estão ali o primeiro disco, de 1967, com Travessia, a música que lançou Milton, e trabalhos antológicos como Clube da Esquina, Minas, Gerias, Caçador de Mim, entre outros. 

Em formato livro-CD, a coleção traz o disco, as capas, e as gravações originais, as letras das músicas,  ficha técnica completa e fotos cuidadosamente selecionadas de cada trabalho de Bituca, como ele gosta de ser chamado. Os textos esquadriam o processo de criação das músicas, as parcerias e cada momento da trajetória artística de Milton, além de revelarem fatos pouco conhecidos da vida do artista.

"Se Deus cantasse seria com a voz de Milton", disse Elis Regia sobre o amigo. A voz única de Bituca pode ser ouvida em todo seu vigor em Milton Nascimento/67, o primeiro volume da coleção e o disco de estréia do então jovem cantor e compositor. Dele, além de travessia, fazem parte músicas como Morro Velho e Canção do Sal, que revelaram um criador capaz de misturar bossa nova, samba de raiz, jazz, rock, ritmos africanos e canções regionais num resultado absolutamente original e inovador.

O Álbum Milton Nascimento/1967, o primeiro volume da coleção Milton Nascimento chega às bancas nessa sexta-feira, 20 de julho, ao preço de R$9,90.

Confira no vídeo o release da coleção Milton Nascimento:

         


Ficha Técnica
20 de julho de 2012
Periodicidade: Semanal
Número de volumes: 20 Livros-CD
Preço do Volume 1: 9,90
Preço dos demais volumes: 18,90
Canais de venda: bancas, revistarias e livrarias
Os volumes da Coleção Milton Nascimento:

01) Milton Nascimento-1967
02) Clube da Esquina
03) Milagre dos Peixes
04) Minas
05) Geraes
06) Caçador de Mim
07) Courage
08) Milton Nascimento-1969
09) Milton-1970
10) Milagre dos Peixes ao Vivo
11) Milton-1976
12) Clube da Esquina 2-parte 1
13) Clube da Esquina 2-parte 2
14) Jorney to Dawm
15) Sentinela
16) Anima
17) Missa dos Quilombos
18) Milton Nascimento ao Vivo
19) Encontros e Despedidas
20) A Barca dos Amantes. 

Foto Divulgação/Pedro David

Siga a Abril Coleções no twitter: (@AbrilColecoes) e fique por dentro de todas as novidades da Coleção Milton Nascimento, além de ter a chance de participar de promoções/Sorteios referentes a esta Coleção.