14 de julho de 2012
Novos Baianos, Acabou Chorare
Lançado em 1972, "Acabou Chorare" é um dos discos mais cultuados da música brasileira. Em votação feita com especialistas, em 2007 a revista Rollings Stones elegeu o disco "O maior da música brasileira de todos os tempos". A obra prima Acabou Chorare é fruto de uma experiência coletiva e livre, que tem no samba e no rock suas mais fortes raízes".
Curiosidades:
Uma parte do disco foi gravada em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, onde os Novos Baianos aquartelavam-se, e a outra parte foi gravada em um sítio alugado em Jacarepaguá, Zona Oeste. Uma placa em formato de bandeira do Brasil, afixada na porteira do sítio, onde se deveria ler: "Ordem e progresso" estava escrito "Cantinho do vovô" De 1971 a 1975 eles se refugiaram ali, uma espécie de lar, doce lar com direito a muita música e partidas de futebol.
O time de craques que tocou no álbum reunia: Moraes Moreira, (violão-base), Paulinho Boca de Cantor (Vocais e pandeiro), e Baby Consuelo (Afoxé, triângulo e maracas). Luiz Galvão era o "médium" que decodificava a loucura coletiva em poesia, contava ainda com o apoio dos músicos da banda "A Cor do Som".
A expressão "Acabou Chorare" foi dita por Bebel Gilberto (Filha de João Gilberto) que na época era uma criança, quando a menina caiu no chão do sítio, ela soltou: "Não machucou papai, acabou chorare" foi o suficiente pra aguçar a criatividade dos músicos. Confira o texto na íntegra no link abaixo:
Créditos: Matéria postada por Cristiano Bastos para Revista Rollins Stone
Dia 22 de julho estreia nos cinemas o documentário "Filhos de João" O Admirável Mundo Novo Baiano, conta a história do grupo "Novos Baianos". O filme se concentra em um dos períodos mais férteis e efervescentes da produção musical brasileira . Final da década de 1960, época em que o grupo eclodiu.
Foi nesse período que João Gilberto, recém chegado dos E.U.A, começou a conviver com os Novos Baianos, tornando-se uma espécie de guru. Com extrema sensibilidade, e absoluta despretenção, transformou a mentalidade daqueles jovens irreverentes e mudou o rumo da MPB. Veja o trailer do filme no vídeo abaixo:
"Vou mostrando como sou e vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos, e pela lei natural dos encontros eu deixo e recebo um tanto e passo aos olhos nus, ou vestidos de lunetas, passado, presente, participo sendo o mistério do planeta..."
12 de julho de 2012
Zicartola. Portas Abertas para o Samba
Angenor de Oliveira era um pedreiro que usava um chapéu-coco para se proteger do cimento que caia nas obras. Não demorou muito para um espirituoso colega de trabalho colocar o apelido de Cartola em Angenor. O nome não só pegou como virou referência. Alguns anos depois seria o pedreiro de chapéu-coco que fundaria em 1928 a segunda escola de samba do Rio de Janeiro, a G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira.
Sua história se confunde com a popularização do samba. Suas primeiras composições desceram o morro nos anos 1930 e ganharam a voz de Francisco Alves, o grande intérprete da época. Mas foi com o restaurante que criou com a mulher Dona Zica em setembro de 1963 que colaborou para que o samba carioca retomasse as rádios e conquistasse a classe média. O restaurante ficava na Rua dos Cariocas, 53, e era um antigo desejo de Dona Zica. Por lá passaram Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Aracy de Almeida, Herminio Bello de Carvalho e Zé Keti, diretor artístico do Zicartola.
O restaurante também foi frequentado por nomes da bossa nova como Carlos Lyra e Nara Leão, e outras tantas figuras políticas da época. O Zicartola, como relata Elton Medeiros, era um espaço que o Brasil precisava não somente para divulgar a música, mas para discutir a cultura e política do país. Os 20 meses de existência da casa renderam muitas histórias. Uma delas foi o surgimento de um novo nome do samba. O jovem músico Paulo César Baptista de Faria foi levado por Herminio Bello de Carvalho para o Zicartola. O show foi um sucesso e o jornalista Sérgio Cabral resolveu escrever sobre Paulo César em sua coluna no Jornal do Brasil. Com Zé Kéti, o jornalista definiu que Paulo César não era nome de sambista. Nascia Paulinho da Viola.
Ouça o especial que o "Galeria" produziu sobre o Zicartola, o Templo do Samba, uma homenagem à Cartola, morto no dia 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade. Zicartola
Créditos: Matéria publicada originalmente no site Cultura Brasil
Texto publicado por Danilo M. Martinho.
Cartola e dona Zica:
3 de julho de 2012
Documentário. "Uma Noite em 67"
As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB4 vinham com o "Roda Viva" Caetano Veloso com "Alegria, Alegria", Gilberto Gil e os Mutantes com "Domingo no Parque", Edu Lobo com "Ponteio", Roberto Carlos com o samba "Maria, Carnaval e Cinzas"; e Sérgio Ricardo, com "Beto Bom de Bola". A briga tinha tudo para ser boa, e foi, entrou para a história dos festivais da música popular e da cultura do país.
É naquele momento que o tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam às diversas correntes musicais e políticas da época, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta.
O festival de 67 teve seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção "Beto Bom de Bola".
O documentário "Uma Noite em 67 foi dirigido por Renato Terra e Ricardo Caliu. Confira o texto na íntegra, no site: Uma Noite em 67
O Novo Álbum de Tulipa Ruiz, "Tudo Tanto"
Tulipa Ruiz. cantora, compositora e desenhista, ela ilustra mais um trabalho com sua voz e imprime cores novas e brilho próprio. Vinda de um disco que obteve grande sucesso, o aclamado "Efêmera" lançado em 2010, esse segundo álbum chega para consolidar a carreira de Tulipa.
Selecionado no edital nacional 2011 da Natura Musical, o álbum chega às lojas no fim de julho e o espetáculo de estreia da turnê de lançamento está marcado para 30 de agosto, no teatro Castro Alves, em Salvador. Depois os shows passam por São Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Belém e Brasília.
O Disco tem direção musical de Gustavo Ruiz Chagas, irmão da cantora. Confira no vídeo os bastidores da gravação do novo CD de Tulipa Ruiz que tem o apoio do Natura Musical:
Fonte: Folha de São Paulo. Confira na íntegra a matéria assinada por Lucas Nobile, sobre o novo disco de Tulipa: Tulipa Ruiz se afirma em segundo disco
Baixe a nova música "É" da Tulipa Ruiz no site do Natura Musical: Download
1 de julho de 2012
Marisa Monte. Memórias, Crônicas e declarações de Amor.
Hoje é aniversário de Marisa Monte, decidi que ia ouvir um disco dela, mas qual? deslizei o dedo indicador pela prateleira onde guardo minhas coleções, precisava ouvir algo, pra ser mais preciso, precisava ouvir um "barulhinho bom".
Procurei no universo ao meu redor, onde guardo todos os meus CDs, achei a parte onde ficam os discos de M.M, então resolvi contabiliza-los, um a um, são 09 álbuns... opa, achei mais (+) 1, sim aquele disco single com 2 músicas: "A Sua" e "Ontem ao Luar".
Nesse "Infinito Particular" de músicas e discos, peguei um da capa rosa, isso! o "Verde Anil Amarelo Cor de Rosa e Carvão" esse é considerado um clássico da MPB, mas pra quem é fã... é difícil dizer qual o mais importante ou o melhor.
Certamente você já deve ter ouvido alguém discutir sobre qual o melhor disco de Marisa Monte, será que eu consigo convencer alguém que isso é uma tarefa impossível... vou precisar provar isso, mas através de um simples texto não é fácil, alguém pode me desmentir.
Quer saber... deixa isso pra lá, Marisa não precisa de "textos, provas e desmentidos" poderia escrever um texto com um monte de adjetivos e até fazer crônicas e declarações de amor, mas soaria redundante, por se tratar de uma das maiores cantoras da música brasileira.
O que você quer saber de verdade?
Sempre tive problemas em responder determinadas perguntas, exemplo: qual o disco de Marisa Monte que você mais gosta? ou então quando me perguntam quais são as músicas dela que mais gosto. O problema é que eu posso esquecer de alguma música ou disco, a memória pode me trair, uma prova disso é que lendo esse texto até aqui nessa virgula, eu reparei que usei nesse post o nome de todos os álbuns de Marisa Monte, ou melhor quase todos mas faltou um, tava me esquecendo do "Tribalhistas" disco que ela dividiu com Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.
Marisa Monte começou sua carreira em 1989, é uma longa viagem musical, são 23 anos de barulhinho bom, que seja sempre assim, agora chega de escrever, melhor ouvir e ouvir lendo a letra das músicas no encarte do CD, quem é apaixonado por música sabe do que estou falando. >> Play!
Dica! Ouça uma playlist especial com hits da carreira de Marisa Monte preparada pelo site Glamurama: Ouvir!
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